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Rei_Camarote

Vi o comentário do Jornalista Bob Fernandes sobre o vídeo do rei do camarote (vídeo aqui). Confesso que não tive saco de procurar o vídeo do cara no youtube. Alinhado ao comentário do Bob, reparei nas minhas poucas entradas no facebook, que este caso estava bombando por ali. Pois bem, nem vou me aprofundar no mesmo, pois ao perder tempo com ele especificamente, estarei afogando meu ego na mesma futilidade a qual desprezo.

Mas aproveitando as reações que vi a favor do magnata, dizendo que o dinheiro é dele, e por isso ele faz o que quiser com o mesmo, e coisas do tipo, resolvi escrever um breve conto, que segue abaixo:

Pedro Luis nasceu num berço de ouro, papai tinha uma fortuna de 400 milhões de Dólares. Pedro foi criado com muito mimo, nunca aprendeu a dar valor à essência da vida, ao amor, ao próximo, às tristezas e problemas ao seu redor, à pureza da natureza, à satisfação de realizar uma gentileza.

Papai morreu, Pedro herdou tudo, e torrou sempre do jeito que quis, com farras, baladas, drogas, mulheres, com mansões, carros (atropelando os outros em “pegas” nas ruas), etc.

João por sua vez, nasceu num casebre numa favela, à beira do esgoto. Quando chove, o esgoto entra dentro de casa. Ele divide um quarto com seus outros 3 irmãos, com os pais, e os dois cachorros de rua que a mãe adotou. O pai era trabalhador honesto, braçal e a mãe era empregada doméstica. Ambos juntos somavam 900 reais de salário. Justamente por isso, João e seus irmãos tiveram pouco estudo, pois tiveram que ajudar no lar, trabalhando de 6 a 10 horas por dia desde os 6 anos de idade. João tentou se dedicar aos estudos até, mas quando o pai morreu durante uma briga de gangues, com uma bala perdida, tudo ficou mais difícil. A mãe, 2 anos depois, teve uma inflamação muscular, e por falta de acesso a médicos e medicamentos mais caros, ficou praticamente inválida para o trabalho.

Assim João e seus irmãos se tornaram adultos, sem estudos. Por falta de qualificação foram obrigados a repetir as “carreiras” dos pais, trabalhadores braçais que ganham abaixo do salário mínimo.

Pedro, com toda sua fortuna, poderia sim esbanjar, gastar com futilidades, obviamente, é direito dele. Mas se ele fosse um ser humano com o mínimo de compaixão, sensibilidade , ética, moral, amor no coração, então ele pegaria 20%, 30%, 40%, ou até mais de seu dinheiro, e investiria em ONGs de ajudas sociais, ou faria doações, criaria empresas que fizessem projetos para educação ou distribuição de renda, ou coisas do tipo, e mesmo assim, ainda sobraria dinheiro para ele esbanjar, e pagar mulheres e homens para estarem artificialmente com ele.

Mas não, Pedro optou por um caminho, caminho este que é defendido por aqueles que foram alienados por um discurso de inversão de valores: Optou pelo seu magnânimo direito de ser um extremo egoísta, individualista, narcisista, para o qual o fato de milhões, bilhões estarem passando fome, sendo comidos vivos por urubus, e viverem dezenas de gerações no ciclo eterno da inércia da pobreza, assim como João e seus irmãos, não faz a menor diferença. Afinal, Pedro deu sorte, e ter sorte não é culpa dele, ora bolas!!! Ou talvez, Pedro tenha se esforçado e por isso merece tudo que tem, enquanto João não se esforçou suficientemente. Ou seja, culpa do João, incompetente!

por Miguelito nervoltado

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Quando vi esse vídeo a primeira vez, pensei na palavra fútil.

Depois me veio desonroso. Pois pensei num pai de família que “subiu” de classe recentemente e hoje pode não só comer melhor, mas prover educação para um filho pagando sua faculdade, por exemplo.

Façamos outra conta: se a média do salário do brasileiro é de R$1507 (dados divugados em Setembro, provenientes do PNAD 2012 – aqui), por ano, ganha-se R$20.000, tomando em valor bruto e arredondando o valor pra facilitar. Nessa linha, o assalariado precisa economizar por três anos para “curtir” um camarote, como o tal sujeito curte; e, lembrando, sem gastar mais nada com outra coisa.

Mas o que mais me incomodou foi a utilização do verbo agregar. Quando se fala em agregar, penso em algo que realmente traz benefícios, melhora, acresce de alguma forma. E, nem o vídeo, nem o comportamento, nem a utilização do termo “mandamentos” agrega!

O vídeo é tão patético, que inúmeras imitações e paródias surgiram e surgirão.

Ele mostra apenas a futilidade dele e das pessoas que usufruem do dinheiro dele. E, seguindo a cartilha capitalista, cria um ponto inatingível, de desconforto na sociedade, de desejo de consumo; para que o filho daquele cidadão que melhorou de vida e está feliz com suas conquistas, se revolte por ser “muito pobre” e se frustre por não atingir o nível do tal “Rei”.

É isso que a Veja quer. Aliás, não esperava nada diferente dessa revista.

por Celsão revoltado

P.S.: escrevemos nossos textos separadamente e os postamos sem adaptações.

figura retirada no vídeo do youtube da Veja SP (aqui)

Alberto Carlos Almeida - De Frente com GabiAo contrário do que muitos pensam, política não é algo simples de se entender.

Quando pensamos então em um país como o Brasil, a política se torna algo ainda mais complexo.
Temos uma história “delicada”, passando pela colonização, o praticamente extermínio dos índios, a escravização de índios e negros da África, um golpe militar com 21 anos de ditadura. Vivemos somente a 30 anos um período “democrático”. Vale lembrar que até 1930 somente homens alfabetizados podiam votar, e que 70% da população era analfabeta, o que significa que somente a elite do sexo masculino participava do processo político, os pobres e mulheres não tinham o direito de expor seus anseios nas urnas.

Temos uma elite que herdou o poder e toda uma inércia cultural oligárquica, dominadora e suprema. Uma classe média que devido à nossa heterogeneidade racial e cultural, tem vergonha de assumir seus reais pensamentos, posicionamentos e preconceitos, e temem sofrer um “baque” financeiro sendo “rebaixados” aos grupos sociais excluídos (os quais eles discriminam, porém de forma retórica).  E temos as classes excluídas, principalmente compostas pela classe trabalhadora (trabalhadores manuais qualificados,  não qualificados e rurais), que sofre com a inércia da pobreza, com os preconceitos e com a falta de educação formal, num ciclo vicioso que, muitas vezes, só pode ser quebrado com ações externas (ex.: políticas sociais).
Mesmo com toda nossa miscigenação humana, sofremos com questões de preconceito, como a homofobia, o racismo aos negros e aos índios, o machismo, a xenofobia contra os imigrantes de países pobres da América Latina (Bolívia, Peru), além dos preconceitos inter-regionais, por exemplo, Sudeste e Sul (como preconceituosos) X Nordeste e Norte (discriminados).

Devemos lembrar também, que nossa história “ocidental” é recente e praticamente começa à partir da colonização, há 500 anos. Pensemos ainda por quantas mudanças atravessamos nos últimos 100 anos.
As revoltas, como foram expostas por parte da população brasileira nas ruas em julho de 2013 e que também são visíveis diariamente nas redes sociais, são muitas vezes (mas nem sempre), revoltas válidas, com motivos claros. Porém, em certo momento, faz-se necessário propor soluções para os problemas, ao invés de simplesmente ficar a apontar os mesmos.  E para propor soluções, é preciso entender todo o contexto histórico, cultural, político, geográfico, racial.

Assistam a entrevista no “De Frente com Gabi” com o cientista político Alberto Carlos Almeida. Ele se denomina um cientista de centro, e por isso busca analisar de forma bastante imparcial a direita e esquerda;  a elite, a classe média, os trabalhadores e excluídos; a cultura política; a psicologia dos brasileiros; nossas questões sociais e históricas, e muito mais.
Entrevista sucinta, porém de grande eficiência no sentido de trazer informações concretas, profissionais, sem sentimentalismo e muito racionalismo sobre a política, sociologia e antropologia brasileira. Uma ótima possibilidade de se informar, principalmente para aqueles que lançam mão de seu direito de emitir opinião, mesmo possuindo pouco embasamento científico.

Para assistir à entrevista na íntegra, clique AQUI 

por Miguelito Formador

Democratizar a mídia

Democratizar a mídia

Hoje pela manhã, um dia após o dia em que os movimentos sociais se reuniram por todo Brasil para fazerem seus protestos – 11-07.2013, dei uma “rolada” no meu facebook e vi por volta de umas 70 últimas publicações. Somente 1 falava algo dos protestos de ontem (tirando os tantos jornais, revistas e blogs que eu “curto”, pois estes sim publicaram bastante sobre ontem). Inclusive estes mesmos blogs e jornais fazem as mesmas indagações que eu venho aqui fazer.

Por que o silêncio? Por que ninguém fala nada? O movimento ontem foi pequeno?
Comparado com o dia onde mais de 1 milhão foi para as ruas, foi sim. Mas foi maior que muitos outros dias de protesto, e mesmo assim muito menos divulgado. Por quê?
Por que as singelas reportagens que saíram em todos os grandes jornais e revistas do Brasil ontem, só deram ênfase nos TRANSTORNOS causados pelos protestos de ontem? Por que nenhum deles deu ênfase nas CAUSAS do protesto?
Você, usuários do facebook, viram por lá reportagens da Globo ou bombardeios de fotos/”montagens” mostrando os cartazes presentes nos protestos de ontem? O que tinha escrito nos cartazes dos manifestantes de ontem? O que gritavam os manifestantes? O que pediam? Interessa isso? Ninguém tem curiosidade????
Os manifestantes de ontem, que foram em usa maioria movimentos sociais, centrais sindicais, motoboys, integrantes do Movimento dos Sem Terra – MST, e os trabalhadores proletariados, movimentos que já protestam desde o início de sua existência, não tiveram a atenção do POVO brasileiro, aquele povo que vaia a presidente da república, Dilma Rousseff, no estádio, aquele povo que pede participação política ativa do povo, mas depois se posiciona contra o plebiscito (oi???). Por que não tiveram tanta atenção deste “povo”? Os movimentos sociais são menos importantes que os movimentos dos estudantes classe média? Será que as causas daqueles são menos justas que as destes? Quem será que tem mais consciência política? Quem será que tem posicionamentos críticos melhor estruturados, pensados, definidos com muito suor, muito debate e muita luta em busca de mais justiça e direitos?
As respostas para quase tudo isso devem estar relacionadas com “quem” foi o foco dos “ataques” de ontem, né? Ou estou viajando?
Mas quem foi o foco dos protestos de ontem?
1) A grande mídia! Principalmente a Rede Globo!
2) Juízes do Supremo!
3) Grandes empresários e bancários! Publicitários e marqueteiros que viabilizam a corrupção política! As grandes indústrias do Agronegócio!
4) Coronéis da política como Sarney, Calheiros, Collor (todos estes donos de meios de comunicação de peso, mesmo isso sendo proibido pela constituição)!
5) Aqueles políticos e a parcela da população brasileira que é contra o plebiscito, que é contra a participação do povo na política.
6) A classe média que se deixa ser conduzida pela mídia, e ainda canta de inteligente, mais estudada, mais preparada!
Será que é por isso que tudo aconteceu num silêncio ensurdecedor!!?!?
obs.: Por favor, não venha argumentar que saíram sim reportagens, até mesmo ao vivo, sobre ontem. Claro que saiu! Mas estou falando de “ênfase” e de “intensidade”! Em outros momentos dos protestos, foi dada muito mais atenção e cobertura, e, se comparado com estes momentos, ontem foi um silêncio. Além do silêncio, levanto aqui a crítica sobre “o que foi mostrado”. Não mostraram as causas, os objetivos, mostraram somente os transtornos oriundos dos protestos, ou seja, novamente, os que estavam nas ruas ontem, eram somente vândalos que estão a incomodar a livre circulação de gente do bem!!!!
por Miguelito Nervoltado
Mais fontes sobre o assunto? Clique AQUI, ou AQUI.
Figura retirado do Site
Planalto Central

Planalto Central

O Gigante foi acordado.

O Brasil surpreendeu a todos com uma demonstração ao mundo de que sua democracia, e seu nível de patriotismo são exuberantes. Fomos às ruas, marchamos, enfrentamos balas de borracha e por fim derrotamos a polícia fascista e a repressão em SP.  Vencemos, reduzimos o preço das passagens que estes políticos que nos exploram nos fazem pagar.

Eu não fui à rua protestar. Não por ser contrário, pois teria ido se as condições físicas atuais me permitissem, protestaria sim, e com certeza agregaria pessoas à reforma política tão necessária para o país. É um workshop político onde partidos políticos não são bem-vindos, O que é um paradoxo para um manifestação democrática. Todas as causas estão presentes, inclusive a extrema direita, o movimento social brasileiro foi às ruas. O MPL foi o estopim de um levante que contaminou uma parte considerável do país. Há muitas causas, inclusive as antidemocráticas e conservadoras, e nenhum partido.

É fato que o MPL foi vitaminado pelos acontecimentos, a ação imbecil da PM e o oportunismo de uma parcela conservadora da sociedade fez crescer a causa de um transporte mais barato para o trabalhador da periferia. Causa justa. Causa que nunca antes na história deste país foi preocupação da classe média que foi ás ruas e exigiu um direito do pobre, mesmo sabendo que este subsídio sairia do bolso do contribuinte.

A sociedade brasileira não será como antes, a classe média conservadora paulista foi indutora de uma revolta política e com isso mostrou ao pobre que este tem direitos, mudou a sua conduta, pois é essa mesma classe média que sempre negou direitos aos pobres avalizando a conduta dos mais ricos.

A dita parcela pensante da sociedade abriu uma caixa de pandora ao deixar o peso dos impostos subir-lhe à cabeça e estourar de raiva ao ver tantos pobres melhorando de vida. Uma revolução conservadora cuja estratégia seria conseguir comprar o apoio do pobre por R$0,20 e com isso vencer Dilma, nas eleições ou derrubá-la antes. Dilma balança. A classe média enfim conseguiu colocar o povo contra o governo.

Quais os motivos para uma classe média tão revoltada? Impostos altos, segurança, trânsito… Sim o serviços são ruins isso é fato. A corrupção é disseminada isto também é fato. O Estado é repleto de corrupção. Obras, legislativo, justiça, polícia, MP, FUNAI… prefeituras e câmaras no Brasil inteiro. Está por todos os lados. Isto é causado por falhas das Instituições do Estado, sobretudo aquelas que não são eleitas pelo povo. Quem garante a impunidade permitindo que a lei não seja igual perante a todos? Quem não processa o empresário corruptor e criminaliza o movimento social?

Algo precisa mudar, isso é fato.

Quais seriam os caminhos pra encampar esta mudança? Existem vários. Todos passam pela reforma política. Porém, a classe média preferiu o caminho revolucionário, demonstrou o tamanho do seu repúdio às práticas da classe política e mostrou ao pobre que ele pode exigir seus direitos, fez algo mais, mostrou ao pobre que ele pode ser superior ao aparato repressivo do Estado.

A classe média, acabou acreditando na ideologia de que é possível não ter ideologias e com isso agiu de forma contrária aos fundamentos conservadores. E ainda não percebeu o que fez.

A classe média, sobretudo paulista, chorou orgulhosa, tão orgulhosa como em 64 quando 500 mil foram às ruas contra a corrupção e o comunismo, O Brasil acordou!! Muitos sentiram esse orgulho de ser brasileiro pela primeira vez na vida, coisa que o pobre nunca perde.

Alguns dizem que a revolta da classe média é contra os políticos.

Porém a própria revolta é política, todos somos políticos, fazemos política quando compartilhamos um meme numa rede social. Xingar políticos de forma generalizada equipara-se a xingar o espelho. Política é algo tão natural quanto o ódio.

Quebrou-se a prefeitura, física e financeiramente, por uma revolta contra a política partidária. A revolta é contra os políticos ligados a partidos. Apenas estes. Não é contra juiz corrupto, o procurador corrupto, o policial corrupto e principalmente não é contra os empresários corruptores.

O Estado é ineficiente e corrupto como um todo. Porque a culpa é única e exclusivamente de uma instituição da sociedade, o partido político?

Sendo o partido uma instituição da sociedade qualquer um pode filiar-se e participar de discussões. A classe média julga que eles não prestam e não vale à pena tomá-los de assalto de forma democrática, fazendo-se ouvir dentro dos partidos.

Ou poderia criar um novo, tá aí a REDE da Marina como prova disso. Mas não foi isso que aconteceu. A classe média não quer se envolver com política. Vota pra salvar o mundo do PT e acha isso um saco.

Ela espera que o Estado incompetente e corrupto torne-se eficiente sem que ela própria participe do processo. Espera que um salvador da pátria apareça no cenário, já escolheram um, e resolva tudo. Um conservador que consiga antes de tudo colocar o pobre em seu lugar, que transforme investimentos sociais em segurança pública, contenha os movimentos sociais que a própria classe média acordou.

O verdadeiro gigante acordou e isso não é nada bom do ponto de vista conservador. Historicamente criminalizado no Brasil, o movimento social ganhou força com as manifestações e a classe média conservadora espera usar a PM no futuro pós-PT, como sempre fez, pra colocar o movimento social onde estava antes do levante.

Dizia Einstein que uma mente quando expande nunca volta ao seu tamanho original. No rescaldo das manifestações os grandes derrotados serão os conservadores, pois acordaram o gigante que a elite fez dormir por mais de um século, e não há bala de borracha que consiga fazê-lo voltar ao sono.
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Texto escrito e enviado pelo nosso leitor Erick Nogueira

por Miguelito Formador

Uma boa reflexão, principalmente para os advogados e profissionais do direito.
Nosso “batman” parece não estar mais no trono, mas sim em “maus lencóis”.
Quando ele representava a esperança do povo brasileiro em ver todos os anos de corrupção de nossa história serem “pagos e acumulados” por um único partido político por causa de um esquema duvidoso de corrupção, ele foi exaltado pelo povo. A mídia, viu a chance de desmontar o partido que não lhes beneficia tanto quanto eles estão acostumados, e também colocaram JB lá em cima. Os partidos de oposição (principalmente PSDB e DEM) viram nele a esperanca de voltarem a apitar no cenário nacional, após anos de queda eleitoral, e fizeram dele seu herói. Porém agora, passado o mensalão, o juiz continua mostrando que ele é duro, direto, sincero, teimoso, incisivo, irredutível. Seja com quem tenha que ser. E aí, enquanto ele crucificou os envolvidos no mensalão (teoricamente por ele realmente achar que havia provas suficientes), ele era herói. Mas agora, ele começa a lançar críticas esporádicas à mídia, a outros políticos que não são petistas, a pessoas públicas, a jornalistas, e agora, à sua própria classe, os advogados e juízes. Então, agora, ele anda atingindo boa parte da elite brasileira, principalmente ao mencionar os juízes e a mídia, e aí, o buraco é mais embaixo. De herói, ele pode virar o vilão, rapidamente.
Isso me lembra Osama Bin Laden, Saddam Hussein, entre outros…. que foram colocados no altar pelos EUA (elite do mundo), porém ao se rebelarem contra os EUA, tiveram suas imagens de heróis destruídas e viraram os demônios do mundo rapidamente. No caso, Saddam Hussein é Joaquim, EUA é a mídia e elite brasileira.
Nota.: Eu, assim como a maioria dos intelectuais (não que eu seja intelectual) que tratam de tais assuntos, não entendo ainda qual é a do Batman. Tem hora que parece que ele joga dum lado, tem hora que parece que joga do outro. Tem hora que parece que quer fazer seu filme e que gosta de holofotes, mas no instante seguinte, ele faz tudo ao contrário. De repente, não tem muito segredo. De repente, ele é um intelectual, muito estudioso e competente, vencedor na vida, mas que sofreu muito até chegar aí. E com o sofrimento veio a intolerância, a falta de paciência. Tem muito senso crítico, e tem consciência da podridão da sociedade brasileira. Isso tudo junto faz com que ele confie em seus próprios critérios pessoais acima de quaisquer outros critérios, confia na sua intuição e no seu conhecimento e é irredutível em suas posições, afinal, ele deve pensar que não vale à pena ouvir os outros, pois a maioria é hipócrita, ignorante, acomodado, desinformado, interesseiro, individualista, etc,…. o que não deixa de ser verdade, em vias gerais.
E então, o tal juiz na verdade, não quer nada, ele age de acordo com seus impulsos, seus critérios e intuições momentâneas. E estaria aí o segredo de tantas polêmicas, e de tanta variação de sua imagem no meio público.

Continuo achando possível sua intenção na vida política, apesar de ele mesmo já ter descartado isso. Mas não dá para afirmar nada. Numa coisa esse cara é bom, e isso é indiscutível: ser misterioso.
Segue link de inspiração:
por Miguelito Formador