O marketing político e os golpes do Supremo

Posted: September 17, 2013 in Mídia, Política
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ministros-stf-1 Semana passada, tive um “baque” novamente, ao ver que as falcatruas golpistas da elite brasileira (ou mundial), continuam a todo vapor.
As novelas que estes constroem e a forma como manipulam os sentimentos dos meros mortais, que vivem numa espécie de “Matrix”, é uma barbaridade. Principalmente ao se pensar que vivemos num novo milênio.
Provavelmente, não foi coincidência que a votação da semana passada dos embargos do Mensalão, ficou empatada em 5×5, tendo que ser decidida essa semana pelo Ministro Celso de Mello, que tem o voto de minerva. Pelo menos oito dos ministros, já tinham seus votos conhecidos; ou seja, sabia-se como votariam. Mesmo a ordem de votação sendo escolhida por “tempo de casa”, é uma baita de uma coincidência ter ocorrido um empate e assim prolongando o julgamento, dando mais audiência e mais sensacionalismo para o povo do “pão e circo” que é a massa cheirosa. Reparem que, como que num toque de mágica, o julgamento da semana passada parecia mais um jogo de futebol acirrado. Vejam a evolução do resultado da votação pelos embargos: 0x1, 1×1, 2×1, 3×1, 3×2, 4×2, 4×3, 5×3, e neste momento, sendo necessário somente mais um voto a favor dos embargos, os próximos dois votos são contrários, e o resultado fica empatado em 5×5. E assim a decisão vai pro gol de ouro! Querem mais emoção que isso?
Como se isso já não bastasse, presenciamos a CENA de Marco Aurélio Mello, que fez um teatro digno de representação de Shakespeare, tentando colocar toda a pressão da mídia e da população sobre Celso de Mello, de forma que este se intimide, e tenda a votar contra os embargos, juntamente com o próprio Aurélio Mello, além de JB, Fux, Gilmar Mendes, todos de integridade mais que questionável, e Carmen Lúcia.
Aurélio Mello, “encheu linguiça”, fez um teatro, colocou pressão em Celso de Mello, e consumiu todo o tempo. No fim do voto de Aurélio de Mello, Joaquim Barbosa deu por encerrada a sessão, alegando que 3 dos ministros tinham outros compromissos. Mesmo Celso de Mello alegando que precisaria somente de 5 minutos para votar, JB manteve sua decisão, decisão essa que dá fortes indícios de ter havido um “acordo de cavalheiro” entre Aurélio Mello, que prolongou seu voto ao máximo, e JB que encerrou a sessão argumentando que já estava “tarde” para o último voto.
E assim o julgamento foi adiado para esta semana, e Celso de Mello ganhou de brinde dias amargurados, sofrendo repressões duras da mídia e da classe média brasileira, que já o ameaçam de antemão, de traidor da pátria, caso vote a favor dos embargos, o que garantiria aos réus um direito que é deles, pois os embargos infringentes estão previstos no regimento interno do STF e garantidos pela Constituição. Mas no fim, como já perceberam a maioria dos juristas sensatos e honestos em suas análises, não se trata prioritariamente de justiça, mas sim de marketing político.
Tive ânsia de vômito e dores de cabeça na quinta-feira passada ao assimilar tudo isso e identificar o que estava acontecendo ali. Uma dor de perceber que nosso mundo, às vezes, regride à idade média, ou Eras ainda mais remotas, quando o que está em jogo é o interesse das elites titeriteiras. E ainda mais dor, em saber que a maioria absoluta da população não percebe que está comendo estrume, acreditando estar comendo caviar. E ai de quem tentar alertar-lhes, será tratado como bandido, arrogante, mau-caráter, ou ET.
A zona de conforto também é uma das características do ser humano mais exploradas pela elite titeriteira.
Para aqueles que querem mais informação, recomendo o comentário de Bob Fernandes aqui no youtube e essa leitura do Nassif onde este compara alguns ministros do STF com antigos déspotas.
E AQUI um excelente artigo de Paulo Moreira Leite, sobre o julgamento do Mensalão e também sobre a atual fase de embargos.
por Miguelito Nervoltado
figura retirada da Veja

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