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Na balada

Posted: May 17, 2017 in Comportamento, Outros
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Olá Princesa.

Oi.

Você vem sempre aqui? Posso te pagar um drinque?

(…) E agora? (disse após algum tempo, fazendo uma interjeição desesperada)

E agora o quê?

Poderia ter sido rápida e responder com o risinho inocente que você estava esperando, ou começar a enrolar o meu cabelo enquanto te olhava de cima a baixo, demonstrando que ainda o avaliava. Ou ainda virar a cabeça, fingindo e sua inexistência. Perdi o tempo dessas reações conhecidas e não sei como lhe tratar nesse momento.

Nossa!

Nossa o quê? Não esperava frases coordenadas? Nem raciocínio rápido? Ou simplesmente não queria?

Fiquei surpreso…

Surpreso pelas minhas palavras, pela reação inesperada ou por encontrar uma mulher inteligente e capaz de usar palavras que você não conhece? (…) Eu bem que disse à Vanessa que queria ter ficado em casa.

É esse o problema?

Problema? Entre nós é você que está com problemas. Decidiu vir pra cá querendo uma diversão fácil, uma traiçãozinha inocente. E não sabe como lidar. Sequer tem coragem de arranjar uma desculpa e sair.

(Silêncio)

Alô? Falei rápido ou complicado demais?

Estou apaixonado…

Ah, entendi. Você é daqueles que “piram” num desafio e encontrou em mim algo inédito.

Onde está a Vanessa?

Deve estar beijando a terceira boca. Por quê?

Ela está se divertindo mais que você. Ela é que é esperta…

Ela simplesmente consegue “desligar” os problemas pelo tempo necessário de se divertir e entrar num Mundo de Alice. Do Facebook. Todos são felizes. Ou só o hoje interessa. Passei dessa fase. E… não posso deixar de comentar o “esperta” na sua colocação; eu não sei se foi preconceito ou rótulo.

Como assim?

Você está rotulando uma pessoa que nem conhece como fútil, fácil, burra. Deve aprender que beijar três bocas numa noite não a faz vagabunda. Você faria isso. Se pudesse e fosse mais que um rosto bonito numa roupa de marca.

Estou impressionado. Você é a mulher dos meus sonhos.

Acorda cara! Você não está preparada para uma mulher. Você quer uma menininha que te obedeça…

(Novo silêncio)

Sua mãe não me suportaria, pois eu leria os dramas artificiais dela para com você e talvez outros detalhes da sua família, imperceptíveis pra você, pro seu pai. Seus amigos fúteis não falariam comigo por medo e eu não conseguiria conversar com as namoradas deles. Você ia achar desculpas para sair sozinho com os amigos, mas não permitiria que eu fizesse o mesmo.

O que eu devo fazer agora pra te agradar?

Criar uma segunda impressão melhor que a péssima primeira, quer seja por citar um livro que eu li, de um autor que gosto, quer por fazer um comentário inteligente retirado de um filme premiado, ou ainda por me fazer rir.

Você sempre trata os homens dessa maneira?

As vezes. Os que “se acham” perfeitos ou acima dos outros, os preconceituosos, os indelicados, os grosseiros, sempre. Me interesso também pela reação dos demais…

Você sabe de tudo?

Não. Mas já sei que você conta na roda de amigos sobre suas conquistas, julga as mulheres pela roupa e pelo tanto que bebem.

Eu não sou machista.

Sob a própria ótica, nenhum homem é. A verdade é que poucos se assumem.

Estamos conversando demais. Poderíamos estar ocupados noutra atividade. Que tal um beijo?

De que planeta você veio? Acha mesmo que vou te beijar?

Acho!

Ao menos autoconfiança você tem…

 

 

por Celsão “contista”

figura retirada daqui. O site apresenta uma das muitas pesquisas sobre machismo.

P.S.: lembrem que o machismo mata muitas mulheres, todos os dias. Assédio, cantadas ofensivas, toques desnecessários dificilmente são bem vindos, sobretudo entre desconhecidos. Homens, por mais piegas que seja, pensem nas mulheres como suas mães, irmãs e filhas. Respeito! 

Começo compartilhando um vídeo extraído do Youtube (aqui a entrevista completa, para quem quiser ver o original).
Quem fala no vídeo é Mano Brown, vocalista dos Racionais MCs, ícone do rap nacional, e de toda a periferia paulista, desde o início dos anos 90. A entrevista é sobre o novo disco, o “novo estilo” do músico que “brinca” com a carreira solo.

Meu destaque vai para a análise de Brown sobre o Brasil, em pergunta provocativa já no final da entrevista.
Faz sentido sermos um país hoje “de direita”, enfrentando tantos problemas sociais?
Faz sentido vislumbrarmos o radicalismo de Malafaias e Bolsonaros, na política, antes mesmo de evoluir socialmente e nos certificarmos que nossa nova democracia, nossas jovens instituições funcionam? Antes de assegurar que podemos evoluir em ética (comportamental, política, social)?

Independente do resultado da Lava Jato, da pizza que venha a surgir…
Independente das delações, das listas de Janot, dos conchavos dos políticos que tentarão até o fim safar-se…
Independente dos infindáveis processos do STF, que julga até brigas de trânsito dos ricos em última instância…
Independente do esvaziamento das manifestações pós-PT, como se todos os problemas já estivessem resolvidos…
É preciso continuar lutando!

Por mais ingrato que seja a luta, por mais longo que seja o processo, por mais improvável que seja a condenação, por mais absurda que seja a a lei de última hora, aprovada durante a noite…

É preciso ouvir. É necessário que prestemos atenção aos pequenos grupos, às opiniões pirata, aos pensadores que arriscam “fora da caixa”.
Que os vídeos do Bob Fernandes, que blogs como o do Josias, que revistas como a Piauí e que TVs como a Cultura, sejam lidos e vistos. Principalmente como alternativas ao conteúdo normal de Globo, Estado, Folha e das revistas mais lidas do país (aqui).

Que tenhamos mais Browns, Mandelas, Luther Kings, Mujicas, Angelas Davis, Fred Haptoms…
Mas que a internet nos traga também entidades coletivas, onde a multiplicação da opinião do indivíduo ecoe rapida- e eficazmente, como o Avaaz, o Greenpeace, o Change.org

O tal “Caixa 2” é mesmo crime; e não duas vezes um “Caixa 1”. Qualquer coisa que digam contra ou qualquer isenção que seja aprovada no Legislativo é manipulação das mais reles.
As medidas de combate à corrupção, apresentadas por Dilma no longínquo março de 2015 (avaliadas aqui), quase dois anos atrás, e foco de ação popular pouco depois, não serão adotadas. Não adianta ter esperança nesse ponto. Ao menos não serão aprovadas sem drásticas mudanças. Como já escrevemos recentemente, a Câmara prepara a pizza, pois ainda verifica as assinaturas da ação popular (aqui).
As investigações dos políticos e empresários delatados, sobretudo nessa fase da Operação Lava Jato, levarão muitos anos. E provavelmente não extinguirão a corrupção. Se houverem condenações e prisões, mesmo tardias, teremos iniciado REALMENTE um movimento positivo.
A reforma da previdência, ou reforma trabalhista, será aprovada. Não por ser melhor para o país, mas aproveitando a maioria confortável que o governo Temer tem no Congresso atualmente. Não que eu seja contra reformas, só acho que essa merecia ser exaustivamente discutida e avaliada; sobretudo ouvindo empregados e sindicatos.
As aposentadorias de “marajás”: militares, juízes e políticos, que trabalham por pouco tempo e ganham salários exorbitantes não vai acabar; por mais que queiramos e por mais que seja mais justo e efetivo.

Somos poucos. Mas somos inconformados e continuaremos lutando!
No Legislativo ainda temos PSOL, outros pequenos partidos de esquerda como PCB e PCdoB, parte da Rede, do PDT e o que sobrou do PT. Nas ruas temos os inconformados, os pensadores, os curiosos, os críticos…

Terminando com outra frase de Mano Brown…

Nunca foi fácil, junta seus pedaços e desce para arena, mas lembre-se: Aconteça o que acontecer, nada como um dia após um outro dia!

por Celsão revoltado, já que citei Racionais e Congresso. 🙂

P.S.: figura retirada daqui, mais por não saber se o vídeo apareceria como figura no Facebook

P.S.2: abaixo o mesmo trecho de vídeo, no formato MOV, caso alguém tenha dificuldade em abrir o MP4

post_invasao-camaraLi uma frase excelente recebida via whatsapp hoje: a extrema direita e a extrema esquerda se encontram nas costas da democracia.
Não conheço a fonte, e o Google não ajudou… Mas a discussão tratava da invasão à Câmara dos Deputados em Brasília e ao vídeo estranho (pra dizer pouco) que confunde a bandeira do Japão com um símbolo comunista.

Pois bem… Compartilho primeiro o link do Youtube da invasão dos “intervencionistas” à Câmara Federal em Brasília (aqui).
Minha opinião pirata é que o grupo é formado por retardados e desocupados. Dizer que lutam por democracia e contra a corrupção, pedindo uma intervenção militar é incompatível, trágico, descortês para ser polido… e tosco para ser direto!
A história da ditadura militar no Brasil não mostrou democracia ou igualdade, mas sim cerceamento de direitos, tortura, covardia e opressão. (aliás, tudo aquilo que a direita “joga” para a esquerda, usando Coréia do Norte, Venezuela e Cuba como exemplos)

Invadir o Congresso solicitando a presença de um general para a desocupação é um despropósito.
Por mais que existam verdadeiros bandidos entre nossos deputados, temas drasticamente polêmicos em pauta (como a absolvição do caixa dois), por mais que se reclame da falta de representatividade, quer seja pelo modelo eleitoral do legislativo ou pelo pequeno interesse político geral; não consigo admitir um protesto que irrompe uma pretensa visita agredindo seguranças, sobe no palco do plenário interrompendo uma seção corrente e usa como “desculpa” o golpe que a esquerda deu no poder.
Nem pra perceber que a esquerda não se considera situação atualmente! 🙂
É tão absurdo quanto a Marcha da Família ocorrida no Brasil, concomitante ao evento dos cinquenta anos do golpe militar ocorrido aqui, em março de 2014 (post nosso aqui).

Igualmente tosco foi o vídeo divulgado e amplamente comentado ontem, quinta (link aqui, já citado no primeiro parágrafo), em que a manifestante chama a bandeira japonesa de símbolo comunista. Até a explicação posterior da própria autora é confusa e incompreensível (aqui).

O que pensar sobre o fato?
Seria, já, um efeito Trump?
Uma facilidade de ser aceito, uma vez que o governante mais poderoso do mundo partilharia (talvez) o mesmo pensamento?
Aliás, se a xenofobia realmente “virar moda”, me questiono sobre os limites desse extremismo. Haverá ainda turismo em países de outro credo? Ou de distinta forma de governo? Eu seria “aceito” para entrar nos Estados Unidos sem falar inglês?

Defendo o direito do protesto. Igualmente assegurado e defendido pela Constituição. Mas os excessos são perigosos.
A liberdade de um termina, sempre, onde começa a liberdade do outro.
Em Junho/Julho de 2013, na época das manifestações seguidas na Avenida Paulista em São Paulo, eu e outros colegas nos questionávamos sobre a situação de pessoas doentes e mulheres grávidas prestes a dar à luz… Como a Paulista é uma região de hospitais e maternidades, qual seria a opinião de um manifestante “impedido” de chegar à maternidade no momento necessário, ou mesmo no horário programado?
Outro abuso é o uso de máscaras, escondendo a identidade, com o intuito sabido de depredar impunemente. Ou queimar uma bandeira brasileira, símbolo nacional, em praça pública.
É bem diferente de marchar e gritar levando cartazes contra Dilma, Temer, Cunha, ou Trump.

No caso ocorrido nessa semana, certamente uma marcha a pé pela esplanada dos ministérios finalizando de frente ao Congresso com cartazes e megafone teria menor impacto midiático que a invasão realizada.
Aliás, analisando bem, é bem estranho o número de câmeras, microfones e repórteres presentes na casa durante e logo após a invasão. Teriam sido eles avisados pelo grupo?

Concluindo, tenho medo do individualismo do brasileiro, que tolera a corrupção quando ele também participa e que aceita a democracia quando é o candidato dele que está no poder.
Tal comportamento não aceita as diferenças inerentes de uma sociedade e não condiz com uma sociedade evoluída.
E é daí, dessa cegueira manipulável, que pode surgir (ou fortalecer) o extremismo nocivo. O mesmo que volta à cena, infelizmente, na Europa e Estados Unidos.

por Celsão revoltado

figura retirada do vídeo do youtube, aqui 

P.S.: já falamos sobre a onda nacionalista da Europa, quando em 2014 houve uma votação espantosa e cadeiras obtidas pelos ultranacionalistas (aqui)
P.S.2: páginas com informações sobre os intervencionistas (aqui e aqui no Facebook)
P.S.3: interpretações divertidas sobre outras bandeiras vermelhas – aqui

post-estrada-da-vidaNessa longa estrada da vida, vou correndo e não posso parar
Na esperança de ser campeão, alcançando o primeiro lugar

Ouvi essa música acidentalmente num uber.
E me deparei com sua (talvez real) intenção. Era uma semana difícil, semana em que a filosofia não me deixava…

Quem falou isso?
Quem estabeleceu que só o primeiro lugar interessa? Que precisamos ganhar sempre?

E que maldito modo de comparar a nossa mísera e comum vida com a de outrem, que é a internet, com seus Facebooks e demais aplicativos acessíveis e acessados donde quer que estejamos!
Não basta viajar pra Europa. É preciso registrar, divulgar e “compartilhar”.
Não seria esse compartilhar uma tentativa quase desesperada de se sobrepor nalgum aspecto sobre outras pessoas igualmente frustradas?

Frustração.
É aquilo que nos atinge quando não podemos realizar algo.
Quando não podemos trocar de carro, quando não conseguimos pagar a melhor escola para nossos filhos, quando o salário não dá para esbanjar em restaurantes e coisas fúteis.
Mas tal sentimento também está presente quando não nos entendemos com familiares, quando não podemos ajudar quem precisa e também quando não nos sobra tempo para os filhos e para amigos que gostamos.

Primeira pergunta importante: por que não podemos nos sentir frustrados somente com os “itens” subjetivos citados no segundo parágrafo?
Por que sempre o material (ou a falta dele) nos frustra?
E a segunda pergunta que me atormentou: por que compensamos a falta de tempo com a família e amigos, a falta de paciência e a impotência ante a situações desagradáveis com o que listei no primeiro parágrafo?
Por que imaginamos que presentes caros substituíram carinho e apreço, que lembrancinhas de outros países ou marcações na internet substituirão o tempo não investido? Que compartilhar notícias e vídeos revoltantes do youtube ajudarão na redução desse sentimento de impotência em relação aos males do mundo?

Ouvi estórias tristes ultimamente.
De homens que não fizeram amigos no colégio ou faculdade, mas que fizeram contatos.
Como se conhecer o filho do dono da empresa “X” ou escritório “tal”, fosse mais importante que risadas inocentes num churrasco; ou mais importantes que empatia e respeito mútuo.
As crianças mimadas, treinadas para competir sempre, não aceitam negativas e usam essa ambição agressiva para atingir seus objetivos, galgando sobre outros, incluindo aqueles que poderiam ser seus amigos!

De pais superprotetores que desenham pros filhos um futuro “deles”, com objetivos imputados, passando por caminhos e etapas que eles não gostariam de trilhar.
Tolhem a liberdade de escolha. E ainda pioram a realidade, pois ensinam que a felicidade está ligada ao TER e independe de outras pessoas. Cada um que a busque e a consiga.
Ah… essa meritocracia danada que premia poucos…

E dentre os problemas desse raciocínio está o fato de que quase toda empresa possui apenas um presidente; e um sempre reduzido corpo diretivo.
E… nem todo mundo alcança a possibilidade de andar de Ferrari, de morar nos Jardins, de ter seus filhos estudando num Colégio Porto Seguro…
E a frustração reaparece. Mais forte do que nunca. Até para esse que não atingiu o almejado 0,1% do topo da pirâmide, e se encontra “apenas” na faixa do 1% mais rico.

Quem se preocupa consigo hoje em dia?
Com a própria saúde, com as emoções, com controlar o próprio eu?
E acho que o número de respostas positivas diminui mais ainda se estendermos essa análise para as pessoas próximas, para o que merecem (e demandam) nossa atenção.

Pessoalmente, a frustração do não ter sempre me mostra o quão longe estou daqueles que gostaria de estar perto.
Escancara a verdade irrefutável. Tenho o suficiente, mas me falta tempo para usufruí-lo. Para compartilhar, compartir e retribuir.
E isso, sim, aumenta bastante essa inquietude em mim, esse sentimento estranho de frustração, me fazendo evoluir.

por Celsão filosófico

figura retirada daqui

static1.squarespace.comGostaria de usar esse post para divulgar uma mensagem que muito me espantou.
(uns podem dizer que é uma fuga dos temas políticos da semana. Na realidade, quero “digerir” os acontecimentos e fugir dos memes e das conclusões já conhecidas e alarmadas outrora)

Voltando ao tema…
A prefeitura de São Paulo aceitou uma petição criada na página Change.org (aqui a petição e aqui a vitória comemorada no Facebook).
A tal petição pedia para que as bandeiras do orgulho LGBT permanecessem na praça, no caso, no Largo do Arouche, mesmo depois do dia do Orgulho LGBT. E o local já representa na cidade um símbolo de luta contra a homofobia.

Pra quem não conhece São Paulo, pode desmerecer esta vitória. Mas a nossa “megalópole” apresenta múltiplas variações de personagens e personalidades.
Há resistência de todas as minorias; sim, é verdade. E há organização por parte dessas, com pleitos, celebrações e ganhos marginais.
Mas há muito, mas muuuito preconceito (perdão pelo exagero disfarçado de neologismo). Sem mencionar a arrogância.
O preconceito era outrora estampado em célebres gazetas, como o “Notícias Populares”. E ainda segue sua sina em todo rincão ou esquina da cidade. Todo paulistano ou cidadão brasileiro que aqui vive tem a sua opinião distorcida, o seu “quê” problemático e discriminatório. Mas sempre com aquela frase distorcida…
“Nada tenho contra negros, mas…”
“Eu até entendo o problema dos usuários de drogas, na ‘Crackolândia’, só que…”
“O cunhado do meu genro é gay. Eu os aceito, porém…”

Nem é preciso citar exemplos, pois são inúmeros e recorrentes.
De gays agredidos e espancados ao caminhar na rua e em casas de show, a mulheres abusadas moral ou fisicamente todos os dias.

Achei importante a posição tomada pelo prefeito. Acho que este governo Haddad (que já critiquei e elogiei aqui no blog) primou por ouvir, por fazer valer as opiniões e, sobretudo, as diferenças.
Creio honestamente que precisamos, primeiro como cidadãos, “fincar bandeiras” contra as discriminações diversas que sofremos e/ou observamos. Educarmos os mais jovens para que não as pratiquem e reprimirmos os mais velhos para que não as repitam.
E como cidade, como um órgão público e vivo, que seja o princípio da obtenção do pleno direito de ir e vir. Aqui não importando gênero, credo, opção sexual, cor da pele ou condição social. Que sejamos exemplo em algo maior, mais importante e mais amplo que PIB, IDH e desenvolvimento industrial.

por Celsão correto

figura retirada do próprio Facebook do Change.org.

P.S.: da mesma forma que no Avaaz, na página do Change.org é possível iniciar uma petição ou abaixo-assinado a favor ou contra algo. É possível começar a mudança. Pra quem não conhece, sugiro entrar na página e observar o que eles têm feito. No Brasil e no exterior!

 

pokemonFoi lançado ontem um dos apps ou jogos mais aguardados dos últimos tempos: o Pokemon Go.
Sucesso dos anos 90, a criação japonesa (de Pocket Monster) virou desenho, quadrinhos, jogo de cartas e muitos filmes. E, com isso, surgiram muitos aficionados. Gente viciada mesmo.
E… talvez por eles… talvez puxada pela geração que não interage, que prefere celulares a conversas… o jogo chega no Brasil com a triste promessa de tornar febre em poucos dias.

Pra quem nunca viu, vídeos no Youtube podem ajudar a compreender melhor o problema.
A reportagem da Folha de ontem (aqui) tem um vídeo com pessoas que estavam buscando os monstrinhos na Paulista uma hora após o lançamento, ou desbloqueio do jogo.
Explicando rapidamente, o jogo usa a câmera do celular e a realidade aumentada projetando os bichinhos (ou monstrinhos) nas ruas, calçadas, lojas, monumentos… em todos os lugares.
E já são incontáveis o número de acidentes relatados, de pessoas que se distraem com o aplicativo e terminam caindo na rua, sendo atropeladas, de roubos que ocorrem por distração… enfim, por toda a distração vinda deste “transporte virtual” para algum lugar.

A minha primeira reação foi de preocupação.
Por aqui, é fácil ver que ninguém larga o celular. Em ônibus e metrôs são poucos os que não ficam com os olhos grudados na telinha.
Dirigindo no trânsito também são corriqueiros os flagrantes de motoristas que teclam, falam e postam. WhatsApp e Facebook eram os preferidos. Mas sempre as novidades são bem vindas e exploradas.
E a preocupação virou medo. Depois que vi algumas reações de ontem, dia do lançamento oficial, entre eles o vídeo da notícia da Folha. Juntei a isso alguns avisos de amigos com filhos adolescentes, que já compartilham monstros e locais onde os encontraram entre eles…

unnamedMas depois, refletindo em minha condição de velho, chato e não contemporâneo à febre do desenho, acho que o jogo pode trazer alguns “bons resultados”.
Afinal, Charles Darwin sempre pregou que a evolução também ocorre por seleção genética.
E, pode ser que esse “Pokemon Go” seja a chave para uma evolução massiva, eliminando os genes dos “tontos” que se auto-eliminarão caçando os tais bichinhos.
Certeza que teremos entre os próximos premiados do Darwin Awards alguns jogadores de Pokemon Go. O site premia a ignorância de pessoas como o nosso padre Adelir Antônio (aqui), que em 2008 tentou um recorde mundial, mas preferiu que Deus o conduzisse ao invés de aprender a usar ou carregar os manuais do GPS que levava…

Enfim… veremos o que acontecerá com os nossos jovens, seus celulares e os monstrinhos espalhados por aí.

por Celsão irônico

figura retirada daqui e de imagens passadas pelo leitor e amigo Miguel Lopes.

P.S.: pra quem quer saber sobre os acidentes ocorridos no mundo aos jogadores de Pokemon Go (aqui e aqui) – sites em Inglês.

P.S.2: aqui uma notícia de um seguro de acidentes aos jogadores de Pokemon Go, oferecido por um banco russo 

P.S.3: peguei os links da página oficial no Brasil (aqui) e do Facebook oficial (aqui), caso alguém queira

Neste último sábado, 02 de julho de 2016, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, deu uma entrevista ao vivo para o jornal televisionado Upfront, da Al Jazeera.
Para assistir à entrevista com legenda em português, clique Aqui
Ou sem legenda, no próprio site da Al Jazeera (Aqui)

É inegável que FHC é um dos políticos mais importantes da história do Brasil, bastando para isso o fato de ter sido presidente por 8 anos. A partir do Plano Real, Fernando Henrique começou a fazer jogadas políticas, no mínimo, de cunho desleal, para chegar até o poder: a começar com o próprio Plano Real, onde FHC se auto-intitulou de “pai do Real”, como forma de chegar à Presidência.

Um homem que em meio a alguns acertos políticos e econômicos importantíssimos durante seu governo, carregará o legado das privatizações criminosas e da entrega de nossos recursos para o capital estrangeiro. Carregará o peso do trabalho tímido feito nas áreas humanas e sociais. Carregará o aumento da dívida pública, da dívida externa e da dívida com o FMI. Carregará escândalos, documentos revelados por Snowden e Wikileaks, que mostram que seu governo tinha um “pacto de sangue” com os EUA, e os interesses yankees eram priorizados, muitas vezes inclusive em detrimento dos interesses da própria Nação Brasileira e de seu povo. Portanto, ele carregará a mancha de ter feito um governo anti-soberano e anti-nacionalista.

FHC_AlJazeera

Entrevista

Dos méritos de FHC:
Ele apresenta um bom inglês, com bom vocabulário e bastante fluência (nada novo para mim, que já assisti a outras entrevistas dele em inglês).
O que mais me admira é a coragem de colocar a cara a tapa em um programa da Al Jazeera, mídia extremamente competente e profissional, de orientação de esquerda, e principalmente, anti-imperialismo ocidental (EUA/Europa), ou seja, uma empresa de mídia com ideologias bastante contrárias às de FHC.

Dos pecados de FHC:
Com mais de 80 anos, ao invés de caminhar para um final de vida maduro, brando, pacífico, transmitindo sabedoria e formando opiniões harmoniosas como um sábio idoso formador de opinião, prefere ele intensificar a hipocrisia e o cinismo, defendendo seus próprios interesses pessoais ao invés de pensar no futuro da sociedade brasileira. É incapaz de responder a algumas perguntas, e as evita, por vezes, por mais de 5 vezes, mesmo com a insistência do moderador. Uma máscara de falsidade, cara-de-pau, que eu, do fundo do meu coração, preferiria não assistir sendo vestida por um senhor como ele, que acumula anos de intensa história política e de experiências pessoais, certamente, riquíssimas.
Eu lamento termos que presenciar tais cenas.

Como seria aliviador, ver o Sr. Cardoso sendo sincero, e falando de forma serena, firme, ética, sem interesses pessoais, transmitindo uma sabedoria pura, e servindo de inspiração intelectual e moral para nosso povo.

Já sem expectativas políticas, devido a sua idade já avançada para tal, poderia praticar nos anos que lhe restam, atos e discursos valiosos para elucidar e desobscurecer a mente desta sociedade tomada pela alienação, fanatismo e ódio.

Eu lamento vê-lo gaguejando para defender monstros como Michel Temer, Eduardo Cunha, entre outros, e se manter firme na acusação retórica, cínica e hipócrita contra uma mulher de ética inabalável, que é a Dilma.
Do fundo do meu coração, é tanto desalento, que a vontade é de chorar.

* Para interessados, eu aconselha acompanhar o trabalho da mídia Al Jazeera. Extremamente profissionais, com corpo de colaboradores competente e com foco na informação e na criação de um pensamento crítico dos ouvintes/espectadores, numa batalha contra o senso comum. Possuem um posicionamento corajoso e rígido contra as atrocidades que as potências ocidentais praticam mundo afora, atrocidades essas omitidas ou amortecidas por todas as grandes mídias do mundo.

por Miguelito Nervoltado

figura retirada do próprio vídeo

estuproÉ triste e é revoltante.
Talvez devêssemos usar a palavra “inaceitável”…

Estupro é um ato grotesto, desumano. Causa indignação e extrema revolta.
É ultrajante! Aqui coloco não só o ato de estuprar alguém, mas incluo o machismo que “se multiplica” em ações imorais deste quilate.

Falamos bastante sobre o machismo do brasileiro, sobretudo do homem, nestes últimos seis meses (exemplos aqui e aqui).
Mas o novo caso, da jovem carioca de dezesseis anos possivelmente estuprada por mais de trinta homens, me choca novamente (e repetidamente), pela “dualidade” do julgamento dos homens!

Me entristecem uma vez mais o “ela mereceu”, “o que ela estava fazendo lá?”, “ela também não é santa”…
O que nós homens precisamos entender é que, mesmo que uma mulher se apresente nua na porta de seu apartamento, não há salvo-conduto para uma relação sexual; sobretudo sem consentimento! Um não dito por ela em qualquer momento da “aproximação” ou “galanteio”, caracteriza um crime. E um crime grave!

Não há motivos suficientes para afirmar o “merecimento” da vítima.
Mesmo que ela tenha participado de orgias em outras ocasiões. Mesmo que use com frequência entorpecentes. Mesmo que tenha comportamento sexual caracterizado como “de alto risco”… Nada pra mim explica o que fizeram os agressores e muito menos transfere a culpa para a menor! Nada!
Culpar a erotização precoce, a televisão, o ambiente “pernicioso” e violento de comunidades e favelas, uma péssima estrutura familiar, eventuais insinuações da moça, a música funk… é como buscar outro culpado que não o que escolheu, por livre-arbítrio (ou distúrbio mental), agir, tomar a atitude de estuprar.

1 a 1 a a a a pesq causas de estuproUsando palavras de um amigo, durante discussão acalorada sobre o tema: “Uma mulher deveria poder ficar bêbada ou drogada em qualquer lugar, sem correr o risco de ser estuprada”
Utópico?
Talvez nos morros cariocas no dia de hoje. Talvez em todo o território nacional. Talvez em países subdesenvolvidos e machistas (não necessariamente correlacionados).
Mas não é normal. Ou melhor, não é sadio se queremos e pregamos um mundo igualitário e civilizado.

Algumas estatísticas chocantes para finalizar.
– Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil
– Em São Paulo, estado considerado “mais evoluido”, um estupro ocorre a cada 40 minutos. Totalizando lastimáveis e espantosos 35 estupros por dia!
– Estima-se que somente 10% dos casos sejam denunciados. Em números de 2013, do IPEA, o número é de 527 mil tentativas ou casos de estupro. (fonte aqui)

por Celsão revoltado

figuras retiradas daqui e daqui.

P.S.: relutei em citar exemplos lamentáveis e machistas sobre o caso. Mas como é de um “famoso”, segue link dos comentários do cantor Lobão (aqui), que acredita que mulheres devem ficar em casa ao invés de “rebolar a bunda”.

P.S.2: adendo importante, vindo de um comentário no Facebook: “Só tenho uma consideração: o ato sexual só é consensual quando há aceitação explícita de ambas as partes. Não é apenas com um ‘não’ que se caracteriza a recusa, a ausência de consentimento não pode ser considerada um ‘sim’. Pois em ocasiões onde a mulher se encontra muito dopada, ou até mesmo apagada, ela não tem condições de pronunciar seu desejo”

11050667_1140171285999582_7130393729177933607_nEstamos num período agitado.
Que nos bombardeia com intermináveis informações e ao mesmo nos força a tomar partido… a nos posicionarmos… a escolher um lado…
Será mesmo?

Dentre as inúmeros textos que li nos últimos dias, um dos notáveis segue abaixo.
Exprime um posicionamento neutro e explica alguns “porquês” das convicções, dos vieses, dos ânimos exaltados.

O texto é de autoria de Vinícius Waldow e pode ser lido em seu Facebook aqui.

Como é de costume em momentos de efervescência política, a razão fica escanteada.

O filósofo Bertrand Russell escreveu: “Todo homem, onde quer que vá, vive envolto por uma nuvem de confortantes convicções, que o acompanham como as moscas no verão.”

As pessoas geralmente acreditam que a sua mente é capaz de obter uma visão precisa da realidade. Contudo, as descobertas em relação ao que se chama de “cognição motivada” colocam por terra essa crença (pelo menos, deveriam colocar).

O viés confirmatório (do inglês, confirmation bias), por exemplo, é considerado o padrão mais robusto já descoberto pela psicologia cognitiva acerca do nosso raciocínio, e consiste na tendência dos indivíduos de procurar e interpretar evidências de maneira parcial em favor das suas crenças, convicções e expectativas prévias.

O viés confirmatório faz com que tenhamos uma predisposição fortíssima de ignorar ou então criticar veementemente as evidências contrárias às nossas convicções (por mais sólidas que sejam essas evidências), bem como aceitar de modo complacente e defender de modo ferrenho as evidências favoráveis às nossas convicções (por mais pífias que sejam essas evidências).

A ideia é que a nossa mente funciona mais como um advogado tentando defender uma causa pré-definida do que como um cientista buscando desinteressadamente a verdade.

Adicione a isso um outro ingrediente bem conhecido da cognição motivada: o grupismo. Essa é a tendência dos seres humanos a se dividirem em grupos-de-dentro e grupos-de-fora (“nós versus eles”) e sistematicamente perceberem e agirem como se os membros do grupo-de-dentro fossem muito diferentes e superiores em relação aos membros do grupo-de-fora.

Agora pense sobre os efeitos que a combinação explosiva entre viés confirmatório e grupismo exerce sobre qualquer debate político.

A visão grupista é a de que o nosso lado é inteligente e dotado de retidão moral, enquanto que o outro lado é composto por burros (que estão sendo ludibriados), mercenários (que foram comprados) e safados (que ludibriam os burros, compram os mercenários e querem acabar com o nosso lado). A partir daí, o viés confirmatório faz o trabalho de avaliar todas as evidências oferecidas de modo a sempre reforçar essa visão básica.

Além de apenas observar evidências, as redes sociais hoje permitem a você criar e distribuir suas próprias evidências, com todos os viéses possíveis.

Em toda manifestação pública de grandes proporções, se você buscar e selecionar bem, vai encontrar um bom número de pessoas com as opiniões e atitudes mais estapafúrdias, grosseiras e simplórias. Filme algumas delas, faça uma boa edição de vídeo e coloque uma manchete que funcione como isca para um público já propenso em concordar, e pronto: muita gente vai obter mais uma evidência de que o outro lado é burro, vendido e safado, e implicitamente de que o seu lado é inteligente e virtuoso.

Se você estiver com preguiça, então basta criar um meme.

Trazendo para o caso concreto do Brasil, se todo petista/tucano é burro, vendido ou safado, não há porque ficar perdendo tempo com os argumentos deles: a vitória é nossa de antemão. Estereotipar e desmerecer o outro lado é um caminho fácil demais para não ter que pensar de fato sobre os argumentos contrários.

“Os petralhas só querem continuar mamando na teta do governo.”

“Os coxinhas só querem manter seus privilégios de rico.”

“E ainda tem burro que defende esses safados.”

Achar que o principal problema do Brasil consiste em um único partido ou político é uma visão extremamente simplória para um problema complexo. Quem dera a solução para os nossos problemas políticos fosse apenas tirar o PT/PSDB/PMDB ou Dilma/Aécio/Cunha do jogo. Como uma hidra de Lerna, não adianta “cortar essas cabeças”: elas nascerão de novo, com outras faces, ou com a mesma face (Collor tá aí ainda).

A solução para problemas estruturais tem de ser estrutural também. Um exemplo: já passou da hora de reformar o nosso sistema eleitoral, que recruta parlamentares com base numa política altamente personalista (em contraste com uma focada em partidos); um sistema que é nitidamente distorcido pelo financiamento de campanha por grandes empresas (a corrupção também está na iniciativa privada).

Outro exemplo é o nosso sistema de governo baseado no presidencialismo de coalizão, o qual parece tornar quase obrigatória a relação fisiológica de “toma-lá-dá-cá” que se estabelece entre os poderes Executivo e Legislativo, e isso independentemente do partido que se encontra no poder.

Kwame Anthony Appiah, diretor do Centro para Valores Humanos da Universidade de Princeton, conta que às vezes lhe questionam com o que ele trabalha, e ele diz que é filósofo. Usualmente, a pergunta seguinte é: “Então, qual é a sua filosofia?” E a sua resposta padrão é: “Minha filosofia é de que tudo é mais complicado do que você pensa.”

Enfim, o convite é esse: que tal dar uma pausa no hábito de dar retruques automáticos, estereotipar o adversário e tratar partido político como se fosse clube de futebol para encarar a complexidade do mundo?

Lembre-se que aquele você tacha de “coxinha” ou “petralha” pode ser menos unidimensional do que você.

por Celsão correto (as vezes me confundo em meus alter-egos)

figura retirada da própria publicação original (aqui)

IMG-20160308-WA0035Todos os anos fico “preso” entre a pieguice das mensagens vazias e da lembrança única e a importância histórica da data na luta das mulheres contra o machismo e a desigualdade.
Busquei no histórico dos outros “Marços” desse blog e, como não encontrei menções ou homenagens à data, resolvi fazer essa menção nesse ano de 2016; mesmo que tardiamente.

Mesmo que tenhamos reiteradamente abordado os temas machismo e preconceito contra as mulheres, por exemplo: aqui, aqui e aqui. Nunca é demais lembrar aos homens e à toda a sociedade o quão preconceituosos e machistas eles são.
Por exemplo, durante o dia de ontem, inúmeras foram as mensagens de cunho machista e sexista que circularam nas mídias sociais, como o WhatsApp.
E, infelizmente, não foi com o intuito de refletir sobre a realidade, mas somente para intensificar e perpetuar a discriminação, o status-quo.

O Google, que sempre prepara desenhos e filmes para ocasiões especiais, os chamados doodles, fez um video interessante sobre o desejo das mulheres de hoje (acesso aqui).
Os anseios variam de acordo com o país e poder aquisitivo, naturalmente; mas é impressionante ver que muitas apenas pedem educação ou igualdade!

IMG-20160308-WA0039Como é possível, no século 21, mais de um século após as primeiras celebrações e o grave incêndio na fábrica têxtil americana, seguirmos sem garantir igualdade às mulheres? (mais informações sobre a data no Wikipedia)
Por que vemos mais exemplos de maus tratos no dia-a-dia, que de êxitos de empreendedorismo feminino?
Por que foi necessário criarmos uma delegacia especial para atendimento à mulher e leis como a Maria da Penha, contra a violência doméstica?
E por que nós homens usamos, no dia delas, frases do tipo: “Os outros 364 dias são nossos”?

As mulheres são o motor do Mundo. Só elas são capazes de planejar o todo e atentar aos detalhes. Só elas são realmente “multi-tarefas” e conseguem dar conta de lares e carreiras. Só pra não me alongar demais…

Que sejamos não só piegas em homenagens e romantismo para com as mulheres de nossas vidas…
Que lutemos com elas contra o peso do machismo e do sexismo do dia-a-dia!
Quer um exemplo simples do que fazer? Pare de compartilhar videos e fotos “roubados” ou “vazados”! Sobretudo aqueles que acompanham pedidos desesperados das próprias mulheres, para que não os divulguemos.
IMG-20160308-WA0040Nós devemos isso a elas. E não somente a elas; devemos isso a um mundo mais justo e igualitário!

por Celsão correto

figuras recebidas no WhatsApp no dia de ontem

P.S.: Para quem quiser fazer “mais”, o doodle do Google direcionava ontem para uma página de apoio à causa da igualdade para as mulheres. Além dessa campanha, podem ser encontradas outras reinvidicações e programas de apoio à mulheres de todo o mundo. É possível aderir a campanha e fazer doações, por exemplo. O acesso pode ser feito aqui. (página somente em Inglês)