Archive for July, 2014

Leonardo_BoffUm dos mais conhecidos teólogos do Brasil, Leonardo Boff é um nome atualmente aclamado em todo o mundo. Aos 75 anos, Boff é um intelectual, escritor e professor premiado e respeitado no país, cuja opinião é ouvida por personalidades com o Papa Francisco e os presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Já o acompanho e leio suas ideias há um bom tempo. Dificilmente tenho algo a criticar sobre o que ele diz, normalmente é impecável aos meus olhos. Pensador que possui muita sanidade, honestidade intelectual, sabedoria, bondade, vasto conhecimento, e muito, mas muito senso de justiça.

Nesta entrevista, porém, Boff se supera. Ele consegue, em poucas linhas, tratar laconicamente, mas nem por isso sem eficiência e/ou sem didática, de diversas questões que parecem, aos olhos de muitos, não estarem conectadas, mas na verdade muitas delas se encontram e se influenciam, direta- ou indiretamente, muitas vezes num jogo de “causa e efeito”.

Entre os assuntos tratados por ele estão: pobreza e riqueza, ética social, sistema capitalista selvagem baseado na especulação financeira, política no Brasil, PT e Dilma, candidatos e partidos de oposição, avanços sociais obtidos nos últimos anos e o que ainda falta para o povo. Fala ainda da igreja católica e cristã, passando por Jesus Cristo e chegando ao momento atual da Igreja Católica com o Papa Francisco. Fala do protestantismo e Lutero, critica os religiosos que fazem da religião um grande “negócio”, usando o evangelho para justificar ideias retrógradas, tirar dinheiro dos fiéis e manipular mentes. Tece comentários sobre a situação no Oriente Médio (Israel & Palestina), aborto, violência, crise econômica e social na Zona do Euro, América Latina como esperança para o futuro, e sobre a crise ecológica e econômica mundial.

Sobre essas últimas duas, Boff diz estarem profundamente conectadas, estando o capitalismo fundado na exploração dos povos e da natureza. Ele fala: “Esse sistema não é bom para a humanidade, não é bom para a ecologia e pode levar eventualmente a uma crise ecológica social com consequências inimagináveis, em que milhões de pessoas poderão morrer por falta de acesso à água e à alimentação”.

Para ler a entrevista, clique AQUI.

por Miguelito Filosófico

* figura retirada do perfil de facebook de Leonardo Boff

LutoPois é.
Não bastasse  falecimento de João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves há cerca de uma semana, o pernambucano Ariano Suassuna também abrilhantará os céus com sua refinada literatura.

Do primeiro tenho a lembrança de crônicas engraçadas e ásperas, crítica social num sorriso mágico. Comparo-o com o Vinícius de Morais e ao Gilberto Freyre… A primeira comparação (talvez injusta) de um boêmio e frequentador de bares e a segunda, provável confusão de minha parte, entre obras famosas de ambos; mesmo sabendo que “Casa-Grande & Senzala” nada tenha a ver com “O Povo Brasileiro”.
Li numa reportagem da internet, que Ubaldo era poliglota e dentre as línguas estava o alemão. Surpresas a parte, vale ressaltar a simplicidade do baiano, que não usava estrangeirismos, nem ostentava essa condição.

De Rubem Alves vem de cara “A Maçã” e a descrição polvilhada de detalhes envolvendo os cinco sentidos; afinal, como ele dizia “O paraíso mora dentro dos olhos”. Tenho um primo que o admirava e conversamos, coincidentemente, no mesmo dia de sua morte, sobre seu frágil estado de saúde.
Dele me vêm Mario Lago à cabeça, talvez pela relação de haver conhecido ambos na velhice, com cara de bonzinhos… e outro Rubem que admiro, o Fonseca; certamente nascida da confusão dos autores e de crônicas lidas e relidas muitas vezes.
Rubem conseguiu escrever sobre religião de um modo coerente e livre de tabus e dogmas. Explorava num texto, falando de pipoca, do catolicismo ao candomblé, correlacionando à filosofia e antropologia; falou também sobre vida e morte, mas certamente não agrada aos evangélicos mais radicais, por ter sido ex-pastor e assinado textos contundentes. Mas ao mesmo tempo, Rubem escreveu premiadas estórias infantis e batalhou duro para melhorar a educação brasileira e o modo como vemos a escola. E essa contribuição é inegável.

E com o Suassuna, meu preferido nessa tríade, me vem toda a riqueza do Nordeste, o rústico e belo, a carga cultural perfeitamente explorada sem ser modificada, os neo-neologismos, Guimarães Rosa, o poder criativo em peças e estórias originalíssimas e brasileiríssimas.
Me vem rabeca, cordel recitado com sotaque “nortista”, praia, música de Mestre Ambrósio. Mas nenhum outro autor ou personagem me vem à cabeça, só ele mesmo, artista singular. Sua fala mansa de nordestino, mas firme e densa em conteúdo, como nenhum outro. Sua análise política, militância nacionalista (e nordestina) e pensamento fora do padrão são inspiradores pra mim. Difícil resumir aqui o “todo” que via nele e em sua genial obra.
Acompanhei entrevistas e declarações prevendo e temendo esse fim. Temia em perder todas aquelas ideias críticas e ao mesmo tempo fantasticamente criativas…

A literatura e o Brasil perdem eruditos, pessoas capazes de criticar com propriedade e conhecimento; detentoras do dom da língua e atentas aos desdobramentos desta.
Infelizmente, mesmo sendo dois deles imortais na Academia Brasileira de Letras, não menos mortais que os demais foram em vida…

por Celsão correto

Figura: montagem de imagens do google

P.S.: Para quem quiser ler algo destes autores, recomendo a página www.releituras.com, mas separei aqui os menus de João Ubaldo Ribeiro (aqui), Rubem Alves (aqui) e Ariano Suassuna, o menos completo deles (aqui).

P.S.2: recomendo também a carta que o Matheus Nachtergaele escreveu ao Ariano Suassuna (aqui)

rede-globo-e-do-demonioPois é, amigo!
A Globo fez de novo… Usou o poder que detém no Brasil para mudar o “rumo da prosa”, ajeitar as coisas e deixá-las num ponto de maior estardalhaço e, seguramente, lucrar com isso.

Fizeram isso na Copa das Confederações; exageraram os atrasos dos estádios ainda em construção, as manifestações, as (falsas) desordens na compra de ingresso. Enalteceram a seleção e a conquista, enalteceram técnico, comissão e jogadores e escolheram um herói!

Veio a Copa e a receita seguiu: exageros e demonstrações de poder, transmissões ao vivo da concentração, Jornal Nacional com Granja Comary ao fundo, entrevistas com jogadores em quase todos os programas da emissora.

Mas… como nem só de flores vive a TV brasileira, talvez em busca de um culpado (post nosso sobre isso aqui), a Globo decidiu “fritar” o Felipão, praticamente pedindo sua cabeça ao vivo. Dizem, inclusive, que o técnico soube pela notícia dada na emissora, sobre sua demissão. Nenhuma ligação prévia, nenhum aviso anterior…

Pois bem, a Globo falou bem do Neymar, garoto de ouro do canal e de quem se espera lucrar bastante (pois seguirá aparecendo na programação em entrevistas exclusivas); mas criticou a forma de trabalhar e a tática da seleção, relacionando a derrota diretamente ao comandante e à sua comissão.
E aí, as entrevistas em que o técnico e comissão se explicavam, mas não diziam que deixavam (ou deixariam) os cargos após o torneio ficaram sem sentido, cômicas até. Certamente foram surpreendidos por uma decisão inesperada da “opinião pública” chamada Rede Globo.

Já não bastasse FIFA com seus escândalos e CBF com seus desmandos… aguentar a Globo se intrometendo no futebol e definindo as diretrizes do esporte no país é demais! Se foi por vingança em relação a 2002, quando o apresentador não teve as “brechas” ou sofreu com a “linha dura” do treinador, difícil saber. O fato é que, sem o apoio da emissora e, num ambiente como a CBF, o pré-requisito é ser político e não bom em futebol.

Aproveito pra lembrar que é um ano de eleição. E que manipulação da mídia não combina com democracia.
Sem contar que a Olimpíada no Rio vem aí… Haja coração! – como diria Galvão.

por Celsão correto.

figura – daqui.

P.S.: 1) pra quem quiser ler o que saiu no blog do Juca, com o tal vídeo-crítica do Galvão Bueno, segue link do Conversa Afiada – aqui
2)
deixo também como sugestão de leitura um conto-entrevista engraçadíssimo sobre a manipulação da Globo na Copa, com o Roberto Marinho – aqui

Dança_AlemãDurante a Copa do Mundo de 2014, a postura dos alemães, dentro e fora do campo, foi admirável. Os jogadores apresentaram, num geral, um jogo limpo, inteligente e eficiente, e por isso, foram merecedores do título conquistado. Fora do jogo, esses mesmos jogadores sempre deram declarações educadas e humildes, foram simpáticos com os fãs, brincaram com crianças, distribuíram sorrisos. Depois do massacre de 7×1 contra o Brasil, alguns jogadores alemães mencionaram que esse episódio foi uma eventualidade e que o Brasil continua sendo a inspiração para eles no futebol.
Também a torcida alemã que esteve no Brasil mostrou muita civilidade. Poucas ou nenhuma reclamação existe contra eles, que souberam se comportar de forma bem respeitosa após as vitórias consecutivas.

Na Alemanha, país onde vivo neste momento de minha vida, também foi bem parecido. Claro que brincadeiras acontecem, é normal e saudável. Mas os alemães têm uma boa noção de espaço e liberdade, e por isso, a maior parte das brincadeiras foram leves, quando houveram. Muitos alemães que me encontraram nos dias que se sucederam ao jogo, nem lembraram de mencionar o episódio. Na maior parte das vezes o que eu ouvi foi: “E aí Miguel, o que aconteceu com o Brasil?”, seguido de um sorriso leve de deboche. Ou seja, brincadeira saudável, muito longe de exceder quaisquer limites.

Também teve uma grande parcela que ao invés de “zoar”, foram solidários. Muitos alemães me contaram que após o terceiro gol começaram a torcer para a Alemanha não fazer mais, pois o Brasil não merecia essa humilhação. Disseram que foi uma grande infelicidade o jogo.
No dia seguinte após a derrota brasileira, ao abrir a porta de casa, deparei-me com um pratinho cheio de chocolates no chão, e com um bilhetinho com os dizeres: “curativo de alegria”. Eram meus vizinhos, que imaginando como eu deveria estar triste, me presentearam com chocolates, que diz-se trazer alegria devido a reações que provoca em nosso organismo.

Bem, dito isso, chegamos ao dia de hoje, 16.07.2014, quando durante as comemorações da seleção alemã em Berlin, 6 jogadores (Mario Götze, Miroslav Klose, Toni Kroos, André Schürrle, Shkodran Mustafi e Roman Weidenfeller) fizeram uma dança bem polêmica. De corpo ereto e cabeça erguida, eles andavam e cantavam em alemão: “assim andam os alemães, os alemães andam assim”. E na sequência, inclinavam o corpo para baixo e baixavam a cabeça cantando “assim andam os gaúchos, os gaúchos andam assim”. O termo gaúcho se refere aos argentinos.

Esse episódio gerou todos os tipos de reações.
Os que são contra chegaram até a falar que os alemães estavam imitando macacos ou homens primitivos ao andarem corcundas, num ato de profundo racismo e nazismo.
Pelo lado dos que são a favor, dizem que foi uma brincadeira saudável e inocente, sem qualquer tipo de conotação pejorativa.
Já eu, penso que a resposta esteja no meio do caminho entre estes dois extremos.

O fato é que essa música/dança é uma brincadeira de crianças na Alemanha, e que acabou sendo “absorvida” pelos esportes, principalmente o futebol, já há bastante tempo. É normal uma torcida alemã tirar sarro com outra torcida alemã durante um jogo usando essa mesma música e dança. Portanto, definitivamente, não é algo nazista, nem racista, nem tem qualquer conexão com macaco.

Porém, devemos lembrar que uma coisa é uma torcida tirar sarro de outra. Outra coisa são jogadores, colegas de profissão, que deveriam se respeitar em todos os sentidos, tirarem sarro de outros jogadores, com brincadeiras que sugerem abatimento ou até mesmo, inferioridade. Ao se tratar então de jogadores da seleção de um país, que além de atletas, são representantes da nação naquele momento, a situação se agrava ainda mais, pois esse atleta passa a ter automaticamente responsabilidades, desvinculadas do esporte, para com a sociedade e a Nação como um todo. Debochar ou fazer agressões a outros jogadores é uma postura anti-ética.

Além disso tudo, a Europa tem dívidas infindáveis históricas com a América Latina, assim como com a África e algumas regiões da Ásia. Portanto, quando alguém que está representando uma nação européia, e neste caso, a maior potência da Europa e palco no passado da Primeira e Segunda Guerra Mundial, deveria se policiar e refletir mais antes de fazer brincadeiras polêmicas em frente a câmeras de TV do mundo inteiro, com risco de ser muito mal interpretado, dando abertura para reforçar velhos estereótipos, como os de: Nazistas, preconceituosos, prepotentes.
Pois não estamos a tratar de futebol somente, mas de esportes, de sociedades, de história, de patriotismo, de antropologia, de oprimidos e opressores, de ricos e pobres, e muito mais.
Perceba que existe uma linha tênue que conecta todos estes temas.

“Não façamos drama, de repente foi só uma brincadeira ingênua!”.
Bom, com relação a agir de forma ingênua, desatenciosa, imatura, sem maldade, sem medir as consequências de seus atos, indico novamente uma leitura já indicada algumas vezes aqui no nosso blog. Clique AQUI.
Penso que o maior mal do mundo esteja justamente aí, na falta de atenção com que agimos em nossa rotina diária.

“Ah, é só piada, humor, vamos levar na esportiva!”.
Até mesmo para o humor há limites. Se o humor agride direta- ou indiretamente grupos de minorias, esse humor está a reforçar as injustiças do mundo, e portanto, deveria ser repudiado. Clique AQUI e veja nosso post sobre isso, com a dica de um excelente documentário.

Resumindo: mesmo que na inocência, ou imaturidade, ou impulso, esses jogadores foram bastante inconsequentes e infelizes com a escolha da comemoração. Não é grave, mas é lamentável, pois a Alemanha poderia ter saído invicta, não somente nos jogos, mas também no “fair play”.

ps: Para ler uma crítica sobre o “drama” feito devido à comemoração alemã, clique AQUI. E para ler uma visão mais crítica quanto à dança, clique AQUI.

por Miguelito Formador

bandeira-600x400É complicado e chato.
Mas temos, sei lá o porquê, que encontrar culpados sempre que falhamos. E com o futebol e as Copas do Mundo isso é ainda mais importante que os jogos em si.
Talvez pela paixão pelo esporte, por possuirmos cinco títulos, por cada brasileiro ter sua própria convocação e escalação… A verdade é que, nas derrotas, ao menos um personagem acaba punido com a “desonra” da culpa.
Nesse campeonato seria o técnico ou o ataque do Brasil se não passássemos da primeira fase, os batedores de pênaltis se houvéssemos parado no Chile, o colombiano que machucou o Neymar ou o juiz, no jogo seguinte. Mas a derrota foi tão esmagadora que a culpa caiu sob os jogadores, técnico, auxiliares, FIFA e até sob a presidente Dilma!

Meu ponto é um só. É um jogo e só um jogo!
Fascinante, no meu ponto de vista, por permitir que nem sempre o melhor vença. Não raras são as partidas que terminam com “zebras”, mas ainda sim um jogo; com um vencedor e um perdedor.
Sob essa ótica foram ridículas as cenas vistas e disseminadas na noite da derrota: quebra-quebra em locais de exibição, arrastões, violência e bárbaros crimes contra a Nação, como a queima de bandeiras.

– Como é possível cantar o hino à capela em todos os jogos, abraçar pessoas desconhecidas, festejar as vitórias, enaltecer o nacionalismo e os símbolos no início de tarde e depredá-los na mesma noite?

– Como é possível desprezar a mesma bandeira que ocupou varandas, carros e serviu como veste por mais de um mês?

– E… Por que não imbuir esse espírito nacionalista o ano todo, o tempo todo? Ainda mais num ano eleitoral?

Uma correlação entre Alemanha e Brasil

Um amigo me pediu pra escrever aqui um paralelo entre as sociedades dos times envolvidos depois da vitória acachapante da Alemanha sobre o Brasil. Acho que isso complementa o assunto já exposto acima…

Pensando em sociedade, o que mais me veio a mente foi a “vergonha” dos alemães. Percebido não somente após o jogo, no depoimento dos jogadores, mas também em relatos na internet, em jornais, mídia televisiva e pessoas que tiveram contato com alemães durante ou no pós-jogo… Todos “pedindo desculpas” por terem ganho do Brasil de modo tão efetivo, por terem feito tantos gols, por terem jogado futebol! E aquela “tiração de sarro”, tão comum após um resultado como esse não aconteceu como poderia, não veio… As pessoas que vieram ao Brasil ficaram, em muitos aspectos, sem graça de comemorar, assustadas com o ocorrido, e não quiseram “estragar a nossa festa”. Só nos jornais argentinos, portugueses, espanhóis e brasileiros trataram do tema de modo mais direto e até cruel, posso dizer, que os jornais alemães. Lá, ao invés de se vangloriarem e tripudiarem sobre os pentacampeões e “reis” do futebol, publicaram palavras como “milagre” e enalteceram o objetivo alcançado de participar da final do torneio.
Se esta vitória tivesse ocorrido “do lado daqui”, a reação certamente seria outra. Do próprio povo. E não falo da alegria de ir a uma final numa Copa em casa, mas sim de menosprezar, ridicularizar os adversários vencidos.

Outra diferença, julgando por conta própria, ocorreria no pós-Copa, com a comissão técnica e confederação de futebol.
Enquanto a nossa comissão dá entrevistas se defendendo e elogiando os dirigentes-dinossauros da confederação, a deles certamente “se fecharia” para avaliar seriamente o ocorrido e propor próximos passos, visando retornar à elite do esporte. Foi o que eles fizeram após perder a semi-final em casa na Copa de 2006 e, independente do resultado de domingo, deu resultado.
O técnico Joachim Löw é apenas o décimo técnico da seleção alemã em cem anos de história! Triste se pensarmos quantos técnicos já vimos passar pela nossa…

Enfim… compartilhando uma analogia feita por outro amigo, que vive hoje na Alemanha, a derrota imposta pela seleção alemã foi como ver um tombo de outrem na rua. Você ri se não foi grave e ajuda a pessoa a levantar; se for algo grave, você (normalmente) se choca e corre para ajudar a pessoa. Como nosso tombo foi feio demais, nenhum alemão riu; mas se fosse um tombo deles, nós riríamos e postaríamos as fotos nas redes sociais.

Não quero dizer que a Alemanha é melhor que o Brasil. Em muitos aspectos é, sem dúvida, mais evoluída e séria, não há como negar. O que busquei nesse post foi (talvez) opinar sobre nossos “complexos”, de tentar culpar alguém e de tirar vantagem de tudo, desrespeitando muitas vezes o outro lado.
O meu lado utópico e romântico ainda espera ver a profissionalização do futebol e uma maior “nacionalidade” por parte dos brasileiros.

por Celsão revoltado

figura retirada daqui