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Já repararam como é desesperador e fútil o comportamento dos brasileiros, principalmente Paulistas nos aeroportos?

Começando pelo celular… O avião mal toca o solo e já é possível ouvir as musiquinhas iniciais, mostrando que os aparelhos voltam a ser ligados. E, poucos instantes depois, alguns respondem emails, outros abrem o facebook, fazem ligações (!) enquanto o avião se dirige lentamente para o local de estacionamento… Sob o discurso corriqueiro e sem sentido da comissária, avisando que os cintos (há muito soltos) devem permanecer atados até que os avisos luminosos apaguem e que os aparelhos eletrônicos só podem ser usados após o desembarque.

Acho ridículo e patético o fato de uma “curtida” no facebook ou um email “enviado via Blackberry” não poderem esperar mais quinze minutos. A ligação então de: “Oi amor, acabei de pousar…” / “Eu vi no painel, benzinho, estou esperando no ponto de sempre” tampouco tem sentido!

Sem contar que tudo isso acontece com as pessoas de pé. É impressionante a velocidade com que todos levantam e fazem filas apertadas no corredor com malas, sacolas e mochilas pra terem o prazer (talvez seja essa a explicação!) de descer primeiro. Mesmo que para esperar no ônibus ou na esteira de bagagens.

Essa tal esteira também merece meu comentário.

Por que ficar colado nela, com carrinhos, crianças e badulaques? E o desespero de ver a mala “passando”? Correm desesperados como se houvesse um moedor de malas no final… Gente, a esteira é contínua. E a mala volta a passar, caso não a peguem na primeira vez.

Uma vez estava pacientemente esperando atrás dos “desesperados” (talvez gostem de reparar na mala dos outros), quando percebi minha mala na esteira. O movimento na minha frente não diminuia, mas não havia pressa e esperei. Foi quando a moça que estava na minha frente comentou: “Essa mala vermelha já passou por aqui umas três vezes”. Respondi de bate-pronto: “Eu sei. Ela é minha”. E, depois emendei: “Mas não se preocupe que ela volta”

E depois, com os carrinhos cheios, a falta de respeito persiste. Ninguém pede “licença” nem “desculpas”, mas todos têm motivo pra passar por cima dos que estiverem obstruindo o caminho. É como se frases assim fossem ditas:

– Grávidas, cadeirantes, idosos, movam-se! Tenho pressa pois não posso perder nem um minuto do capítulo da novela.

– O quanto antes eu estiver na fila do taxi, mais tempo poderei reclamar da organização do aeroporto, falta de atendimento preferencial aos que tem “TAM Platinum”, trânsito da cidade, etc.

por Celsão Revoltado

P.S.: o intuito aqui não foi levantar problemas técnicos eventuais advindos do uso dos celulares nas aeronaves, por exemplo, nem assustar ou propor punições. O intuito foi mostrar o quanto somos inumanos e desreipeitosos para com o próximo e o quanto abusamos da nossa liberdade individual sem pensar no coletivo.