Quatro propostas “piratas” para o Brasil

Posted: September 2, 2015 in Política
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pirata_downloadMuitas vezes tenho ideias tipicamente utópicas e impraticáveis, classificáveis como “revoltadas”, se tomarmos o pensamento linear da maioria.
Nesse post eu reuni quatro delas discorrendo rapida- e rasamente sobre os possíveis efeitos benéficos das ideias.

1) Redução da taxa de juros para 5% ao ano.
Aqui a proposta é quase uma aposta com o empresariado e com os “especialistas econômicos” que pregam que o aumento da taxa básica de juros freia o desenvolvimento e só atrai capital especulativo.
Não há como negar que juros altos direcionam os investimentos para os bancos e não para a produção industrial; mas ao mesmo tempo muitos defendem que um controle eficiente da inflação se dá através da redução de demanda, e esta é bem efetiva com aumento de juros. Ou seja, há uma “escola” na economia, uma “doutrina”, que defende os juros altos para manter a inflação em patamares razoáveis; além de outros pontos, como a manutenção de reservas em dólar (ou noutra moeda forte)
Minha ideia para o governo é “radicalizar”, reduzindo a taxa por um período de teste (de seis meses por exemplo), vinculada ao aumento da atividade industrial e consequente redução dos lucros bancários.
Os empresários não reclamam que os juros altos os atrapalham? Veremos como se saem com eles a quase um terço do valor atual!

2) Impostos para as montadoras proporcionais à margem aplicada
O setor automotivo está entre os que mais reclamam dos “altos impostos” e é o primeiro a demitir numa crise.
Algo inédito para eles são promoções. Não aquelas onde um ano de garantia é dado, sempre dependente de caras revisões nas concessionárias, ou aquelas em que um jogo de tapetes, um rádio ou a pintura metálica são oferecidas. Nunca vi uma real redução de preço, promoção daquelas comuns no comércio ou em linhas de produtos, como eletrodomésticos.
Proponho uma diminuição dos impostos incidentes nos veículos. Mas proporcional ao lucro obtido na venda.
As montadoras abrem a planilha de custos para o governo, sem máscaras, e quanto menor a margem, menor o imposto (ex. IPI) a ser recolhido. Uma mão lavando a outra!
Uma segunda “etapa” poderia taxar proporcionalmente os lucros dos banqueiros…

3) Redução verdadeira de cargos comissionados
Quando o governo fala em redução de gastos, sabe que há um limite para isso e sabe também “onde” é possível se fazer a redução.
Muitos órgãos, como os ministérios, tem 75% dos gastos com folha de pagamento. E a grande maioria dos empregados passou por concurso público e não pode ser demitida sem justa causa. Ou seja, não é puramente reduzindo o número de ministérios e ministros que surgirá a desejada redução de gastos públicos.
Obviamente as despesas de gabinete, viagens, carros, etc., serão sempre proporcionais ao número de ministros e, sim, serão reduzidas. Mas não o suficiente.
Proponho a redução drástica no número de funcionários indicados, os chamados “comissionados”. Algo como 50% ou eventualmente mais. Manteria apenas alguns especialistas, essenciais ao funcionamento das pastas. Demitir mil num universo de 120 ou 140 mil sequer elimina os “encostados”…

4) Teto para as aposentadorias
Ué… Mas já não há teto nas aposentadorias?
Sim, claro. Para a iniciativa privada.
Porém militares, juízes, políticos e até professores universitários têm sua aposentadoria integral, não importando o valor calculado no momento da aposentadoria. Daí vêm valores absurdos, acima de R$30mil, que oneram a previdência e premiam uma pessoa que já acumulou em vida bens e valores suficientes para desfrutar o merecido descanso.
Pode parecer radical e “esquerdista” demais, mas “um teto para todos” (parodiando um programa social) é ao meu ver o mais justo e algo que daria fôlego ao sistema vigente.
“É um bem adquirido! É algo imutável…” – podem dizer alguns.
“Lamento. Mas acaba hoje!” eu responderia. E poderia até completar romanticamente “para o bem da Nação!”

por Celsão revoltado

figura retirada daqui

Comments
  1. René says:

    Celsão, a sua quarta e última proposta é algo que falo sempre. A conta na previdência não fecha devido a estas aposentadorias, que chamo sim de absurdas. Principalmente a pensão dos militares, que sustentam pessoas que nunca fizeram nada pelo país.

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