O governo Dilma e as 30 empresas

Posted: October 15, 2015 in Mídia, Outros
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Post_30_empresas_01Listas são coisas mágicas, que nos chamam a atenção.
Se alguém publica “dez coisas a fazer para conquistá-la” ou “oito medidas importantes para conseguir uma rápida recolocação” ou ainda “quinze apps que todos devem instalar no celular”, conseguirá certamente mais acessos que “como conquistar uma garota”, “dicas simples para arrumar emprego rapidamente” ou ainda “apps imprescindíveis para seu smart phone“.
Talvez seja a falta de tempo, ou a noção de praticidade ao nos depararmos com itens, ou argumentos enumerados. Não sei. Assumo aqui que muitas vezes “caio” nessa armadilha das listas.

Foi numa dessas armadilhas que recentemente entrei em duas listas curiosas. Ambas anunciando “30 empresas”, mas com relação oposta: a primeira mostrando empresas que muito se desvalorizaram no período do governo Dilma (aqui) e a segunda com empresas que muito se valorizaram no mesmo período (aqui). Aproveitei inclusive o antagonismo do tema e das figuras que estão nos dois links para ilustrar esse artigo.

Não quero eximir de culpa o governo nem a presidente Dilma dos atuais acontecimentos.
Porém, mesmo tendo os meus problemas com o modo da política atualmente praticada por ela e pelo seu partido, tenho consciência que nem tudo o que temos passado é culpa dela. E também que a oposição enfrentaria problemas bem semelhantes, muito provavelmente.
Meu intuito é “cutucar”, mostrando que se de um lado aparece um Bradesco, valorizado durante os quase cinco anos da presidente, do outro aparece outro banco, o Santander. E, notavelmente, uma coisa que o Estado não fez (e não faz) é incomodar bancos e banqueiros.

Empresas como Petrobrás, Vale e Eletrobrás, que tiveram seu valor diminuído neste período, sofreram com o efeito direto das investigações que acontecem via Ministério Público e Polícia Federal. Afinal, mesmo não acreditando que o “valor”, propriamente dito, da empresa Petrobrás não tenha se reduzido com a investigação Lava Jato, é claro que muitos acionistas foram afugentados.
(aqui vale um parêntese: muitos investidores internacionais compraram ações da Petrobrás após a queda do valor das mesmas – aqui o exemplo de George Soros – agindo contra o esperado em nosso país)

Post_30_empresas_02Mas a OGX, a MMX e a OSX do Eike Batista, investigado por crimes contra o mercado financeiro, também estão na lista das “perdedoras”. E não dá pra culpar o Governo pelas “manipulações” do ex-bilionário. Pelo contrário; o Governo e seus órgãos fomentadores colaboraram e muito com a ascenção e queda das empresas “X”.
Outras empresas que aparecem na lista, como Gerdau e Usiminas tiveram redução de vendas, produção e de número de funcionários ligadas aos baixos preços mundiais de commodities como o aço. E isso aconteceu no mundo inteiro. Não é exclusividade daqui!

Sem entrar no mérito de quem coloca valor nas empresas e como o faz, algo passível de infindáveis discussões, empresas de distribuição de energia como a Equatorial e a Tractebel estão entre as valorizadas, mesmo com CEMIG e CPFL Energia, responsáveis pela distribuição, entre as desvalorizadas. Na mesma linha temos a TIM valorizada e a OI desvalorizada; que mesmo com alguma variação de serviços ofertados: TV por assinatura, internet com fibra óptica, pacotes empresariais… poderiam estar “surfando do mesmo lado da onda”.

Frigoríficos, como BRF, JBS e Minerva em alta. Outras empresas do ramo de Alimentos e Bebidas seguem a valorização, como M. Dias Branco e ambev. Aqui eu arrisco concluir que a ascenção social da população ajudou, logicamente com estilos de gestão diferenciados e, quem diria, também a alta do dólar, uma vez que estas empresas exportam parte de sua produção.
Sem esquecer a WEG, empresa tecnológica catarinense, também presente na lista das empresas que aumentaram seu valor de mercado nos últimos anos. Juntamente com a Embraer e outras nacionais menores, contrariaram com louvor o estigma de país agrário e exportador exclusivo de matéria-prima.
Muito aqui se deve provavelmente a “encarar a crise de outra forma”, buscar alternativas, mercados, diferenciais e também inovação.

Não sei se já buscaram na internet dicas e macetes para vender… São inúmeros os vídeos, as palestras, os “lapidadores de talentos”, usando um termo que li num destes sites; e os cursos mágicos.
Mas uma coisa que todos concordam é que atitude é um fator decisivo.

Quem já me leu e me conhece sabe que positivismo e, por que não, romantismo são minhas bandeiras!

por Celsão correto.

figuras retiradas dos links já indicados aqui e aqui

P.S.: já escrevemos bastante sobre Petrobrás e Lava Jato. Confira aqui e aqui.

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