Trump: pessimismo ou ultrarealismo?

Posted: November 11, 2016 in Política, Sociedade
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6jan2016-o-candidato-a-presidencia-dos-eua-donald-trump-fala-durante-comicio-de-campanha-em-nashua-new-hampshire-trump-ameacou-retirar-investimentos-previstos-na-escocia-no-valor-de-945-milhoes-de-1Péssimo-realismo.

Com a já por mim esperada vitória de Trump, fica ainda mais nítida a gravidade das sombras que pairam sobre este Planeta.

Se eu tivesse a crença em algo grandioso, tipo Deus e Diabo. Se eu tivesse a crença em conspirações do Universo. Se eu tivesse a crença que somos reféns de outros seres vivos, ou alienígenas, ou da natureza.
Se eu tivesse a crença de que somos escravos de enfermidades mentais causadas por vírus, bactérias, ou má formações anatômicas no cérebro, que não nos permitem raciocinarmos nem sermos quem realmente poderíamos ser.
Se ainda me restasse a crença ou me ocorresse qualquer explicação que causasse alívio…..

Mas a realidade que percebo é outra, e ela é cada vez mais assustadora, não só porque ela parece estar a piorar, mas também por ela se revelar cada vez mais clara para mim.
E é por ser assustadora que sinto cada vez mais gosto e necessidade da reclusão.
O duro da realidade, é que o problema somos nós mesmos. Somos nossos próprios demônios. Somos nossos algozes. Não tem vírus, não tem Deus, nem Demônio, nem ninguém. Quem manipula é o ser humano. Quem se deixar ser manipulado, é o ser humano. Quem escolhe o fascismo, o ódio, o individualismo absoluto, é o próprio ser humano. E assim o escolhe por que é falho, frágil, débil, e por que não dizer, mau?

É difícil achar conforto. Na verdade, quanto mais o procuro, menos encontro.
Artes e música se mostram uma boa fuga, onde por breves momentos, nos esquecemos que também estamos nesta ilha.

Sendo nós os próprios algozes do Mundo, não resta sequer o alívio do clichê conformista: “pobre de nós”.
No máximo resta um: “pobre da vida”.

por Miguelito Filosófico

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O que posso dizer?

As insinuações racistas, sexistas, preconceituosas e intolerantes venceram.
O tal do americano “redneck” ou americano médio mostrou-se tão perigoso quanto o terrorista armado, agindo por ódio, egoísmo exacerbado e autodestruição.

A hegemonia não é a resposta para o mundo. Um Trump como líder de uma nação hegemônica é ainda pior.
Queria que não houvesse influência no resto do mundo.
Ou que realmente o discurso de alguns “Ele só disse isso por estar em campanha. Da boca pra fora!” fosse verdade. Difícil de acreditar que uma pessoa que comunga de tal pensamento há anos, mude de ideia exatamente depois de ser escolhido para governar o país mais poderoso do Mundo…
Compartilho abaixo uma carta da Avaaz, disponível aqui para assinatura.

Caro Sr. Trump,

Não há grandeza no que o senhor está fazendo.

O mundo inteiro rejeita seu discurso de medo, ódio e intolerância. Rejeitamos seu apoio à tortura, seu clamor à morte de civis e a forma como o Sr. incita a violência em geral. Rejeitamos seu menosprezo às mulheres, muçulmanos, mexicanos e milhões de outras pessoas que não se parecem com você, não falam como você e não rezam para o mesmo deus que você.

Decidimos enfrentar seu medo com compaixão. Frente a sua desesperança, escolhemos a confiança. E, em vista de sua ignorância, escolhemos a compreensão.

Como cidadãos globais, nós resistimos à sua tentativa de separar-nos uns dos outros.

Atenciosamente,

Celsão correto


figura retirada daqui
P.S.: o link da figura contém alguns argumentos explicando alguns porquês do ódio mundial ao senhor Donald Trump. Vale a pena a leitura.
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