Revoltado no supermercado

Posted: December 19, 2013 in Comportamento, Outros
Tags: , , , ,

SUPERMERCADO-LOTADOImaginem aquele dia que nada dá certo… Aquele dia em que muitos teriam se arrependido de sair da cama.

Agora completem esse dia com a obrigatoriedade de passar no mercado. Isso aconteceu comigo.

Como estava com muito trabalho, decidi passar numa dessas redes grandes, com horário mais flexível, no caso, aberta as 24h do dia. Pensei com meus botões que evitaria não só trânsito, mas também stress.

Pois bem, tinha lista de compras, cheguei ao mercado sem trânsito, estacionei perto da entrada evitando vagas demarcadas para idosos, gestantes e deficientes e peguei meu carrinho.

Aí começou o martírio…

Como encontrar os preços dos produtos? As placas indicativas são confusas e nunca estão nos lugares certos; sem contar que o preço do Colgate fresh vermelho pode ser diferente do preço do preto. E a placa encontrada é a do verde!

“Mas existem dispositivos para leitura do código de barras” – alguém pode argumentar. Sim, elas existem. Mas só as vezes funcionam e quando são encontradas!

Segundo detalhe: as marcas que você quer sempre estão escondidas. Geralmente na prateleira de baixo, com acesso complicado ou no final do corredor, depois que já foram escolhidos os produtos de marca própria. É como se houvesse uma “máfia” para vender o produto “Carrefour” ou os produtos da marca que paga para aparecer nas prateleiras “preferenciais”.

 

Uma constatação cada vez mais gritante: tenho a impressão de ser sacaneado dia após dia em relação ao tamanho da embalagem dos produtos.

Citando um exemplo: determinado pacote de bolachas tinha 200g e custava “x”, depois passou a ter 180g e 160g, mas manteve o preço. Daí aumentam o preço em 20% e colocam num pacote especial a inscrição: “20g grátis!”. Por último lançam pacotes menores, com nomes sugestivos, tipo “lanchinho” e retomam o pacote de 200g com o nome de “família”. E, logicamente, o preço do menor será “x” e o “família” custará o dobro.

E é assim com desodorantes, cerveja em diferentes formatos, papel higiênico… A ideia parece ser confundir o consumidor na avaliação do preço ou custo x benefício.

Outra coisa que me revolta profundamente: o consumo de produtos no interior do mercado! Principalmente porque não há intenção de pagar por eles; sejam salgadinhos, iogurtes, chocolates, bolachas e até cerveja (uma rede colocou geladeiras com cerveja gelada e já vi por duas vezes pessoas consumindo na fila do caixa, largando as latas por ali).

Esse consumo se acentua quando há presença de crianças. Aliás, pra quê levar criança pro mercado?

Entendo que muitos pais não têm onde deixar os filhos, mas outros têm e, mesmo assim, levam os pequenos “pra passear”, já ensinando-os como comprar errado, a consumir desenfreadamente e a comer e beber durante as compras.

Não raro vemos esses “monstrinhos” aos gritos de “Eu quero!” em frente a prateleiras de guloseimas.

Pra terminar, os caixas.

Parece que são feitos para que se tenha filas. Talvez para que se compre mais guloseimas e revistas, que ficam ali ao lado, tentando o povo que não tem o quê fazer, fora observar as capas de “Caras” e “Veja”.

Nos mercados 24h, o número de caixas da madrugada é mínimo e as filas também são longas. Ou seja, o meu plano inicial de gastar menos tempo indo em horários alternativos não funcionou…

E os caixas (pseudo-)rápidos? Não importa se acima deles o cartaz diz 10, 20, 30 volumes. Muitos clientes com “cara-de-pau” chegam nessa fila com um carrinho cheio e não são barrados! O mínimo que eu espero de pessoas de bom senso é não passar por ali, prejudicando o andamento da fila para aqueles que somente pegaram poucos itens.

(Eu também gostaria que “caixas de bom senso” barrassem esses folgados; mas uma vez me explicaram que há também muita falta de educação nessa gente e as agressões, verbais e físicas, são comuns se um caixa comenta sobre o número de itens; de modo que o mercado pede para que os funcionários atendam a todos, não importando o número de itens)

Enfim… Isso é Brasil.

por Celsão revoltado

figura retirada daqui, sem intenção de fazer propaganda

Comments
  1. Flavio A R Souza says:

    Me perdoe a indelicadeza, mas eu Ri Muito, imaginando as cenas…
    Achei que você já podia ter acostumado com os supermercados no Brasil.
    Dica: o Pão de Açucar na madrugada é tranquilo, já fui no do Portal do Morumbi e no da Francisco Morato, claro que é mais caro, mas aí você, pelo horário e praticidade de entrar, pegar, pagar e sair, avalia o custo x benefício.
    As pessoas não tem bom senso, fato.
    Não sabia porque os caixas não bloqueavam as pessoas que entram com o carrinho cheio na fila de poucos volumes, fico pensando em como uma pessoa possa ser sem noção à ponto de agredir um funcionário, sabendo que está errada. Triste… Mas já me acostumei com a falta de educação, mas não gostaria de ver uma cena dessas.
    Já cheguei no mercado com fome e abri um produto (mais de uma vez), mas mantive a embalagem no carrinho até o caixa, confesso!
    Já levei minha filha ao mercado sim, mas ela (por incrível que pareça), não grita pedindo as coisas, às vezes aponta e fala que quer, quando se interessa por um pacote de alguma coisa, falamos não e pronto, ela não esperneia (temos sorte).
    Comparo preços sim, procuro o item mais em conta, sei que existe esse jogo de ‘gramas a mais ou a menos’, mas primo pela qualidade do que minha família irá consumir, mas não me atraio pelas falsas promoções no meio dos corredores, nas gôndolas à altura dos braços com produtos da marca do mercado.
    Sempre vou com a lista em punho, às vezes entra um item fora da lista, dificilmente ‘bobagem’.
    Já briguei muito pelos preços nas gôndolas, quando o produto está um preço e no caixa aparece outro, hoje presto atenção nisso somente nos itens mais caros, infelizmente…
    ‘Welcome to the real world…’

    Like

  2. Patrícia says:

    Celsão,
    Esta é uma verdade que não quer calar…hehehe! Absurdo os supermercados brasileiros, como você bem disse, muita falta de respeito com o cliente. Determinações que não são cumpridas, funcionários estressados. Tenho trauma de fazer mercado até hoje, até por aqui na Alemanha é sempre estressante para mim. Acho que preciso de uma terapia “supermercadal”.
    Beijos de Erlangen ❤

    Like

  3. Patricia Brito says:

    Entendo a revolta e concordo com vários pontos. Estudei Trade Marketing e sei bem o motivo dos produtos úteis e inúteis estarem em determinados locais, mas também sofro quando tenho que fazer compras.
    Assim como na vida, tudo que você quer compreender melhor para não ser enganado consome algo precioso, tempo!
    Gostaria muito de poder investir mais o meu em outras coisas, e por conta disso compartilho da sua revolta.

    Like

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s