Archive for January, 2014

juiz_marlon_reis_livro_direito_eleitoral Me deparei na semana passada com o programa Provocações do canal Cultura e a presença do juiz de direito Márlon Reis. Já o conhecia, sabia que ele era um dos idealizadores do “Ficha Limpa”, mas me surpreendi positivamente com duas “novas notícias”:
– Ele também é um dos arquitetadores do projeto “Eleições Limpas”
– Ele exerce a profissão na comarca de João Lisboa, no Estado do Maranhão

Iniciando pela segunda constatação, fiquei feliz em saber que, mesmo num dos estados mais coibidores e oligárquicos do país, é possível “fazer a nossa parte”; no caso dele, lutar por eleições mais justas e transparentes. O próprio Abujamra em uma das perguntas sentencia: “Como é que você ainda está vivo?” – a entrevista completa pode ser acessada aqui

Mas o ponto mais interessante da entrevista e da luta do juiz é o projeto “Eleições Limpas” proposto pela OAB e já citado nesse blog (logo após o discurso de Dilma em Junho, sobre diferentes reformas propostas por ela – post aqui).
A ideia não é ter somente candidatos de ficha incólume, mas apoiadores sem interesse direto. Ou seja, busca-se eliminar o favorecimento por parte das grandes empresas e corporações a candidatos e partidos em troca de vantagens futuras. O que ocorre hoje em dia e corrompe drasticamente o resultado das eleições são doações de construtoras, bancos, frigoríficos e indústrias de mineração a partidos e candidatos; sem limite estabelecido e com abatimento de imposto (um popular ganha-ganha).

Em site próprio, o juiz Márlon aponta estudos que provam a eficácia desta política, contabilizando para cada real gasto um retorno de R$8,5 em contratos e favorecimentos!
Ou seja, um grande frigorífico por exemplo, sabe que não terá dificuldades em desmatar áreas de floresta para criar gado, ou que certamente gozará de abrandamento da pena ou multa, caso infrinja uma lei. Empreiteiras, bancos e grandes indústrias de exploração da mesma forma…
É algo imensurável, se pensarmos bem. E muito maior que o execrável Mensalão, segundo Antônio Martins (aqui), que cita como engano político o encerramento do processo sem o debate do dinheiro oferecido pelas empresas aos partidos.

E o pior: sabe-se sobre valores e retornos!
O site Política Aberta junta informações do Portal Transparência e do TSE e entrega “mastigado” a quem queira. Na página inicial são vistas as empresas que mais doaram para campanhas em 2012 e os maiores contratos no mesmo ano. Só aí é possível notar que duas construtoras (Odebrecht e Queiroz Galvão) estão no TOP10 das duas colunas.
Aliás dentro do TOP10 dos doadores estão cinco empreiteiras!
É interessante navegar nos detalhes, como partidos e candidatos que receberam ajuda e órgãos que tiveram contrato com essas empresas.

É uma luta árdua, mas importante de ser travada.
É muito importante que não só o “Ficha Limpa” faça parte do cotidiano brasileiro, mas que a luta pela moralização das eleições seja permanente.
Afinal, por que existir financiamento eleitoral se existe o fundo partidário?

por Celsão Revoltado

figura retirada daqui
P.S.: não gosto muito do Provocações. Acho que o entrevistador foge muito do assunto e não deixa o entrevistado expor seu ponto de vista; sempre uma pergunta atropela a anterior. E é demasiado curto.

Crise: superar ou sucumbir?

Posted: January 26, 2014 in Outros
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A palavra crise é muito ampla e abrange muitas problemáticas.
Existem crises econômicas, onde pode crescer o desemprego, ou o sistema financeiro entrar em colapso, ou governos se endividarem visando evitar a falência do setor privado, etc.

Há também as crises sociais, onde as diferentes camadas sociais podem entrar em conflito, onde religiosos extremistas e progressistas liberais entram em atrito, onde os marginalizados se revoltam contra os privilegiados, e assim por diante.
Há também crises étnicas, onde diferentes povos, comunidades, etnias são convencidos a se odiarem e entram em conflito.
Há crises políticas. Há crises até nas ciências quando uma nova teoria ou tecnologia vem desmontar tudo aquilo que se acreditou até o momento.

Além disso, também há as crises individuais internas, onde o ser humano entra em conflito com seu próprio “eu”, e tem dificuldade de se aceitar, ou se encarar, ou de modificar-se, evoluir, ou até mesmo, de se encontrar como indivíduo.  Dentro destas, há as crises existenciais onde toda nossa vida parece não fazer mais sentido, e passamos a nos indagar sobre tudo que somos, fazemos, pensamos.

Há crises de relacionamentos, seja com amigos, entre parentes, ou entre cônjuges.
Há crises de amor, quando por algum motivo somos obrigados a não mais ter ao nosso lado o cônjuge amado. Neste momento, pisamos, porém o chão não mais ali está.

Crises existem e não podem ser evitadas, pois a vida não é regida por uma equação matemática com poucas simples variáveis, mas sim uma equação de infinitas complexas variáveis e, justamente por isso, a vida tende a ser regida pela teoria do caos, onde quase nada pode ser previsto ou pré-definido. Claro, podemos direcioná-la e aumentar as chances de certas coisas acontecerem, mas garantir algo para o futuro, ninguém pode.

Portanto, uma vez que não se pode evitar crises e tampouco podemos garantir os rumos da vida, restam duas escolhas:
Ou sempre que uma crise acontecer, nos rendemos e nos entregamos, deixando com que ela nos vença e nos destrua. Assim sucumbimos como seres, e nos tornamos uma partícula inerte e descartada pelo universo.
Ou usamos a crise para refletir, pensar, agir, lutar para superá-la, e assim, sair desta mais fortes do que entramos. Usamos a crise para aprender e evoluir, para criarmos e produzirmos, para destituirmos o normal e rotineiro, e fazermos surgir uma nova realidade, novos sistemas, novos comportamentos. (Clique AQUI para assistir a um maravilhoso vídeo de apenas 5 minutos)

Complementando esta reflexão, deixo aqui algumas palavras de Albert Einstein sobre esta problemática:

Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar em crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

por Miguelito Filosófico

figura daqui

rolezinhonoleblonPois é… Rolezinhos. Aquilo que os jovens de férias pelo Brasil têm marcado via redes sociais, quem diria, está virando um problema político e social.

Político, pois alguns já sugerem que os governantes recebam alguns dos organizadores para entender o que eles querem com isso. (!?!)
Parodiando o grande Stanislaw Ponte Preta e sua personagem Tia Zulmira, a filósofa da Boca do Mato: “Mas os meninos só querem encontrar outros meninos, se divertir, conhecer garotas. Pra quê complicar?

Social, pois estamos diante de uma demonstração clara de preconceito e abuso do poder por parte de empresários.

Aqui vão algumas palavras minhas sobre o tema. Como tudo nesse blog, independentes e diretas…

– É fantástico como as redes sociais realmente pulverizam a informação. Um convite que começou com um “vamos dar uma volta no shopping tal” e “curta e compartilhe”, virou meme (pra quem não sabe o que é, segue o significado de meme) e atraiu milhares de confirmações.
– É incrível como existe um senso de competição entre os jovens. Sadio, quando controlado e sem abusos. O primeiro convite gerou outros e frases do tipo “nós aqui da zona norte(-oeste-sul-leste) temos de fazer melhor que eles!”
– Daí vem, claramente, a incapacidade dos centros de compras em receber de uma só vez alguns mil jovens, não há preparação possível. Muito menos treinamento para os seguranças
– Então entendo (só um pouco) o lado dos donos de shoppings. Sem estrutura e sem preparo, melhor tentar prevenir a “invasão” dessa galera, proibindo-os de entrar.

Pra quem acompanhou o pensamento. Até faz sentido…
Se… os jovens não fossem em sua grande maioria da periferia e negros
Se… esses jovens não chegassem ao shopping ouvindo funk ostentação num alto volume
Se… alguns desses jovens não tivessem a consciência do “choque de acessos” que estão causando
Se… a classe média não se sentisse agora acuada e preocupada com essa apropriação do espaço “dela” pelos desfavorecidos

Este choque entre ricos e pobres e, em menor grau, negros e brancos; entre os dois lados da marginal, entre os que têm e os que gostariam de ter, abre a ferida do preconceito velado. Mostra (aos que sabem ler) a mais nua e crua objeção da classe média aos ascendentes ou àqueles que (com muito esforço) usam as marcas badaladas da própria classe média.
Por quererem ser aceitos, ou melhor, para se sentirem incluídos, parte da sociedade, ou mais profundo ainda, para se sentirem GENTE, os jovens pobres lutam para comprar e ostentar as marcas da moda. 

E a resposta da elite é simples: é o “absurdo” de permitir que pessoas “sem cultura” invadam “nosso espaço”, o espaço das patricinhas dos Jardins (-Mooca-Santana-Leblon).
Se entrarmos no detalhe antropológico do movimento, a elite não vê os pobres nos shoppings, logo eles não existem; e os pobres não sabiam que podiam frequentar o shopping, pois aquele “mundo” não é o meu!
Embora eu não creia que haja real consciência disso na maior parte dos organizadores destes “passeios”, tenho visto isso: a invasão e o choque de acessos! Vejo donos de shoppings perdidos, que não querem perder os clientes, mas não sabem o quê fazer.
Todo jovem negro já foi “seguido” por um segurança (também negro) nos shoppings da elite Paulista (Iguatemi, por exemplo). O problema agora tornou-se maior e fora de controle, pois não é um grupo pequeno de garotos negros, mas milhares deles.

Importante salientar também que, em alguns casos, foram registrados roubos, entre correrias. Ninguém informou se as correrias foram provocadas por ação da polícia ou por própria iniciativa de alguns poucos jovens vândalos. Mas, para a elite, os roubos são um prato cheio…

Vejamos o que mais vem por aí.

por Celsão correto.

– Ao invés de colar links diversos da imprensa sobre o assunto, segue um texto de uma antropóloga – aqui.

– Encontrei também um vídeo-paródia hilário que retrata bem as duas interpretações do “fenômeno”, através dos olhos de um político – aqui.

– Se quiserem ler um pouco sobre Tia Zulmira, segue trecho de entrevista com a personagem. (link)

– figura retirada daqui. Rolezinho marcado no Shopping Leblon com mais de 8000 confirmados!

figura_post Há algum tempo estão sendo veiculadas na mídia, notícias de rebeliões e assassinatos no presídio de Pedrinhas, estado do Maranhão.

Tais notícias, assustadoras por sinal, expõem três problemas interessantes de uma só vez:

 1) o descaso ao sistema prisional ou penitenciário no Brasil

 2) as mazelas do governo coronelista do Maranhão

 3) a abordagem distorcida da mídia, manipulando as notícias e ocultando detalhes importantes

 

Sobre o primeiro ponto, que sequer é o foco deste post, é incrível como o Estado isola os presos “num mundo a parte” e quer simplesmente esquecer-se deles. Creem que por mágica, todos se recuperarão, se arrependerão e voltarão à sociedade por si só para trabalhar e pagar impostos.

Sem me aprofundar muito, ficou latente pra mim a já divulgada “equalização” dos presos. Não importa se o crime foi roubo a banco, sequestro ou furto de pães para comer; ao entrar na cadeia superlotada o detento se envolve com outros e tem de se alistar em uma facção criminosa sob pena de morte. Começa aí um novo “estágio” para o preso chamado “recuperável”, ou o popular “ladrão de galinhas”; a universidade de bandidos, como tantos pregam.

São as guerras entre facções do crime organizado que dão o tom nessas últimas rebeliões em Pedrinhas. Busca-se o poder não só interno, no presídio, mas da distribuição de droga fora dali.

Quanto à “Fazenda Maranhão”, propriedade da família Sarney há algumas décadas, me revoltam as ações, ou falta delas, por parte do “senhorio”.

Enquanto a oligarquia Sarney segue encomendando toneladas de camarão, caviar, lagosta e vinho importado para o Palácio dos Leões, aparecem na TV apenas o secretário de Segurança e alguns chefes do Judiciário.

Pois é, enquanto uns sofriam com a violência desenfreada e com atentados a ônibus, delegacias e postos policiais; outros orçavam mais de um milhão de reais para rechear a despensa.

Li na mesma semana uma opinião que classificava como absurdas as críticas à lista de encomendas da governadora maranhense; afinal, um estado no Nordeste brasileiro consome geralmente frutos do mar e, por ser residência oficial e contar com muitos visitantes e compromissos, duas toneladas de camarão não eram, de modo algum, exagero.

Respondo a este comentário com a direta acusação de descaso, ou melhor, de abissal diferença entre os governantes e o povo daquele estado. Um estado, diga-se a verdade, que detém os mais vergonhosos índices de educação, saúde e bem estar social: maior analfabetismo, pior IDH e a segunda pior mortalidade infantil do Brasil.

Se foi apenas coincidência, o fato é que foi infeliz e teria “queimado o filme” da Dona Roseane se não fosse o terceiro fato levantado no início deste post: a manipulação da mídia!

 

É incrível como sempre volta a ocorrer. Já apontamos alguns desses “equívocos”, como omissão de nomes ou troca proposital de partidos aqui, aqui e aqui. Mas é rara a correlação entre as rebeliões no Maranhão e a família Sarney.

E não é por acaso. A família Sarney é dona de boa parte da mídia Maranhense (pra não dizer toda); sendo inclusive dona da afiliada Rede Globo por lá.

Em todas as reportagens que vi, são outros que aparecem falando sobre o problema: assistentes carcerários, representantes da Polícia, família das vítimas e, quando muito, o secretário estadual de Segurança.

Não digo que não seja a função destes; mas a Dona Roseane poderia numa só “cajadada”, mostrar-se ciente do problema, acessível à população que a tem como sua representante maior e explicar os gastos gastronômicos ocorridos que ocorreriam na mesma semana.

Citando um exemplo: o Fantástico do último domingo mostrou os “absurdos” da cadeia de pedrinhas, como telefonemas gravados, ordens partindo do presídio para os ataques incendiários a ônibus, as vítimas, uma pequena estória de rebeliões naquele local, a obrigatoriedade que os detentos têm de escolher a facção que fará parte ao entrar no presídio, etc. Mas nenhuma vez mencionou o nome da governadora Roseane. O mais próximo que “chegou” foi a imagem desfocada de um quadro presente no fundo da sala do secretário de segurança, durante a entrevista. (imagem essa que usei como figura para esse post)

 

por Celsão Correto

link para um vídeo excelente do Bob Fernandes, com suas opiniões contundentes sobre Política, abordando o Maranhão como foco: aqui

Para quem quiser, segue o link do vídeo/reportagem do Fantástico, do qual tirei a figura – aqui.

Caros leitores, gostaria de lhes desejar um 2014 muito produtivo na esfera intelectual. Desejo a todos vocês um despertar ainda mais aguçado do senso crítico, do poder de reflexão, da racionalidade em combinação com a sensibilidade, e que isso tudo gere o desenvolvimento de uma sabedoria cada vez mais concreta, pois afinal, a sabedoria traz todo o resto, inclusive saúde, paz, amor, equilíbrio, uma vez que todos estes são consequência, em muito, de nossos atos e comportamentos.

Para iniciar esse ano sacudindo a poeira, trago um documentário e uma entrevista, que se assistidos por completo e com bastante atenção têm o potencial de quebrar diversos paradigmas de nossa cultura e desmanchar crenças e preconceitos, que foram cravados em nossas almas através de nossa criação e educação.
Quase tudo o que somos é um reflexo de nosso meio, de nossa sociedade e da cultura da mesma. Poucos são aqueles que questionam seus próprios atos, crenças e costumes, pois afinal, não fomos educados para questionarmos, pois questionar é ruim para o Status Quo, e o Status Quo é bom para aqueles que detêm todo o Poder do mundo em suas mãos.
Agimos repetindo nossos pais, nossa família, nossos amigos, nossa televisão, nosso meio. E quase nunca paramos para nos perguntar: “Por que eu penso e ajo desta maneira? De onde veio este meu costume? É certo fazer isso que faço? Será que aquilo no qual acredito, é uma verdade absoluta, ou pode ser uma mentira ou uma bobagem que me foi ensinada como verdade?”

1) A primeira indicação deste blog é o documentário Zeitgeist. Este é composto por 3 filmes, mas aqui venho indicar, inicialmente, somente o primeiro. Obviamente, os outros 2 são altamente recomendáveis, mas não serão tratados neste post. (Para assistir, clique AQUI ou na figura abaixo)

Zeitgeist

Zeitgeist

Zeitgeist filme 1 é composto por blocos:

  • No Bloco 1 é abordado o fenômeno da religião. O foco é a igreja cristã, mais especificamente, a católica. Mostra-se com um resgate bibliográfico fantástico, como a maioria das religiões têm infinitas semelhanças metafóricas, e que todas essas semelhanças têm uma explicação astrológica bem definida. Resumindo, prova-se com dezenas de exemplos que, o cristianismo, em boa parte de sua essência, não passa de uma cópia de religiões “pagãs” antes de Cristo.
  • No Bloco 2 é abordado o atentado do World Trade Center. Fazendo um apanhado de depoimentos de quem estava dentro dos edifícios e sobreviveu, e realizando um estudo técnico combinado com muito bom senso e lógica trivial, busca-se mostrar que este atentado, obrigatoriamente, foi articulado deliberadamente por pessoas ligadas à CIA e ao exército norte-americano. Ainda mostram como atentados contra a própria nação são uma estratégia utilizada há muitas décadas pelos EUA, como forma de comover a população, buscando gerar um sentimento de patriotismo e com ele o apoio a empreitadas militares fora de seu território.
  • No Bloco 3 é feito um resgate histórico sobre os bancos e o Sistema Financeiro, até chegar os dias atuais. Com uma análise bem técnica, apontando diversos exemplos e dando “nome aos bois” o documentário visa, neste ponto, mostrar que o mundo é refém do Sistema Financeiro. Os poderosos fazem-nos crer que os políticos são responsáveis pelas atrocidades do mundo. Mas a verdade é que todos são vítimas e reféns dos grandes bancos do mundo, desde um cidadão normal até os próprios políticos. Enquanto o Sistema Financeiro continuar sendo o carro condutor, as sociedades não conseguirão prosperar de forma justa e digna.
  • No Bloco Final mostra-se a conexão entre o Sistema Financeiro, as Religiões e os Governos como um complexo bloco detentor do Poder e de quase todo o dinheiro do mundo. E, para conseguirem manter os cidadãos alienados, sem protestarem por mais direitos e mais justiça, utilizam-se da mídia para gerar medo, jogar uns contra os outros, e mantê-los entretidos com todo o tipo de futilidade. Ou seja, a Mídia é o meio utilizado pela alta elite (leia-se religiões, bancos, multinacionais e governos) para controlar toda a população mundial.
    E por fim concluem com uma teoria de controle total do mundo por parte dos poderosos. Teoria essa que se mostra a cada dia mais verdadeira, se observarmos bem ao nosso redor.

2) Entrevista no Roda Viva de 1996 com o intelectual americano Noam Chomsky. (Para assistir, clique AQUI ou na figura abaixo)

Noam_Chomsky

Noam Chomsky

Noam é um acadêmico linguista, mas atua em diversas áreas, como filosofia, política, sociologia, antropologia, entre outras. Durante a Guerra do Vietnã, Noam se destacou por suas críticas ao imperialismo americano.
Integrando o hall dos intelectuais mais respeitados do mundo, Noam explana no programa Roda Viva suas ideias e críticas ao sistema capitalista vigente, ao imperialismo americano/europeu, ao descaso para com aqueles marginalizados pelo sistema, e aponta aqueles que para ele são os responsáveis pelas grandes barbaridades, as guerras, desigualdades e injustiças existentes no mundo:  as empresas transnacionais, os grandes bancos, a mídia e a indústria armamentista.
Ele faz também críticas aos sistemas ditos “socialistas” que passaram pelo mundo, como o da União Soviética e China, além de falar do Marxismo.

Como grande intelectual e possuindo um discurso muito didático, num tom humilde e puro, Noam propõe também algumas soluções para o caminhar da humanidade.
Essa entrevista é imperdível, assim como o é toda a obra de Noam Chomsky.

Esses dois “vídeos” têm o potencial de abrir muito os nossos olhos para a podridão que rege nosso Planeta. Espero que essas verdades toquem cada um de vocês e que juntos possamos fazer nossa parte para mudar os rumos do mundo e das sociedades. Este é meu desejo para 2014 em diante.

por Miguelito Formador