Archive for October, 2013

foto_mat_42407As manifestações ocorridas em Junho/Julho desse ano foram não só um marco na história recente do Brasil, como talvez o maior exemplo de manifestação popular desde as “Diretas Já” da década de 70.

Tal classificação, “popular”, enaltece a origem e participação de grande parcela do povo, geralmente apolítico, mesmo sem apelo massivo da grande Mídia. Ao contrário das passeatas pedindo o Impeachment do então presidente Collor na década de 90, que contou com o apoio da Veja, Rede Globo, etc..

Os protestos deste ano surgiram com um pequeno grupo de inquietos, buscando abertura para discutir alternativas de transporte público gratuito, tomou corpo contra o aumento de vinte centavos e “tomou de assalto” o país mesclando temas diversos e, de “carona”, abuso policial, certa desorganização e ausência de foco…

A mídia internacional cobriu e avaliou quase sempre positivamente os movimentos. Foi realmente como se um Gigante houvesse acordado.

(Esse blog “se empolgou” e falou sobre as manifestações aqui, aqui, aqui e aqui!)

De saldo, alguns governos recuaram no aumento das tarifas (entre eles, Prefeitura e Governo de São Paulo), grupos mascarados no Rio seguiram pedindo a saída do governador Sérgio Cabral, houve invasão de câmaras, tumultos na Copa das Confederações, no desfile do 7 de Setembro, etc.

Como nem tudo são flores, já dizia o poeta, surgiram os tais Black Bloc‘s por aqui (link Wikipedia); que são em teoria grupos anti-capitalistas organizados (e mascarados) que visam depredar propriedade privada símbolo do sistema (ou da repressão). Nos EUA os alvos principais eram Mc Donald’s e Starbucks. Por aqui foram os dois maiores bancos privados do país. Pois bem, o que era efetivo, justo e apoiado (num segundo momento) pela imprensa, perdeu até o apoio popular dada a violência e vandalismo destes indivíduos.

Greves de professores, funcionários públicos e bancários seguiram a esses acontecimentos; piadas surgiram, relacionando o movimento a uma ação esporádica e finita. Umas das frases amplamente divulgada e compartilhada dizia “O gigante acordou, reservou o ingresso da Copa do Mundo e voltou a dormir”, fazendo um paralelo irônico com a abertura das inscrições para os ingressos da Copa de Futebol, pela FIFA.

Enquanto um contra-golpe era arquitetado por políticos…

O prefeito Fernando Haddad divulgou no início do mês reajustes no IPTU, explicando-os como necessários para subsídio do transporte (aqui notícia e tabela com os aumentos médios por sub-prefeitura. Aqui, vídeo retirado do Jornal da Band com rápida explicação sobre o caso)

O tom da conversa já mudou, a câmara discute diminuir o teto dos aumentos para este ano, mas não o processo de correção do valor dos imóveis pelos valores atuais de mercado.

É no mínimo injusto! Não só por tomar valores atuais fruto de exploração imobiliária, mas principalmente por justificar o aumento de impostos pela fragilidade de um tema que estava em pauta para discussão.

O MPL (Movimento Passe Livre) segue com manifestações programadas para os próximos dias, mas sem entrar no mérito desta decisão ou do imposto municipal.

Como isso afeta também a classe média (ou principalmente a classe média), poderemos ver em breve o “Gigante” de volta às ruas.

É aguardar e conferir…

por Celsão correto

P.S.: figura retirada daqui

ShibumiNo mundo de hoje, o ter não só vem antes do ser, como o faz praticamente desaparecer.

As relações sociais nos “obrigam” a morar em bairros bons e seguros, em casas espaçosas ou apartamentos luxuosos, andar em carros caros, termos bons empregos, roupas de marca, frequentar restaurantes e fazer viagens internacionais nas férias.

As conversas giram em torno de coisas, ao invés de versarem sobre ideias.

A grande Mídia e o mundo capitalista “empurram” as pessoas para a insatisfação, para o “quase”. Fazendo com que o anseio por mais paire indefinidamente, com que novos desejos e novas necessidades surjam todos os dias.

 

A tirinha daqui trás um excelente resumo da vida, mostrando os verdadeiros valores e alguns aspectos verdadeiramente importantes e imprescindíveis. A leitura é bem rápida, porém valiosa. 

Outra leitura igualmente “chocante”, porém útil e de notável sutileza para os alienados é Daytripper. Trabalho dos gêmeos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon, figurou nos primeiros lugares na lista dos mais vendidos do New York Times. A história fascinante e comum de Brás de Oliveira Domingos escancara as idas e vindas da vida, mesclando possibilidades que dificilmente são consideradas pelo brasileiro mediano (aqui, entendam o “brasileiro mediano”, não como crítica, mas como produto de massiva lavagem cerebral midiática). Aqui e aqui pequenos resumos dessa novela em quadrinhos

Os japoneses têm uma palavra: “Shibumi”, que descreve essa ideia de vida perfeita, simples e honrosa de outra forma. Viver plenamente, mas com simplicidade. Um estilo de vida sem luxo ou ostentação, mesmo podendo ostentar; focando em pequenas, mas importantes conquistas.

É uma palavra de difícil tradução, pois pode exemplificar desde simplicidade na arte, até a plenitude das coisas, como no Universo. O conceito é belíssimo. Encontrei uma explicação interessante e detalhada no yahoo respostas.

 

O que quero com esse post filosófico é mostrar nuances do mesmo tema: a vida e seus desdobramentos. Não basta distribuir apresentações bonitinhas, com música do Kenny G e cenários cinematográficos. É preciso por em prática as mensagens, priorizar na vida o que realmente importa, focar no SER em detrimento ao TER, e passar isso pra frente.

Outro artigo interessantíssimo sobre exemplos de pessoas que vivem de modo mais simples, segue para leitura aqui.

por Celsão Filosófico (emprestando do Miguelito a denominação)

P.S.: Figura – montagem da tirinha retirada daqui.

Luiz Ruffato em Frankfurt

Luiz Ruffato em Frankfurt

Esse blog reproduz aqui na íntegra o discurso do escritor Luiz Ruffato na abertura da Feira do Livro em Frankfurt – Alemanha.

Uma aula sobre o Brasil e sua sociedade. História, Geografia, antropologia, sociologia, política, psicologia, com muito conhecimento, sensatez, observação crítica, imparcialidade e progressismo.

Discurso: 

“O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século 21, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.

O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro –é a alteridade que nos confere o sentido de existir–, o outro é também aquele que pode nos aniquilar… E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.

Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas – ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.

Até meados do século 19, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores.

Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania –moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade–, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém…

Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios –o semelhante torna-se o inimigo.

A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.

Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados.

Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade.

E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.

O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais –ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples.

A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.

Mas, temos avançado.

A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia – são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.

Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.

Nós somos um país paradoxal.

Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo –amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.

Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos…

Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?

Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro –seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual– como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora.”

por Miguelito Formador

Link da Folha para essa notícia
Figura daqui

Alberto Carlos Almeida - De Frente com GabiAo contrário do que muitos pensam, política não é algo simples de se entender.

Quando pensamos então em um país como o Brasil, a política se torna algo ainda mais complexo.
Temos uma história “delicada”, passando pela colonização, o praticamente extermínio dos índios, a escravização de índios e negros da África, um golpe militar com 21 anos de ditadura. Vivemos somente a 30 anos um período “democrático”. Vale lembrar que até 1930 somente homens alfabetizados podiam votar, e que 70% da população era analfabeta, o que significa que somente a elite do sexo masculino participava do processo político, os pobres e mulheres não tinham o direito de expor seus anseios nas urnas.

Temos uma elite que herdou o poder e toda uma inércia cultural oligárquica, dominadora e suprema. Uma classe média que devido à nossa heterogeneidade racial e cultural, tem vergonha de assumir seus reais pensamentos, posicionamentos e preconceitos, e temem sofrer um “baque” financeiro sendo “rebaixados” aos grupos sociais excluídos (os quais eles discriminam, porém de forma retórica).  E temos as classes excluídas, principalmente compostas pela classe trabalhadora (trabalhadores manuais qualificados,  não qualificados e rurais), que sofre com a inércia da pobreza, com os preconceitos e com a falta de educação formal, num ciclo vicioso que, muitas vezes, só pode ser quebrado com ações externas (ex.: políticas sociais).
Mesmo com toda nossa miscigenação humana, sofremos com questões de preconceito, como a homofobia, o racismo aos negros e aos índios, o machismo, a xenofobia contra os imigrantes de países pobres da América Latina (Bolívia, Peru), além dos preconceitos inter-regionais, por exemplo, Sudeste e Sul (como preconceituosos) X Nordeste e Norte (discriminados).

Devemos lembrar também, que nossa história “ocidental” é recente e praticamente começa à partir da colonização, há 500 anos. Pensemos ainda por quantas mudanças atravessamos nos últimos 100 anos.
As revoltas, como foram expostas por parte da população brasileira nas ruas em julho de 2013 e que também são visíveis diariamente nas redes sociais, são muitas vezes (mas nem sempre), revoltas válidas, com motivos claros. Porém, em certo momento, faz-se necessário propor soluções para os problemas, ao invés de simplesmente ficar a apontar os mesmos.  E para propor soluções, é preciso entender todo o contexto histórico, cultural, político, geográfico, racial.

Assistam a entrevista no “De Frente com Gabi” com o cientista político Alberto Carlos Almeida. Ele se denomina um cientista de centro, e por isso busca analisar de forma bastante imparcial a direita e esquerda;  a elite, a classe média, os trabalhadores e excluídos; a cultura política; a psicologia dos brasileiros; nossas questões sociais e históricas, e muito mais.
Entrevista sucinta, porém de grande eficiência no sentido de trazer informações concretas, profissionais, sem sentimentalismo e muito racionalismo sobre a política, sociologia e antropologia brasileira. Uma ótima possibilidade de se informar, principalmente para aqueles que lançam mão de seu direito de emitir opinião, mesmo possuindo pouco embasamento científico.

Para assistir à entrevista na íntegra, clique AQUI 

por Miguelito Formador

Serra, patrão do PSDB

Patrão do PSDB

Sensação de Déjà vu…

José Serra já tentou sabotar FHC antes das eleições presidenciáveis de 1994, depois sabotou Roseana Sarney em 2002 e tirou a mesma do páreo, e em 2010 foi a vez de tirar Aécio Neves de cena.
Agora, será que Aécio novamente não “conseguirá” se candidatar, e o PSDB permanecerá na teimosa ideia de Serra para presidente? Tudo está caminhando para que sim.
Cliquem no link AQUI

Aproveito para indicar aqui uma entrevista rápida, com o Dr. Cláudio Lembo, doutor em direito, ex-governador de São Paulo, político colossal, da antiga ARENA, depois PFL (DEM), atualmente filiado ao PSD. Foi aliado muitos anos do PSDB, de Alckmin e de José Serra. Vejam o que ele fala da política brasileira, e principalmente o que ele fala no fim da entrevista sobre José Serra. Vem muito bem a calhar com o cenário que se aproxima.
Entrevista de Bob Fernandes com o Dr. Cláudio Lembo AQUI


por
Miguelito Formador