O silêncio da passeata social!

Posted: July 12, 2013 in Mídia, Política, Sociedade
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Democratizar a mídia

Democratizar a mídia

Hoje pela manhã, um dia após o dia em que os movimentos sociais se reuniram por todo Brasil para fazerem seus protestos – 11-07.2013, dei uma “rolada” no meu facebook e vi por volta de umas 70 últimas publicações. Somente 1 falava algo dos protestos de ontem (tirando os tantos jornais, revistas e blogs que eu “curto”, pois estes sim publicaram bastante sobre ontem). Inclusive estes mesmos blogs e jornais fazem as mesmas indagações que eu venho aqui fazer.

Por que o silêncio? Por que ninguém fala nada? O movimento ontem foi pequeno?
Comparado com o dia onde mais de 1 milhão foi para as ruas, foi sim. Mas foi maior que muitos outros dias de protesto, e mesmo assim muito menos divulgado. Por quê?
Por que as singelas reportagens que saíram em todos os grandes jornais e revistas do Brasil ontem, só deram ênfase nos TRANSTORNOS causados pelos protestos de ontem? Por que nenhum deles deu ênfase nas CAUSAS do protesto?
Você, usuários do facebook, viram por lá reportagens da Globo ou bombardeios de fotos/”montagens” mostrando os cartazes presentes nos protestos de ontem? O que tinha escrito nos cartazes dos manifestantes de ontem? O que gritavam os manifestantes? O que pediam? Interessa isso? Ninguém tem curiosidade????
Os manifestantes de ontem, que foram em usa maioria movimentos sociais, centrais sindicais, motoboys, integrantes do Movimento dos Sem Terra – MST, e os trabalhadores proletariados, movimentos que já protestam desde o início de sua existência, não tiveram a atenção do POVO brasileiro, aquele povo que vaia a presidente da república, Dilma Rousseff, no estádio, aquele povo que pede participação política ativa do povo, mas depois se posiciona contra o plebiscito (oi???). Por que não tiveram tanta atenção deste “povo”? Os movimentos sociais são menos importantes que os movimentos dos estudantes classe média? Será que as causas daqueles são menos justas que as destes? Quem será que tem mais consciência política? Quem será que tem posicionamentos críticos melhor estruturados, pensados, definidos com muito suor, muito debate e muita luta em busca de mais justiça e direitos?
As respostas para quase tudo isso devem estar relacionadas com “quem” foi o foco dos “ataques” de ontem, né? Ou estou viajando?
Mas quem foi o foco dos protestos de ontem?
1) A grande mídia! Principalmente a Rede Globo!
2) Juízes do Supremo!
3) Grandes empresários e bancários! Publicitários e marqueteiros que viabilizam a corrupção política! As grandes indústrias do Agronegócio!
4) Coronéis da política como Sarney, Calheiros, Collor (todos estes donos de meios de comunicação de peso, mesmo isso sendo proibido pela constituição)!
5) Aqueles políticos e a parcela da população brasileira que é contra o plebiscito, que é contra a participação do povo na política.
6) A classe média que se deixa ser conduzida pela mídia, e ainda canta de inteligente, mais estudada, mais preparada!
Será que é por isso que tudo aconteceu num silêncio ensurdecedor!!?!?
obs.: Por favor, não venha argumentar que saíram sim reportagens, até mesmo ao vivo, sobre ontem. Claro que saiu! Mas estou falando de “ênfase” e de “intensidade”! Em outros momentos dos protestos, foi dada muito mais atenção e cobertura, e, se comparado com estes momentos, ontem foi um silêncio. Além do silêncio, levanto aqui a crítica sobre “o que foi mostrado”. Não mostraram as causas, os objetivos, mostraram somente os transtornos oriundos dos protestos, ou seja, novamente, os que estavam nas ruas ontem, eram somente vândalos que estão a incomodar a livre circulação de gente do bem!!!!
por Miguelito Nervoltado
Mais fontes sobre o assunto? Clique AQUI, ou AQUI.
Figura retirado do Site
Comments
  1. Li seu texto. De fato não houve a publicidade merecida. Arrisco dizer que houve mesmo um contra-protesto por parte dos que têm protestado no último mês, uma vez que querem se distanciar dos partidos políticos e organizações de alguma forma ligadas ou influenciadas por eles. E, como a presidente Dilma enfrenta um “inferno astral”, com popularidade em queda, tornou-se o alvo preferencial de todos os “insatisfeitos”, malgrado não se poder debitar a ela todos os graves e históricos problemas nacionais. Não quero defender a Dilma, nem o seu partido, ou qualquer um outro, mas acho que ela está pagando um preço muito maior do que merece, pois me parece uma governante mais competente que o carismático Lula e muito mais sintonizada com o povo do que o sociólogo boçal e entreguista FHC, o demagogo Collor, o senhor feudal Sarney e o inexpressivo Itamar. Reza a sabedoria popular que quando se desce a ladeira da popularidade a pessoa se torna alvo do que merece e do que de ruim não se lhe pode imputar. Para mim, os pecados da Dilma foram ter dado uma resposta tardia às manifstações, ter optado por soluções polêmicas – embora em muitos casos corretas ou justas, não procurar ser mais maleável – limitando seu aspecto ditatorial, e, principalmente, não escolher uma assessoria mais competente. O Lula poderia – e deveria – estar mais presente, ao seu lado, neste difícil momento, pois tenho certeza que a popularidade do ex-presidente seria um contraponto ao desalento do povo para com nossa governante. Ele transmite otimismo, credibilidade e entusiasmo à massa. Mas percebo que estou fugindo do foco; me desculpe, mas é que um assunto leva ao outro e tudo em política está interligado. A mídia não deu a devida atenção ao protesto de ontem porque optou por ficar do lado que julga vitorioso, do lado mais cômodo, daquele que dá ibope. Mas basta a Dilma se reabilitar e mostrar viável sua reeleição, que o beija-mão volta, pelo menos em parte. Lembremo-nos que essa mesma mídia era hostil às manifestações de rua em seu princípio. Mudou de lado para sobreviver e mudará tantas vezes quantas necessário, assim ditem as circunstâncias. Claro que se pode fazer uma análise bem mais aprofundada e ver na postura da maior parte da imprensa uma rejeição ao modelo petista de governar, à visão voltada para a classe baixa e não para a classe média da população. Como já reiteradas vezes disse Marilena Chaui, o grande problema é a classe média, pequeno burguesa, ambiciosa e esperançosa de ascender ao status de rica e temerosa de retroceder ao de pobre. E é essa classe média que forma a opnião geral, uma vez que dela fazem parte jornalistas, escritores, profissionais liberais, e boa parte da intelectualidade. Termino com a análise da grande filósofa defensora do investimento no proletariado: “É porque eu odeio a classe média. A classe média é o atraso de vida. a classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante… terrorista. A classe média é a uma abominação política, porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva porque ela´é ignorante”.

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