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São 11h do dia 06 de Abril de 2018 e eu me pergunto o que acontecerá agora.

Lula teve prisão decretada por Sérgio Moro e tem de se apresentar à Polícia Federal de Curitiba até as 17h de hoje.
Será que ele se apresenta espontaneamente?
Será que os simpatizantes deixarão a polícia entrar no sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo, caso ele decida ficar por lá?
E se ele não sair? Teremos um status de foragido e agravamento de pena imputado ou teremos um confronto polícia vs simpatizantes de Lula?

Sou de esquerda, como sabem, e acabei de publicar um post onde escrevo que a esquerda é maior que o Lula (aqui). O erro é primário, mas insistem em dizer e extrapolar que Esquerdista é Petista, que é “Lulista”…

Como escreveu o amigo Caio Silvestre, numa acalorada discussão via WhatsApp hoje, sobre a polarização dos últimos acontecimentos, processo célere da prisão de Lula e outros temas políticos:

A comoção, de ambos os lados, movida por paixão/ódio, iguala a todos. Uns exageram por amar demais (e se cegam diante dos roubos), enquanto outros se dedicam somente contra o odiado (e são tolerantes com todos os outros).
Sempre com a razão deixada um tanto de lado. Fica incoerente para todo mundo

E completou:

Se há um limite para a questão [corrupção], o limite muda, porque trata-se de movimentação política e não republicana, como querem fazer parecer.
Se havia razão para movimentação quando o nome do Lula surgiu na delação do Delcídio, deveria ter havido razão, também, quando surgiu o nome do Temer.
Se houve razão para indignação quando da nomeação de Lula ministro, deveria ter havido quando se nomeou o Moreira Franco, por exemplo.

 

Retomando o título…
Será que agora veremos celeridade em outros casos, como o de Aécio Neves?
Será que viveremos para ver Eduardo Azeredo, psdbista condenado em segunda instância no chamado “Mensalão Tucano” após quase oito meses do julgamento e reafirmação de condenação (ocorrida em Agosto de 2017), preso?
Detalhes de Azeredo que valem a lembrança: a denúncia foi feita há mais de 11 anos, no longínquo 2007 (aqui) e em Setembro há prescrição, uma vez que Azeredo completará 70 anos… 
Quando será que o STF colocará em pauta, “furando fila”, o tema da prisão em segunda instância, estancando a Lava Jato como previu e pediu há algum tempo Romero Jucá? (post sobre a gravação do peemedebista e estancamento da sangria aqui)

Se Rosa Weber falou a verdade durante a votação e se Gilmar Mendes realmente “mudou de lado” para defender seus interesses e de suas “aves”, teremos muito em breve o retrocesso à impunidade, a justiça para pobres, pretos e “ladrões de galinha” que não podem pagar advogados caros, o cenário de até pouco tempo atrás.

Será que teremos revolta popular, passeatas e protestos em Brasília?
Ou somente aquele sentimento de indignação tupiniquim, que vem acompanhado de regozijo pela desgraça do outro?
Será que a procuradora Raquel Dodge terá pulso firme para exercer seus deveres ou seguirá apenas ajudando os “amigos de Temer”, como fez ao interceder na operação Skala? (aqui)
Será que o Supremo Tribunal Federal seguirá gozando da popularidade e palco para aparecer mais que para julgar?

A corrupção é danosa, nociva à Nação e ao povo, sem se importar com ideologia político-partidária.
Ela deve acabar. Sem dúvida!

Mas… e agora? O que virá a seguir? Mais do mesmo ou realmente uma evolução?
Hoje estou mais realista. Fico com a primeira opção…

por Celsão irônico

figura retirada daqui. O objetivo simples é lembrarmos do rosto de Eduardo Azeredo

 

Começo o post explicando o título.
Ele veio de uma frase proferida por Torquato Jardim, atual Ministro da Justiça, em entrevista concedida à Folha no último dia 11.
O Ministro se refere ao Presidente Michel Temer e o imbróglio das investigações em que este está enredado.

Mas por que um cidadão, quer seja político, pedreiro, Presidente, porteiro, precisa de tratamento diferenciado?
Talvez se não estiver em pleno uso/domínio de suas faculdades mentais… Ou se possuir algum desvio psicológico, como transtorno de conduta… Ou ainda se sofrer de doença mental comprovada…
Penso que todo cidadão fora de exceções como as listadas, deva ser tratado com igualdade perante a lei. E um cidadão letrado e culto, promotor de justiça aposentado e professor, político de carreira, se inclui naturalmente nessa lista.
(não entrarei no mérito aqui do poder financeiro, sabido elemento que muda totalmente a equidade de justiça e julgamento)

Outra exceção, já gozada pelo Presidente e por outros políticos quando em mandato, é o foro privilegiado, ou “julgamento especial”, feito na última instância da Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal.
E é exatamente esse foro que abriu o inquérito para apurar a alteração do decreto dos portos.
É o relator desse inquérito, Ministro Luis Roberto Barroso, que conheceu os fatos, rechaçou a declaração de resultado antecipado do ex-diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segóvia e requereu a quebra de sigilo ainda “estudada” pelo investigado Temer.

Retomando o tema… se existe razão para que seja solicitada a quebra de sigilos bancário, telefônico, fiscal, etc., a mesma deve ser acatada.
Sobretudo se existem indícios de favorecimento a empresas, recebimento de propinas e outras falcatruas. Negar-se a fornecer os dados é, bem da verdade, aproximar-se da culpa.
Embora reconheça que algumas “áreas cinzentas” do Direito sejam complicadas, como: não poder gerar provas contra si mesmo, que o ônus da prova seja da acusação…

Daí a dizer que “o presidente merece tratamento diferenciado em comparação aos outros cidadãos em caso de corrupção” – link da notícia aqui – é blindar demasiadamente “o chefe”, ocupante de um cargo que deveria ser irrepreensível (principalmente!) nesse quesito: corrupção.
Tão inócuo e desesperado quanto, foi a declaração de outro subordinado Ministro, Carlos Marun, da Secretaria de Governo.
Ele aumentou o tom de voz para mostrar indignação, exagerou na interpretação clamando por justiça e independência de poderes, chegou até a aventar apresentar um pedido de impeachment; como se errado estivesse o Ministro Luis Roberto Barroso, do STF (aqui).
Enfim… Marun manteve o pão-e-circo midiático e o jogo emedebista. Dramático e patético.

Mas… o que será que descobriríamos nos dados bancários de Michel Temer de 2013 a 2017?
Se há receio de exposições de gastos familiares e de pequeno montante, o que será que escondem Marcela Temer e o pequeno Michelzinho?

Talvez descobramos supérfluos incompatíveis ao trinômio “bela, recatada e do lar”.
Talvez saibamos o quanto se pagou aos advogados no caso do hacker que invadiu o celular da primeira dama.
Ou talvez veremos depósitos feitos diretamente a Alexandre de Moraes, hoje Ministro do STF, mas secretário de Segurança Pública à época.
Há ainda possibilidade de encontrarmos o pagamento do suborno, mote da ação… (aqui para quem não lembra do caso)
Após a censura feita aos meios que divulgaram o conteúdo do vazamento, não me espantaria se o extrato de Temer viesse repleto de dizeres como o “informações protegidas por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado” da figura ao lado.

Sem precisar ampliar muito o alcance do “desconfiômetro”, talvez tenhamos operações de transferência dos/aos assessores/amigos: Rocha Loures e Coronel João Lima. Ambos suspeitos de intermediar propinas e ambos com quebra de sigilos telefônico e telemático (emails) decretado.

Me pergunto até quando teremos encontros fora de agenda oficial, quer sejam noturnos furtivos (aqui) ou nos finais de semana (aqui).
Me pergunto também se a Justiça, no sentido maiúsculo de princípio moral, prevalecerá.

Talvez só o tempo possa responder à essas inquietudes.

por Celsão correto

figura retirada daqui e do portal Transparência aqui

Corrupção. Definitivamente a palavra mais ouvida e comentada no país no ano de 2017.
A corrupção esteve em todas as pautas jornalísticas, em todas as análises empresariais e de mercado, nas redes sociais, nas famílias, nas conversas de bar. Definiu investimentos, diminuiu a classificação do país frente à agências regulatórias internacionais, aprofundou a crise, influenciou economia, sociedade, opinião pública.

Foram dezenas os casos absurdos que vieram à tona, “esfregando na cara” da Nação a podridão e a cumplicidade da classe política, e também escancarando a passividade da população.
Mesmo filtrando as palavras não há como evitar adjetivos pesados. Foi horrendo, vergonhoso, indecente!

Citando alguns dos casos, começando por aqueles onde o nosso atual presidente Michel Temer foi citado, em pleno mandato, nosso governante maior foi acusado e “se livrou” dos processos, graças ao apoio político do Congresso.
Só relembrando, Temer foi gravado combinando propina com os empresários donos da JBS. A delação desses empresários, somam a grandiosa quantia de 1829 políticos!
Se lembrarmos também que os irmãos da JBS são acusados de enriquecimento ilícito, graças à benesses concedidas por políticos, junto ao banco de fomento BNDES, dá pra dizer que “tudo está errado”! Ou que “ladrão que rouba ladrão”…
O operador de Temer, para recebimento da propina, Rocha Loures, foi igualmente gravado e filmado saindo de um restaurante com uma mala que tinha o montante de R$500 mil. A mala foi devolvida em seguida, primeiro com conteúdo faltante, depois com toda a totalidade do dinheiro extorquido dos empresários.
Resumindo rapidamente o caso, o presidente Temer recebeu empresários fora da agenda oficial, foi gravado combinando propina com empresários de conduta duvidosa, combinou também o meio de recebê-la, a propina foi preparada, filmada, devolvida em seguida para a justiça.

Na mesma linha, o Senador e ex-presidenciável Aécio Neves foi gravado exibindo palavrões, ameaças de morte e conversas perniciosas. Foi afastado das funções no Senado Federal pelo STF, mas re-incorporado após um acordo indecoroso na “nobre” casa. Tal acordo incluiu carta de apoio do PT, partido que outrora fazia oposição direta.
É como se o cenário político tivesse acordado com medo de mais denúncias e represálias. Decidiram sem meias palavras proteger-se, ignorando uma decisão da Corte Suprema.
E como assistimos à essa “guerra de egos” entre Legislativo e Judiciário! Como aplaudimos decisões de um, sendo revogadas ou desafiadas pelo outro… como engolimos as canetadas de Gilmar Mendes.

Gilmar foi precursor do mais estapafúrdio movimento “abolicionista” de 2017. No final do mês de Dezembro, nos primeiros dias de seu plantão durante o recesso do STF, Gilmar soltou Adriana Anselmo, ex-primeira dama do Rio de Janeiro, esposa de Sérgio Cabral; Anthony Garotinho que já havia se beneficiado de uma transferência penitenciária sem explicação plausível; Antônio Carlos Rodrigues, foragido da Justiça após a condenação, ex-presidente do PR e acusado (também) de receber propina da JBS.
Sem contar as três liberações concedidas a Jacob Barata Filho, mega-empresário do setor de transportes. A Eike Batista. E a tantos outros…

Os mais atentos viram a mais clara tentativa de “estancar a sangria”, parodiando Romero Jucá, também acusado na Lava Jato, entre outras operações da PF.
A nova Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, teve apoio de políticos envolvidos com a Lava Jato.
O Ministro da Justiça, Torquato Jardim, junto ao recém nomeado diretor-geral da PF, Fernando Segovia, afastaram delegados da PF que faziam parte da Lava Jato, como Rosalvo Franco, além de transferirem equipes para outras funções, mudarem processos de fóruns…
E pra não dizer que estou vendo “pelo em ovo”, ou inventando moda, apresento uma frase do próprio Segovia, em seu primeiro pronunciamento, falando de Rodrigo Rocha Loures e da mala da JBS recebida em nome de Temer:

“…uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se havia ou não corrupção…”

Seguindo e citando outro caso obsceno, tivemos ano passado a apreensão de 51 milhões de reais num apartamento, ou bunker, de Geddel Vieira Lima.
Falamos bastante do ex-Ministro nos últimos dois anos. Aqui um exemplo opinando sobre a denúncia do então Ministro da Cultura, Marcelo Calero, que acusou Geddel de intervenção indevida (pra dizer pouco).

Usando uma expressão cunhada pelo médico Paulo Saldiva, se a corrupção tem duas filhas: indignação e desesperança, vivemos ambas intensamente em 2017.
Quero dizer… a maioria da população deve ter vivido quando muito somente uma: a desesperança. Minha análise é que para essas, “o Brasil não está bem e é um país ruim para se viver”, ponto. Sequer há uma análise própria para enxergar a corrupção do dia-a-dia e dos pequenos atos, que permeia a todos.
Por mais estranho e anormal que possa parecer, tudo isso não causa mais indignação. Os “tapas na cara” foram fortes e seguidos o suficiente para amortecer a face e esmorecer as reações. Um político, um presidente, um advogado podem ter regalias, roubar, aumentar o próprio salário. Há reprovação, mas pouca ou nenhuma irritação ou repugnância a respeito. Parece que nos acovardamos…

E é curioso que hoje, dia 24 de Janeiro de 2018, data marcada para o julgamento de Lula, justamente hoje, seja marcado e valorizado como uma virada de página, uma mudança de atitudes, de mentalidade.
Não deveríamos pensar melhor após tudo o que foi (des-)feito em 2017?

Quanta compra de votos, quanto favorecimento, quanto conchavo vimos nos últimos meses?
Tudo foi em prol de uma melhora da economia – é o que dizem. Balela! – é o que digo.
E mesmo que houvesse melhora clara da economia… Valeria a pena? E os índices de desenvolvimento, de industrialização, índices sociais, porcentagem de desmatamento…?
Eu respondo: mesmo que todos estivessem excelentes, que tivessem melhorado por conta do presidente Temer e de sua equipe, não valeria. A ética deve(ria) prevalecer, a justiça vencer a corrupção, a coragem o medo…

Difícil crer que haja melhora quando as próprias agências internacionais de investimento, como a Standard & Poor’s, seguem rebaixando suas notas de crédito do país.
Temer prometeu e se comprometeu por votos no Congresso. Para se livrar das acusações que pesam. Matemática simples!

Lula, se condenado, recorrerá quantas instâncias forem possíveis.
E, se preso, apelará para o STF, apelará para Gilmar Mendes…
Assim como faria e fará Temer, Aécio, Jucá, Cabral, Garotinho, e outros pilantras.

Só adianto desde já que as manifestações que virão após a não-prisão de Lula serão politicamente manipuladas. (Sem querer usar o jargão da dicotomia esquerda-direita)
Por que simplesmente não aconteceram até agora? Onde estiveram em 2017?
Bem como serão politicamente manipulados os meios de comunicação que pouco falaram de Gilmar Mendes, Cabral, Garotinho, Rodrigo Rocha Loures, mas que exigirem a prisão do ex-presidente.

por Celsão revoltado

figura retirada daqui. Essa é a pessoa no Brasil mais correlata ao título. 🙂

P.S.: para quem quiser assistir à Retrospectiva 2017 da TV Cultura, o vídeo está disponível no youtube aqui. O bloco sobre corrupção foi o primeiro. Vai de 3’20” até 11’10”, aproximadamente.

P.S.2: outras indicações de leitura: os estragos de Gilmar Mendes à Lava Jato (aqui) e a análise, feita pela revista Época, da vitória da elite política sobre a Lava Jato (aqui)

 

 

Tentemos imaginar um filho (ou filha) problemático.
Que se envolveu com drogas ou com gastos excessivos em cartão de crédito e agiotas.
Esse filho nos convence que vai de alguma maneira parar e nos faz gastar o dinheiro que temos guardado. Nos faz também vender a casa, vender pertences como computadores, etc.
Mas, sem ajuda, muitas vezes já sem emprego, não consegue se reerguer. E vendemos também os carros da casa. Carros que eram essenciais para a manutenção da economia doméstica. Pois auxiliavam na obtenção dos recursos básicos da família.

Não é um conto.
Tentei fazer uma analogia com o que está acontecendo com o nosso Estado nesse momento.
Acuado e com um gasto deficitário em 159 bilhões de reais, o governo federal desistiu de cortar custos relevantes e agora está mirando na privatização; com foco inicial na Eletrobrás.

Quando um governo tem déficit, significa que a arrecadação de impostos e os bens produzidos pelas empresas estatais não são suficientes para suprir os gastos que o mesmo governo tem com sua estrutura, sua “máquina”.
Significa, por exemplo, que regalias devem ser cortadas, aumentos de salários minimizados, postergados ou, melhor ainda, suspensos. Nada de renovação da frota de veículos parlamentares, compra de mobiliário, emissão de passagens aéreas… extinção de cartões de crédito corporativo (bloqueado no site da transparência, nota no fim do post), entre outras medidas que a família descrita no primeiro parágrafo precisou fazer ainda antes de se desfazer da poupança.

Mas não é o que ocorreu.
Os gastos com cartão de crédito seguem subindo desde que Temer chegou ao poder (aqui e aqui). Totalmente contra ao que prega a austeridade, ão defendida pelo governo e Ministério da Fazenda.
A jornalista Juliana Cipriani, em reportagem no Estado de Minas, levantou gastos abusivos do poder público nesse período de crise (link aqui). Na reportagem existem absurdos de todo tipo, de licitação para jatinho para viagens do governador Luiz Fernando Pezão, ao custo de R$2,5 milhões por ano, a R$1 milhão em sofás e colchões para o Congresso Nacional.
É como se a família estivesse devendo enquanto planeja viagens de avião e compra móveis!

Quando a economia de um país está em crise, não se viaja para Noruega ou Rússia sem agenda oficial e sem assertividade (post nosso aqui). Sequer se usa o avião oficial, dado o custo operacional do mesmo. Não se utilizam aviões da FAB sem um propósito concreto e inadiável, pelo mesmo motivo.

Falar em vender a Eletrobrás, empresa estratégica, num ramo estratégico. É o mesmo que vender a Petrobrás, privatizar a Polícia Federal.
O que o Chile pensaria se propusessem comprar a empresa CODELCO (Corporación Nacional del Cobre de Chile), estatal que explora o cobre, principal recurso do país?
Que tal propor aos Estados Unidos a privatização da CIA ou da NASA?
Aliás, ocorreu-me uma ótima pergunta: por que será que esses órgãos precisam ser públicos, geridos pelo Estado?

Não posso dizer que sou contra qualquer movimento nesse sentido.
Não sou daqueles que nega os avanços da telefonia do Brasil após a “rifa” que foi feita das “Teles”. Mas questiono se precisava ser daquela maneira, naquela velocidade e naquele preço.
Uma empresa de capital misto, bem gerida, talvez chegasse a resultados melhores… e ainda deteria a tecnologia e os profissionais capacitados.
Se avançamos em conectividade e redes móveis, retrocedemos em satisfação quanto aos serviços prestados e no custo desses serviços. Afinal, todas as empresas que exploram telefonia e transmissão de dados no Brasil estão entre as mais problemáticas em reclamações e processos.

Me questiono se seria da mesma forma, caso a ANEEL participasse da diretoria de todas elas e soubesse das artimanhas e subterfúgios para burlar leis ou se adaptar a imposições. Por exemplo, por que é obrigatório somente 10% da velocidade das conexões de internet? Se há uma limitação técnica, a empresa poderia investir mais, satisfazendo os clientes. Se o problema é infraestrutura, a contrapartida poderia vir do governo, após decisão de investimento conjunta: governo e empresa privada.

De volta ao tema da Eletrobrás.
De acordo com a BBC (link aqui), são 233 usinas de geração de energia, incluindo Furnas – que opera 12 hidrelétricas e duas termelétricas – e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), além de seis distribuidoras e 61 mil quilômetros de linhas de transmissão, metade do total do país e o suficiente para dar uma volta e meia no planeta.
A Eletrobrás também controla 10 termelétricas, 70 parques eólicos… Mais de 70% de toda a transmissão e 30% de todo o potencial de geração de energia elétrica do país. Possui toda a tecnologia de interligação do grid.
Será que o comprador não se tornaria um “manipulador de preço”? O que o impediria?

Pergunta retórica ao governo? Por que se desfazer dos carros e computadores antes de mudar os hábitos de consumo?
Por que não passar a cozinhar em casa ao invés de levar toda a família em restaurantes? Por que não trocar o shopping center por um passeio no parque?

São tantas medidas que poderiam ser tomadas antes, como uma mudança do nosso ilustríssimo Presidente Temer para o Palácio oficial, deixando o Jaburu… que é até difícil lembrar de todas para enumerá-las.

Anunciar uma privatização rápida e “tosca”, através da venda dos títulos no mercado aberto (emissão de ações), compondo com outras cinquenta empresas um “pacote atrativo” é um sinal de fracasso anunciado.
Que tal identificar “pedaços” menos estratégicos e mais deficitários para começar?
Não que eu seja a favor. Sou contra! Mas seria possível diminuir o déficit da empresa Eletrobrás isoladamente (caso acredite-se que ela seja realmente um problema).
Repetindo… Empresas de controle misto podem ser bem administradas e não devem sofrer no jogo político de nomeações nepotistas.

No final, um valor de R$20 bilhões, nas estimativas atuais, entrando nas contas do governo uma única vez, não resolve o problema.
É como se o filho problemático pegasse os tênis mais novos da casa e as bolsas de grife e os vendesse por R$20 cada…

por Celsão revoltado

figura retirada do WhatsApp – numa piada sobre os chineses da State Grid assumirem o controle majoritário da Eletrobrás.

P.S.: Quando se consulta no Portal da Transparência (por exemplo, aqui) os gastos com cartão de crédito feitos por Michel Temer, o resultado da última linha chama a atenção. “Informações protegidas por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado. => R$14.162.667,38

Quase três meses sem escrever aqui…
E mais de 70 dias desde o último post (aqui) que descrevia desapontamento após as denúncias graves contra Temer e Aécio Neves. Delações (ou vazamento de delações) de executivos da JBS.

Retorno de uma letargia…
Daquelas que sentimos nas noites de domingo… no momento em que percebemos que o final de semana, significando uma tola porém verdadeira “liberdade”, acabou.
O período de letargia coincide com um período complicado para o governo Federal, teve mala de dinheiro, negação de autenticidade de gravação, autenticidade comprovada, declaração sendo contradita, teve corte de orçamento da Polícia Federal e subsequentemente da Lava Jato… teve uso da agência de inteligência brasileira (ABIN) para investigar Fachin e para instalar dispositivo antigrampo no Palácio do Jaburu e em diversos gabinetes da “base” (aqui)…

Mas não teve uma definição por parte do PSDB. Definição que podia ser crucial, dado o apoio deste partido ao impeachment de Dilma e ao governo interino de Michel Temer.
Não teve manifestação na rua. Apesar de algumas tentativas. As panelas não saíram da cozinha e nem as camisetas amarelas deixaram o armário. (Com exceção de um arremedo, na condenação em primeira instância do Lula, pelo juiz Sérgio Moro)

O povo fala de política e de crise em conversas rasas, “de elevador”.
O habitual questionamento “quebra-gelo” numa conversa mudou de assunto. Se antes era o tempo, ou o trânsito, constantemente carregado para Paulistas,  hoje é a crise política e econômica.
Mas não se iludam os que pensam que o aumento das citações e das conversas rasas é benéfico. Muito pelo contrário. Quando um assunto entra nesse “estágio”, letárgico como as noites de domingo, o que mais se quer é furtar-se a ele, é fingir preocupação evitando a segunda ou terceira perguntas. Ou, no máximo, “testar o alinhamento” do interlocutor ao próprio pensamento, antes de seguir o discurso.
Denúncias através de grampos pararam de surpreender, gastos exorbitantes de dinheiro público pararam de estarrecer, malas de dinheiro, laranjas, empresas fantasmas saíram das páginas criminais para os quadrinhos do final do jornal.
É triste, mas a maneira mais realista e segura de manter-se informado sobre os desmandos e desmazelos da corrupção e dos corruptores do atual governo está nos programas de comédia noturno, em formato stand-up.
Escrachado e cômico, sim, trágico até, porém pura verdade! Casos reais são apresentados para fazer rir. E obtêm sucesso, pois são verdadeiros absurdos mesmo! Pena não obterem resultados concretos de punição ou sanção…

No momento do “estouro” das delações da JBS, do encurralamento de Temer e do afastamento de Aécio, aproximei o contato com o Miguel, compartilhando as impressões daqui e os desdobramentos prováveis.
Quando ele me perguntou sobre o desfecho que eu previa, afirmei que Temer escaparia por ter base (comprada) no Congresso; mas que acreditava na prisão de Aécio, ao menos a sua cassação já era certa pra mim.
Pouco tempo depois, “fugi” de Miguel quando Aécio voltou ao Senado. Ainda não queria acreditar na pizza, ainda estava em estado letárgico…

E a letargia chegou ao fim ontem, com um episódio crasso: a votação pela suspensão da investigação do presidente Temer. Acusado em pleno exercício do governo por atos de corrupção.
O show dantesco terminou com transmissão ao vivo dos votos na TV. Mas não em sua totalidade, como fora no impeachment ansiado pela mídia; apenas no clímax, quando do atingimento do quórum necessário para impedimento da abertura de processo no STF.
Pela primeira vez na história um presidente foi acusado em pleno mandato.
Talvez pela primeira vez tenhamos invertido um crime legislativo, a compra de votos de parlamentares, em algo normal e aprovado por mídia e sociedade.
Nosso presidente Temer comprou diversos votos com emendas. Licenciou ministros para que voltassem às funções no Congresso e auxiliassem na negociação dos indecisos, fizessem o chamado “corpo-a-corpo” (aqui um exemplo feito momentos antes do pleito de ontem), pressionassem partidos da base e deputados indecisos. Chegou a pedir a lista dos votantes contrários na CCJ para atuar diretamente neles (aqui). Pediu também aos partidos de base para trocarem suas bancadas da CCJ, a fim de garantir um relatório e uma votação prévia favoráveis (aqui).
Houve também um acordo com os ruralistas, um dia antes da votação. (aqui)
Preciso citar como votou o deputado Alan Rick do Acre, assediado pelo Ministro Imbassahy? E o resultado da bancada ruralista?

Para quem não lembra, o Mensalão do PT, único que teve investigações concluídas, criminalizou e condenou exatamente a prática de compra de votos. Isso mesmo! A compra de votos de parlamentares levou a condenação de tesoureiros, doleiros, políticos e assessores.
O que vimos de Maio pra cá, foi uma possível letargia na memória das pessoas, embaladas por discursos eloquentes e por frases de efeito.

“O Brasil não pode parar!” – se a classe empresarial da iniciativa privada, dependesse unicamente de decisões governamentais, já teria parado. A corrupção assola e precisa (ou precisava) acabar. Não está parado, mas caminhamos mais lentos do que poderíamos e deveríamos.

“Estamos superando a maior crise que esse país já viu” – sem voltar muito no tempo, eu diria que o período de super-inflação foi pior. E, “superando” é hipérbole. O capital especulativo pode voltar, uma vez que o governo deve completar o seu mandato. Só isso. Crescimento orgânico e recuperação industrial estão fora de cogitação.

“Tudo feito no Estado Democrático de Direito” – sem entrar no cerne, por não ser jurista, impossível dizer que TODOS estão sob a mesma tutela e a mesma régua post nosso aqui). Muitos dos parlamentares que votaram ontem “SIM” (que era a favor de Temer e do relatório da CCJ e contra a investigação da denúncia de corrupção pelo STJ), disseram que a investigação de Temer será feita após o governo, após 2018.
Creio que nem o mais letárgico admirador de William Bonner acredita em tal possibilidade.

Enfim…
De volta ao blog, de volta da letargia, de volta ao nosso país e aos problemas dele.
O que fazer? Como fazer? Quando fazer? Que batalhas escolher?
São as perguntas difíceis de responder nesse momento…

por Celsão correto

figura retirada daqui

P.S.: indicações de vídeos no Youtube – Bob Fernandes e Josías de Souza

P.S.2: indicação de leitura – aqui – pode ser propaganda própria, mas não deixa de ser verdade. Ministro do STF Luis Roberto Barroso fala sobre a operação “abafa” contra a corrupção

temer-aeroporto-russia

Como se já não bastasse a corrupção já conhecida há décadas, e agora cada vez mais oficializada e comprovada; o trabalho como espião da CIA dentro do Brasil, revelado por documentos do Wikileaks; o desmanche do Governo, da política, da sociedade, das leis, do Estado de Direito; o desrespeito e as barbaridades feitas contra os interesses do povo brasileiro, e em prol da elite brasileira e internacional; o nosso atual tomador do Poder Executivo brasileiro mostra que diplomacia também não é sua área de domínio.

Temer inventou para a imprensa um almoço com Putin – Presidente Russo – almoço este que jamais existiu, durante o encontro dos BRICS.
Antes de viajar a Rússia, o Governo brasileiro lançou que iriam viajar à República Socialista Federativa Soviética da Rússia. Uma mistura da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), com a atual Federação Russa (mais conhecida como Rússia), e criaram um Frankenstein. Uma lambança, inacreditável ao se pensar no departamento de mídia e comunicação de um Governo Federal.

Chegando à Rússia, Temer foi recebido pelo VICE-ministro de Relações Exteriores. Ou seja, não foi por ninguém de importância relativa do Governo Russo, muito menos por Putin. O “mínimo” a se esperar seria que o próprio Ministro das Relações Exteriores russo o recebesse, mas nem isso. Sinal mais claro de insignificância não há, e um grande vexame para nossa Pátria.

Em seus trajetos na Rússia, Temer foi acompanhado principalmente por grupos de pessoas em protesto e vaiando.
Na Embaixada brasileira na Rússia, somente metade dos convidados compareceram na cerimonia com o Presidente, e mesmo assim, poucos quiseram conversar com ele. Ele é quem se aproximava das pessoas.

Temer ainda disse a Putin que a cultura Russa está muito presente na sociedade brasileira!!!! (pausa para respirar). Algum de vocês conhecem algo russo que não seja Vodka e estrogonofe, quer dizer, stroganoff em russo? Inclusive, o stroganoff russo é bastante diferente do nosso.

Por fim, Temer saiu da Rússia sem qualquer acordo bilateral ou diplomático. Só gastou dinheiro e passou vergonha.

Em seguida foi para Noruega. O Governo norueguês é o maior financiador internacional da luta contra o desmatamento da Amazônia. E já estava flertando um corte neste financiamento, pois percebeu que este Governo não está nem aí para este assunto, pelo contrário, parece apoiar políticas pró-desmatamento.

Temer foi recebido pelo chefe interino do aeroporto, ninguém do Governo!
No encontro Temer ignorou o conflito diplomático na questão do desmatamento da Amazônia, e tentou encher a bola de seu Governo sobre os avanços econômicos e sobre seu apoio dentro do Congresso, e falou da “luta contra a corrupção” (nova pausa).

Quando chegou no assunto Amazônia, Temer deixou a responsabilidade para o Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o qual disse aos noruegueses “o problema é dos governos passados”. Sarney ignora que houve um aumento de 58% no ritmo do desmatamento da Amazônia nos últimos 2 anos, e que se o problema realmente estivesse nos Governos passados, ele também é responsável, pois foi também Ministro do Meio Ambiente no Governo de FHC entre 1999 e 2002, época onde Amazônia sofreu um dos maiores desmatamentos da história.

No fim, quando perguntado quando o desmatamento acabará, Sarney disse: “Só Deus pode garantir isso”.
Esta frase de Sarneyzinho nos diz muita coisa. Ela mostra a falta de responsabilidade pessoal do Ministro, a molecagem e pilantragem com a qual ele trata de um assunto de tamanha importância para o Mundo e para a humanidade, e também mostra a ortodoxia religiosa dentro da política brasileira; também percebemos a falta completa de conhecimento de Sarney quanto ao país visitado, pois a Noruega está entre os 5 países menos religiosos do Mundo, tem mais da metade de sua população não praticante de qualquer religião ou ateia, mais de 70% dos noruegueses dizem não acreditar em um Deus nos parâmetros cristãos, e menos de 20% dos noruegueses dizem que a religião tem um papel importante em suas vidas.
Jogar responsabilidades político-humanas para Deus, num país Europeu, ainda mais na Noruega, é a melhor demonstração de atraso civilizatório e intelectual que se pode dar.

Mas uma coisa eu preciso salientar: Sarney mostrou ao governo norueguês um retrato bastante real do nível de informação e preparo intelectual da sociedade brasileira.

Assim o governo brasileiro se despediu da Noruega, com um corte de 200 milhões de Reais na ajuda contra o desmatamento amazônico, mais da metade do dinheiro que era investido pela Noruega anualmente.
Parabéns!

E quando leio estas, e notícias locais aqui na Alemanha, e quando vejo o comentário dos alemães e estrangeiros (colegas de trabalho, amigos, conhecidos) sobre o Brasil atualmente, sempre num sentido pejorativo, negativo, pessimista, humorístico, desrespeitoso, preconceituoso; lembro-me de quando cheguei aqui em 2010, notícias, documentários, e o boca-a-boca do povo conhecido, todos impressionados com o papel de liderança que o Brasil havia assumido na América Latina e no Mundo durante o Governo Lula.

Todos diziam dos avanços econômicos, que o Brasil era super interessante para se investir, passar férias… era claro o respeito adquirido pelo Brasil frente aos governos Europeus e mundiais. Além dos dados e avanços claros que as sociedades internacionais notaram, ainda teve o importante trabalho feito por Lula e Celso Amorim na diplomacia brasileira, trazendo prestígio e respeito.

Naquela época, até as piadas sobre samba, bunda, carnaval e futebol haviam diminuído. Hoje todas elas voltaram, com uma diferença, depois dos 7×1, não somos mais o país do futebol; ufa, menos um estereótipo.
Os estereótipos brotam como peste, e eu digo, corrói ter que viver isso aqui fora, ouvir tantas falácias, e tentar ainda de alguma forma defender nosso moral, é difícil, pois muito do que é dito se justifica na prática política e da sociedade brasileira hoje em dia.

Voltando ao Temeroso; tem gente que ainda defende esse ser inescrupuloso!

Fico admirado, e acho que ficarei até o fim da minha vida, em ver a incapacidade e/ou falta de vontade da grande maioria da sociedade brasileira, de perceber que, este Ser, somado a Eduardo Cunha, e o limpinho e cheiroso Aécim das Neves, juntamente com outros do mesmo naipe, foram os chefiadores do Impeachment de Dilma.

Boicotaram e bloquearam seu segundo governo na Câmara até falir o mesmo, pagaram a imprensa para destruírem a sua imagem, financiaram grupos especializados em rebeliões para agitaram os protestos contra Dilma e PT, usaram de seu Poder no judiciário (como o capataz da direita brasileira, Gilmar Mendes, amigo íntimo de Aécim e de Temeroso), tramaram e organizaram tudo o possível para retirarem Dilma do Governo, e colocarem Temer como Presidente, trazendo com ele toda a base mais radical da oposição ao Governo Dilma para o seu des-Governo, e ainda se aliando ao PSDB no Congresso, sabidamente arque-rival do PT.

Um Impeachment que vestiu uma fantasia de luta contra corrupção do PT e de Dilma (mulher íntegra, contra a qual sequer existem acusações formais, quanto menos condenações), com um pouquinho de perfume de insatisfação para com os rumos econômicos do Governo Dilma; mas que na verdade, nada mais foi que um Golpe de Estado organizado e dirigido durante todo o tempo pelo o que há de mais sujo, bárbaro e vergonhoso na história brasileira, uma elite podre e antinacional que se arrasta desde nossa colonização até hoje, antigos escravagistas e herdeiros das capitanias hereditárias, hoje, corruptos, mafiosos, gangsters, com domínio sobre quase todos os meios de comunicação e com tentáculos em todas áreas do grande Capital, inclusive no tráfico de drogas.

Este grupo de vermes, derrubou a Presidente eleita democraticamente, e provavelmente a/o presidente mais ético e correto que o Brasil já viu em sua história, devido aos interesses daqueles em frear a Lava-Jato (para não serem pegos juntos com seus comparsas), e devido aos seus interesses econômicos, que nada têm a ver com proteção ambiental, avanços sociais, ou direitos humanos ao povo sofrido brasileiro, muito menos interessados no fortalecimento da Nação Brasileira, mas sim um desespero pelo resgate de políticas que privilegiem as elites, o sistema financeiro, o interesse internacional, seus próprios bolsos e coisas do tipo…

Para quem apostava que os dias de Temer estavam contados, e que ele não chegaria até 2018. Eu continuo esperando….. Quase acreditei em sua queda depois dos grampos e denúncias dos donos da Friboi, mas meus instintos funcionaram novamente.
Também continuo esperando sentado a prisão de Aécim; Gilmar Mendes diria: “só por cima do meu cadáver”.

Enquanto isso, outra aposta minha vem se concretizando. Bolsomico crescendo nas pesquisas de intenção de voto para 2018, e se encontra na segunda posição, somente atrás de Lula.
Mas este é outro assunto na república da Banana, Bunda, Samba e Futebol.

por Miguelito Nervoltado

figura daqui 
Links inspiradores:

O dia 17/05/2017 começou tenso pra mim.
Tinha muitos compromissos profissionais, mas queria de algum modo seguir ouvindo a assistindo às notícias após a “bomba” lançada do “colo” do Presidente Temer.

A noite anterior foi de jornais e memes sem fim.
Os programas televisivos tentavam detalhar o máximo da informação que possuíam, incompleta naquele momento, e ponderar os próximos passos do presidente, dos seus ministros e aliados, dada a gravidade do ocorrido.
Enquanto os “magos” da internet criavam e recriavam piadas compartilhadas intensamente no WhatsApp e Facebook. Famosos com camisetas, eximindo-se de uma culpa líquida

A primeira surpresa, compartilhada pela minha esposa, foi ver as pessoas surpreendidas… É um trocadilho cômico, se não fosse cruel.
Como podem achar que Michel Temer e Aécio Neves, já citados anteriormente por outros delatores fossem inocentes?!?
Depois de Jucá e do vazamento ocorrido, do Geddel, dos oito atuais ministros citados pela Odebrecht… Depois do avião com cocaína, de inúmeros favorecimentos em Minas Gerais…

Na rádio Jovem Pan ouvi um advogado que daria o tom da imoral defesa prévia: “o país não pode parar“.
Como se todos pudéssemos e devêssemos ignorar quaisquer atos indecentes e corruptos em nome da retomada da economia, do emprego e renda, que timidamente dava sinais.
Eu quero que tudo pegue fogo!
Que o Congresso seja dissolvido!
Que os áudios vergonhosos, de delatores indecorosos, de políticos indecentes, sejam tocados como introdução ao Hino Nacional; para que não os esqueçamos!
Que só restem Parlamentares íntegros (ou ao menos não-condenados)! Nem que tenhamos que convocar novas eleições. Nem que pra isso tenhamos de, nós mesmos, “pessoas normais”, entrar na política para mudar o status-quo de corrupção da mesma.
Pensar na simplicidade do “país não parar” e daí pra frente acobertar tudo e todos, me enojava.

Mas a Grande Mídia, até então, reagia bem: os jornais da manhã foram monotônicos e pareciam intermináveis.
E entre um Caiado, que lançou com certa lisura sua candidatura para 2018, aproveitando-se da crise, e um Carlos Marun, que defendia o vitimismo do Presidente Temer ante ao golpe político, ante a cilada… os comentários dos jornalistas e juristas convidados não deixavam dúvidas: tudo foi feito com anuência da Polícia Federal, num acordo de delação assinado pelos donos da JBS. Escutas, fotos, vídeos, rastreamento de dinheiro, depoimentos… tudo legitimamente legal!

A situação do presidente nacional do PSDB era pior.
Os mandatos de busca em casas de parentes foram seguidos de prisões dos mesmos, de declarações de correligionários contrárias, do afastamento do Senado e da presidência do partido tucano…

E eis que o anúncio de um pronunciamento de Temer as 16h fez surgir o furo-boato de renúncia.
E, as 16h, nervoso e quase sem companheiros para aplaudir, o temeroso Temer recusou-se a ceder. Disse ao povo que ficava! Também apelando à melhora da economia e às reformas. Disse que não precisava de foro privilegiado, falou de armação, mentindo sobre a legitimidade da escuta e terminou apelando para o STF.
Afinal, ele sabe que o “Gil” (Ministro Gilmar Mendes) já garantiu a vitória dele no TSE; com a não condenação da chapa de 2014. Conhece também o penoso trâmite do processo no judiciário.

E o PSDB?
Ah… o PSDB… Parece que decidiu sair de vez dos holofotes da política, abandonando o papel de oposição que estava desempenhando.
Poderia ter, numa única tacada, afastado o condenável Senador Aécio Neves e abandonar os quatro ministérios que possui no atual governo. Tiraria, ao meu ver, boa parte da mácula que obteve com a Lava Jato. E de quebra poderia lançar um novo “homem forte”, provável candidato a 2018. Não creio que Tasso Jereissati seja esse nome.
Se afastar da corrupção, no momento, não seria se afastar de todos os projetos e reformas que o governo quer aprovar nesse ano. Nem seria negar a esperança na recuperação econômica. Seria uma mensagem de intolerância à continuação da prática (mesmo que falsa).

O dia seguia agitado e os programas de rádio também.
E, com a evolução pós-pronunciamento e a decisão do PSDB em se manter ao lado de Temer, retornou a dicotomia direita-esquerda, vermelho-azul, bem-mal…
Reinaldo Azevedo defendeu que os promotores buscavam retornar o poder aos “pilantras da esquerda”. Que a delação foi “encomendada”, mirando o maior líder da oposição, Aécio, e o atual Presidente da República, Michel Temer.
Por que não podemos esquecer isso uma única vez e buscar a condenação de TODOS os culpados?
Por que delações só servem para um lado? Vazamentos só valem quando são contra o “meu lado”? Notícias e opiniões só prestam quando exprimem a “minha verdade” ou a minha opinião?
Sinto nessas horas que perco um pouco da minha utópica esperança. Não dá pra tolerar essa “religião” que defende políticos indefensáveis, acusados de inúmeros crimes, de qualquer lado politico-filosófico que este esteja.
Deixe que o judiciário julgue. Permita-se que o acusado se defenda. Só não incentive o ódio…

O dia terminou com os áudios e fotos da delação.
E, mesmo sendo uma conversa de mafiosos, de inegável cumplicidade e culpabilidade… Não é “tudo aquilo” que o furo jornalístico anunciava. Não é tão direto quanto foi o de Jucá, por exemplo.

E, como sabemos, a Justiça é como a mídia; e trocadilhos a parte, ambos são como pizza. Quando esfria, perde a graça.
Se não existem prisões preventivas decretadas, a Lava Jato leva as investigações no processo normal, que é lentíssimo.
Se a indignação do povo e da base aliada governista é comedida, novos conchavos são refeitos e talvez novas mesadas serão acordadas.
Rodrigo Maia não aceitará qualquer pedido de impeachment contra Temer.
E, no final… a montanha pariu apenas um rato, como diz a frase-título, atribuída ao próprio presidente Michel Temer.

por Celsão revoltado

figura retirada daqui.

P.S.: Parabéns ao PTN e PPS, que saíram da base de apoio a Temer.

Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.

Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes, mas atualmente é utilizado como sinônimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido.

Nepotismo, ou “favorecimento simples”, é algo errado e condenável.
Mas é impossível não admitir que acontece a “torto e a direito” em nossa rotina. Especialmente na política.
Se tomarmos os interiores do país e o Coronelismo, ainda presente e latente, são inúmeros os exemplos. E o nosso jeito de fazer política, com conchavos, alianças escusas e troca de favores por votos; ou ainda, nomeações de conhecidos e aliados em cargos públicos trocadas por votos, é um favorecimento ainda pior que o nepotismo.

Mas… o que poderia ser ainda pior que o pior nepotismo ou favorecimento?

Nosso Presidente, Michel Temer, vindo do “Partido dos Coronéis”, vulgo PMDB, construiu uma nova “base aliada”. Abandonando a parceria com o PT e os partidos de centro-esquerda e guinando para a direita e centro-direita.
Então, seguindo a “rotina” já consagrada de contar os votos vencedores de um pleito antes do mesmo; “fez as contas” para o texto-base da Reforma Trabalhista, manipulou a Comissão especial e acelerou a colocação em votação no Congresso…
Achou que “já estava ganho”, mas teve algumas surpresas, sobretudo no próprio partido.
Resultado: pediu para ver a lista de votantes, por partido, a fim de analisá-la. E decidiu, sem meias-palavras ou meias-verdades, exonerar do cargo, indicados por deputados que votaram contra o governo.
A notícia pode ser lida aqui e aqui.

Será que aprovar reformas, não discutidas na intensidade e profundidade necessárias, é tão importante assim?
Não alarmo a importância das reformas. Sou a favor dessas e de outras, como a política e a midiática.
Destaco e alarmo a ausência de discussão plural, ouvindo prós e contras, e apresentando as possibilidades aos principais afetados: a população.
Discuto o “medo” desnecessariamente difundido pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que alarde a piora do quadro econômico caso essas reformas (Trabalhista e Previdência) não sejam aprovadas AGORA.
Acho um absurdo a interferência governamental no Legislativo, no voto, que é a principal expressão de um Deputado e é direito do mesmo.

Se a indicação de parentes e amigos a cargos públicos de confiança, se o favorecimento feito pelos políticos é moralmente ilícito e condenável… ameaçar essas pessoas favorecidas e exonerar os que não declararem abertamente o apoio à próxima votação é um estupro à Democracia!
Sanções deveriam ser aplicadas aos corruptos, aos políticos citados na Lava Jato, aos réus investigados, aos “fichas-suja”.
Mas esses viram Ministro no Governo Temer!

por Celsão revoltado

figura retirada daqui

 

Tentei tirar férias e “sumir” no curto período das notícias, absurdos e desmandos do Brasil e do mundo.
Quase deu.
Descobri que o intento é bem difícil quando não se “some” realmente do Brasil ou mundo.
Mesmo sem buscar você acaba ouvindo algo, lendo comentários no whatsapp do celular, escutando sem querer uma conversa numa padaria ou metrô…

E nesse intervalo teve goleiro condenado aplaudido em estádio, teve prefeito viajando só para ser elogiado, depois demitindo secretária “ao vivo” na internet; uma quase declaração de Guerra via Twitter, ataque de gás químico, de Estado Islâmico, de terrorista…
E teve também a delação da Odebrecht, com seus oito ministros, 39 deputados, 24 senadores e até três governadores. Uma ferida tão feia e purulenta que acabou de vez com pompas e argumentos de “partido honesto”, “bancada decente”, “político honrado” que alguns insistiam em ostentar.

E um dos textos lidos em meu “retorno” à internet e às leituras me rememorou algo que coloquei aqui na descrição do “integrante” Celsão revoltado, a Dissolução do Congresso. O texto é do Wladimir Safatle, e está disponível aqui e aqui (para assinantes Folha)

Explicando as origens, penso nisso desde o escândalo dos anões, no início dos anos 90. (referência da Wikipedia aqui)
O deputado João Alves, em discurso na CPI disse com cara limpa que “Deus o ajudou e o fez ganhar na loteria”, seguidas vezes!
O rombo, segundo a Wikipedia foi de R$100 milhões. Dentre os envolvidos, temos nada menos que Geddel Vieira Lima, ex-Ministro do governo Temer.

Bem… Na época pensei na injustiça de termos mais de quinhentos sustentados parlamentares, com poder para aumentar o próprio salário e uma distância abissal do povo e de suas aspirações.
Já se fazia difícil e improvável a aprovação de medidas e reformas. Aliás, bem da verdade, qualquer pauta deveria “tramitar” algumas semanas antes de entrar em votação.
E esse “tramitar” possui aspas pois o governo de Fernando Collor tinha que negociar SEMPRE, e com todos os partidos, aliados ou não, cargos e favores.
Algo sujo e indigno.
Os analistas e cientistas políticos diziam que era o “preço” de pertencer a uma legenda pequena, na época; mas eu pensava diferente: mesmo que o presidente tenha boas ideias e queira aprovar leis que beneficiem os mais carentes, não conseguiria. Se essas leis forem contra direitos injustos e mamatas do Legislativo, pior ainda…
A solução?
Dissolver o Congresso!

Em meu sonho utópico, o então presidente (e aqui poderia ser Collor, Itamar, FHC, Lula, qualquer um) começaria um discurso em rede nacional com frases do tipo…
Temos tentado aprovar essa e essa medida, essa e essa reforma”, languidamente narra alguns feitos e os conchavos que precisou fazer para lograr o êxito obtido – “o Ministério tal foi trocado pelo projeto tal, a diretoria de estatal tal foi negociada pelo apoio aqui”…
E nos últimos dois minutos de um discurso de meia hora sentencia:

“Me vejo forçado a dissolver o Congresso Nacional por um período de 30 dias!
 Nesse ínterim convocarei um referendo popular para aprovação ou não dos seguintes pontos:
      – Redução do número de parlamentares
      – Redução do salário, dos benefícios e fim da legislação em causa própria; não será mais possível aumento próprio dos vencimentos
      – Fim do quórum eleitoral e dos ‘carregadores de votos’
      – (…) outros pontos importantes
 Certo de sua compreensão e apoio, aguardo os resultados e acatarei a decisão popular.
 Os pontos aprovados tornar-se-ão lei por decreto e voltaremos a ter um Poder Legislativo Nacional no final desse período”

Hoje eu acrescentaria outros pontos, como fidelidade partidária, atrelando a vaga à pessoa e ao partido; fim dos suplentes, fim da aposentadoria especial, extinção do foro privilegiado, limitaria o número de mandatos (em dois), etc., etc…

Mas na época pensava em resolver esses três pontos, que nunca seriam (nem nunca serão) aprovados pelo legislativo, sobretudo corrupto!

Agora temos legisladores comprovadamente corruptos, respondendo a processos e acusações, de crimes dos mais diversos, decidindo temas importantes para a sociedade e para as próximas gerações.
Um Congresso demasiadamente conservador, com interesses declaradamente escusos. De bancadas pré-estabelecidas, como a bancada chamada de BBB (Bala, Boi e Bíblia), que defende ideias e sugestões de grupos distantes das reais necessidades da população…
Independente de vermelho ou azul, penso que é hora de acabarmos com intermináveis abusos, como viagens em aviões da FAB…
E de quebra tornar todos os citados na Lava Jato e em outras operações, e os demais criminosos pertencentes às duas casas, inelegíveis por ao menos um período eleitoral.

Sim, é radical e anti-democrático. Ditatorial até.
Mas não vejo outra alternativa para realmente “limpar” parte da imunda e indecente lista de representantes políticos da atualidade.
A representatividade é baixa, pelas regras eleitorais, pelo modo como votamos, pelas substituições de legisladores nomeados a outros cargos… Que recomecemos!

Fora da utopia, se o Álbum de Figurinhas que circulou via WhatsApp for realmente lançado, e tem gente se empenhando para que a “brincadeira” se torne verdade (aqui), quem sabe nem precisemos de Ficha Limpa. Os políticos citados, investigados e condenados sairão automaticamente da vida pública…
É… foi utópico de novo…

por Celsão revoltado

figura recebida pelo WhatsApp, do portal de humor Kibe Loco.

Começo compartilhando um vídeo extraído do Youtube (aqui a entrevista completa, para quem quiser ver o original).
Quem fala no vídeo é Mano Brown, vocalista dos Racionais MCs, ícone do rap nacional, e de toda a periferia paulista, desde o início dos anos 90. A entrevista é sobre o novo disco, o “novo estilo” do músico que “brinca” com a carreira solo.

Meu destaque vai para a análise de Brown sobre o Brasil, em pergunta provocativa já no final da entrevista.
Faz sentido sermos um país hoje “de direita”, enfrentando tantos problemas sociais?
Faz sentido vislumbrarmos o radicalismo de Malafaias e Bolsonaros, na política, antes mesmo de evoluir socialmente e nos certificarmos que nossa nova democracia, nossas jovens instituições funcionam? Antes de assegurar que podemos evoluir em ética (comportamental, política, social)?

Independente do resultado da Lava Jato, da pizza que venha a surgir…
Independente das delações, das listas de Janot, dos conchavos dos políticos que tentarão até o fim safar-se…
Independente dos infindáveis processos do STF, que julga até brigas de trânsito dos ricos em última instância…
Independente do esvaziamento das manifestações pós-PT, como se todos os problemas já estivessem resolvidos…
É preciso continuar lutando!

Por mais ingrato que seja a luta, por mais longo que seja o processo, por mais improvável que seja a condenação, por mais absurda que seja a a lei de última hora, aprovada durante a noite…

É preciso ouvir. É necessário que prestemos atenção aos pequenos grupos, às opiniões pirata, aos pensadores que arriscam “fora da caixa”.
Que os vídeos do Bob Fernandes, que blogs como o do Josias, que revistas como a Piauí e que TVs como a Cultura, sejam lidos e vistos. Principalmente como alternativas ao conteúdo normal de Globo, Estado, Folha e das revistas mais lidas do país (aqui).

Que tenhamos mais Browns, Mandelas, Luther Kings, Mujicas, Angelas Davis, Fred Haptoms…
Mas que a internet nos traga também entidades coletivas, onde a multiplicação da opinião do indivíduo ecoe rapida- e eficazmente, como o Avaaz, o Greenpeace, o Change.org

O tal “Caixa 2” é mesmo crime; e não duas vezes um “Caixa 1”. Qualquer coisa que digam contra ou qualquer isenção que seja aprovada no Legislativo é manipulação das mais reles.
As medidas de combate à corrupção, apresentadas por Dilma no longínquo março de 2015 (avaliadas aqui), quase dois anos atrás, e foco de ação popular pouco depois, não serão adotadas. Não adianta ter esperança nesse ponto. Ao menos não serão aprovadas sem drásticas mudanças. Como já escrevemos recentemente, a Câmara prepara a pizza, pois ainda verifica as assinaturas da ação popular (aqui).
As investigações dos políticos e empresários delatados, sobretudo nessa fase da Operação Lava Jato, levarão muitos anos. E provavelmente não extinguirão a corrupção. Se houverem condenações e prisões, mesmo tardias, teremos iniciado REALMENTE um movimento positivo.
A reforma da previdência, ou reforma trabalhista, será aprovada. Não por ser melhor para o país, mas aproveitando a maioria confortável que o governo Temer tem no Congresso atualmente. Não que eu seja contra reformas, só acho que essa merecia ser exaustivamente discutida e avaliada; sobretudo ouvindo empregados e sindicatos.
As aposentadorias de “marajás”: militares, juízes e políticos, que trabalham por pouco tempo e ganham salários exorbitantes não vai acabar; por mais que queiramos e por mais que seja mais justo e efetivo.

Somos poucos. Mas somos inconformados e continuaremos lutando!
No Legislativo ainda temos PSOL, outros pequenos partidos de esquerda como PCB e PCdoB, parte da Rede, do PDT e o que sobrou do PT. Nas ruas temos os inconformados, os pensadores, os curiosos, os críticos…

Terminando com outra frase de Mano Brown…

Nunca foi fácil, junta seus pedaços e desce para arena, mas lembre-se: Aconteça o que acontecer, nada como um dia após um outro dia!

por Celsão revoltado, já que citei Racionais e Congresso. 🙂

P.S.: figura retirada daqui, mais por não saber se o vídeo apareceria como figura no Facebook

P.S.2: abaixo o mesmo trecho de vídeo, no formato MOV, caso alguém tenha dificuldade em abrir o MP4