Posts Tagged ‘EUA’

Palestina_devastadaDeixa eu ver se entendi direito…
Quase um mês de confronto em Gaza e agora me aparece o Obama dizendo que mandará 225 milhões de dólares para o sistema de defesa anti-aérea de Israel?
É isso mesmo?

Nem quero falar do passado, das invasões, da criação do Estado de Israel com o “deslocamento forçado” dos palestinos, falemos só dessa última etapa desta “luta contra o terror”.

Inúmeros alvos civis foram atingidos; de acordo com a versão oficial buscavam-se trinta e poucos túneis secretos que levariam ao território Israelense. Entre os alvos civis, 142 escolas foram bombardeadas, sendo 89 delas escolas-refúgio da ONU. Ou seja, mesmo que houvesse um túnel ali, saindo daquele ponto, este túnel não deveria necessariamente ser explodido numa escola, certo?
A própria Unicef calcula que 408 crianças morreram, 2500 ficaram feridas e mais de 370 mil precisarão de apoio psicológico para transpor o trauma (fonte: Unicef).
E isso só pra citar as crianças! Inocentes e indefesas crianças!
Na fonte da Unicef há uma curiosa comparação: pela extensão territorial e densidade populacional, se fosse feito nos EUA, seria como assassinar 200 mil crianças!

Como pedir que estes jovens sobreviventes a tais ataques não odeiem Israel, os Estados Unidos, e, generalizando, o Ocidente?

Como pode um país com a terceira força bélica do mundo, manter um cerco desumano em Gaza por quatro semanas e assassinar mais de 1800 pessoas? E ainda manter a cara-de-pau de bradar ao mundo que os palestinos também mataram israelenses? (a contagem oficial fala em 67, sendo somente três civis)

Como puderam atacar durante um cessar fogo combinado de sete horas para ajuda humanitária, atirando um míssil e matando mais de 50 pessoas?

Como podem os “pobres judeus” ainda se dizerem perseguidos e dependentes de apoio do “primo rico” Estados Unidos após tantas atrocidades?

232512_630x354Li nalgum lugar e repito aqui: é até cômico ver o povo judeu fechando um cerco a outro povo, deixá-lo sem energia elétrica, saneamento básico, comida, ou seja condições dignas e infringi-lo com mísseis de longo alcance a alto poder de destruição.
É o novo campo de concentração! E permito-me dizer: não deixa nada a desejar a Auschwitz! Dada a dessemelhança de condições, poderio bélico e financeiro.
Longe de mim pregar o anti-semitismo. Não odeio os judeus, nem Israel. Mas foi desproposital, desumano, desnecessário…

Uma professora especialista em Oriente Médio declarou que estamos diante do terceiro grande deslocamento populacional palestino da história. O primeiro foi na instituição de Israel (em 1948), a segunda com a ocupação dos territórios palestinos da Cisjordânia em 1967 e neste deslocamento, tem-se 400 mil pessoas deslocando-se da fronteira arrasada para o centro de Gaza.

Não creio que verei a paz entre esses povos, tampouco a devolução da Cisjordânia ou a legitimação do Estado e Povo Palestino por Israel. Mas o que me emputece é ver o apoio unilateral dos EUA a Israel; pois mesmo sabendo que toda ajuda humanitária se faz necessária em Gaza no mesmo momento (a agência das Nações Unidas pediu ajuda de US$187 milhões para reconstrução e suporte aos que se deslocaram – aqui), decidem enviar US$225 milhões para o sistema de defesa “Iron Dome” israelense (notícia aqui – em Inglês).

por Celsão revoltado

figuras retiradas do próprio vídeo sobre a ajuda solicitada pela ONU (aqui) e daqui

P.S.: dois links de leitura rápida: sobre o rompimento do cessar fogo de sete horas (aqui) e a opinião da ONU (infelizmente inoperante) sobre o ataque às escolas da própria ONU (aqui)

Egypt_death_sentencesBaseados em especulações e preconceitos, e sem o menor embasamento científico, chove na mídia, no facebook, nas mesas de bares, ataques às “ditaduras” da Venezuela e de Cuba.
A imagem na cabeça vazia dos preconceituosos é que Fidel, Chávez, Maduro, seriam sanguinários, odiados pela população, ditadores que torturam, matam, não respeitam quaisquer direitos humanos.

Enquanto isso, ironicamente e assustadoramente, ninguém fala de Israel, Arábia Saudita, Omã, Emirados Árabes, Turquia, ou, atualmente, Egito. Já pararam para se perguntar “por que o mundo se preocupa tanto com Venezuela e Cuba, e tão pouco com esses outros países?”

Se você é um desses, sente-se e reflita sobre a questão.
Olhem o que está acontecendo neste momento no Egito, onde há um governo que ascendeu recentemente com um golpe militar aplicado contra o governo anterior, o qual havia sido eleito democraticamente. Este atual governo, assim como Arábia Saudita, Israel, entre outros, é apoiado pelo ocidente (Europa + EUA). Esta semana, 529 pessoas (todos opositores políticos ao governo e que reivindicam o restabelecimento do governo eleito democraticamente) foram condenados à morte!

Imaginemos se fosse Cuba ou Venezuela condenando 500 à morte numa bolada só! EUA invadiriam a ilha no mesmo instante, com todo o apoio da maioria das sociedades do mundo, e o facebook soltaria fogos em comemoração. Afinal, já chegou a hora de dar um basta nesta ditadura comunista onde come-se (no sentido gastronômico) criancinhas, e mandar para o inferno esse Fidel (onde Hugo Chávez lhes espera), Maduro e suas famílias, lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, esses monstros!

Para assinar à petição do Avaaz que será enviada ao Governo egípcio pedindo para que esta decisão não seja executada, clique AQUI

A ONU diz que a decisão viola Leis Internacionais, por condenar à morte 529 pessoas em 2 dias de “julgamento”, sem respeitar, portanto, os direitos constitucionais de qualquer cidadão a um julgamento equitativo. Clique AQUI

Para ler a reportagem no site da Anistia Internacional, clique AQUI

por Miguelito Nervoltado

figura daqui

paul-krugmanEste blog reproduz a entrevista com Paul Krugman, prêmio nobel de economia em 2008, na Carta Capital.

Ele fala da crise mundial, crise na Zona do Euro (apontando Portugal como um país em ruínas), critica novamente a austeridade fiscal (ponto forte em sua teoria premiada com o nobel), fala da situação econômica do Brasil e como Lula/Dilma vêm conduzindo o país frente a esta crise que tortura todas economias do Mundo. Fala do que se esperar com a desaceleração do crescimento do PIB da China, e dá seus pitacos sobre Obama, políticas sociais nos EUA e possível cenário eleitoral com Hillary Clinton sendo favorita, caso se candidate.

Imperdível, para quem gosta de se informar. Para quem tem preguiça e/ou não se interessa, mas mesmo assim, gosta de dar pitacos e expor opiniões; ou para aquele que acredita que o Brasil está afundado numa crise irreversível e apocalíptica, leia essa entrevista e flexibilize suas convicções e certezas, expandindo seu campo de visão. 

Acesse à entrevista clicando AQUI

Acesse também nosso post sobre a Crise no Brasil, clicando AQUI

por Miguelito Formador

figura daqui

acordo-nuclear-ira-apUma pergunta a qual ainda não tenho resposta: por que o acordo anti-nuclear assinado nesse final de semana entre as potências ocidentais e o Irã é válido e merece ser comemorado?

Coloco isso, pois este mesmo grupo de países, chamado agora de “grupo P5+1”, ignorou o acordo conseguido por Lula (então presidente do Brasil), o primeiro ministro turco, Tayyip Erdogan, e o “temido” Ahmadinejad em 2010. Lembram-se disso? Na época, esses países descreditaram as várias horas de conversa e as assinaturas com aval da ONU para impor uma quarta “frente” de sanções ao Irã.

Tudo bem que nem Brasil, nem a Turquia eram ou são membros do Conselho de Segurança da ONU. Mas, na época, falava-se em conflito iminente, inevitável, e somente os dois países “toparam” enfrentar e conversar com o Irã. Um deles arriscava-se pela primeira vez fora de seus domínios regionais na América do Sul e o outro, conhecido aliado americano, é um dos mais influentes negociadores do Oriente Médio. O resultado veio, apesar da descrença do grupo de países “influentes” (EUA, França, Inglaterra, China, Rússia e Alemanha), como pode ser lido em declarações dos EUA aqui e da Rússia aqui.

Em 2010, véspera de eleições no Brasil, a incursão de Lula foi criticada e classificada como fiasco. Eu mesmo o critiquei; na época não via motivo de intervir em um assunto complexo e tão “distante” de nossa Nação. Hoje, todo o ocorrido foi esquecido; afinal, os únicos que ainda estão no poder são Barack Obama e Angela Merkel…

Ignorarei propositalmente alguns fatos, como: do Irã ter declarado (e continuar declarando) que o urânio por lá é para fins pacíficos, para gerar energia; do país representar um grande produtor de petróleo e opositor ao domínio americano (e, consequentemente, israelense) na região; daquele vírus desenvolvido para boicotar as usinas Iranianas de enriquecimento de urânio, do Brasil ter ajudado a evitar uma provável Guerra… Israel continua contra o acordo, descrevendo-o como grande erro e criticando diretamente os Estados Unidos. (aqui)

Oras, o ideal agora seria que a ONU e o tal grupo “P5+1” pressionasse Israel a abandonar o seu próprio programa nuclear. Mas isso nunca aconteceria! Afinal, o título de “polícia” do Oriente Médio pertence a eles, que seguem ocupando territórios de outrem e se desenvolvendo belicamente de modo impune.

por Celsão Revoltado

figura retirada do portal Terra aqui.

P.S.: Uma das notícias de 2010, contando sobre o caso, está aqui. Notícia recente do Terra aqui. E um excelente artigo também de 2010, do professor José Luís Fiori, com verdades que incomodam, pode ser lido aqui.

Até onde vai a nossa culpa?

Posted: November 5, 2013 in Comportamento
Tags: , ,

Crime_castigo Há duas semanas, saiu na mídia a notícia de uma condenação inédita nos Estados Unidos. Um jovem foi condenado a seis anos de prisão por ter cometido um assassinato, estando alcoolizado e ao volante.
Pode-se dizer que a condenação, ou ao menos o julgamento, foi inédito, pois o acusado gravou um vídeo com sua própria confissão. O vídeo, disponível em versão dublada aqui teve muitas visualisações nos EUA, chegando a 2 milhões de exibições. (em sua versão original)
O rapaz, além de confessar o crime, termina o depoimento digital com uma lição de moral digna de propagandas e programas educacionais.

O que mais me motivou a escrever esse post não foi a notícia em si, por si só interessante e surpreendente; mas a incrível semelhança com o livro “Crime e Castigo” do russo Fiódor Dostoiévski.
Pra quem não conhece a estória, a personagem principal comete um crime a passa boa parte do enredo imaginando situações hipotéticas de auto-delação, como se sua própria consciência o denunciasse. O autor narra o conflito filosófico com primor, fazendo o leitor também pensar e avaliar as ações do jovem Raskólnikov.

A atitude do jovem americano foi notável; mas me pus a pensar na razão dele ter gravado o vídeo, no número provável de pessoas que fariam o mesmo, nas famílias que incentivariam o ato, no juiz que não amenizou a sentença.
Daí pensei nas mentirinhas contadas na escola ou aos pais, nos pequenos atos ilícitos socialmente aceitáveis, como o primeiro cigarro ou o primeiro gole de álcool, primeira cerveja. Aquela primeira barbeirada raspando num outro veículo…

Muitas vezes pesamos na mente alguns atos cometidos e imaginamos a cena de outra forma. Muitas vezes ouvimos ações lamentáveis de parentes, amigos, colegas e as condenamos, julgando. Mas dificilmente nos imaginamos assumindo a culpa, como fez o jovem Matthew, ainda mais sabendo de todas as complicações decorrentes de um ato como esse.

Não conheço as leis em outras partes do mundo, mas aqui existe uma “máxima” incontestável que diz que o cidadão não pode criar provas contra si mesmo. O que aconteceria com esse vídeo por aqui? E o que dizer de confissões aos montes nas redes sociais do mesmo teor dessa realizada no vídeo gringo?
Provavelmente um experiente (e caro) advogado seria contratado pelo pai do autor do vídeo e o jovem permaneceria impune. O próprio Matthew aventou essa chance de impunidade, baseado numa mentira que contaria e numa falsificação feita por advogados.

Voltando à parte filosófica do tema para concluir: até onde iria a culpa do brasileiro? Até que ponto nossa consciência pesaria? E que rótulo levaria um réu confesso em vídeo?

por Celsão correto e filosófico

figura retirada do vídeo do youtube.

A notícia pode ser lida aqui e aqui.

Armas químicas na Síria

Armas químicas na Síria

O projetor é ligado. No telão do cinema, os espectadores comem, inertes, sua pipoca e tomam sua coca-cola gelada, de preferência, sem rato. A expectativa é grande, espera-se muita emoção, afinal, todo o filme de guerra proporciona emoções em demasia, e o choque, em alguns mais sensíveis.

O filme começa. O cenário é o Oriente Médio; o país em foco é a Síria. Nas primeiras cenas do filme. Numa sequência de rápidas cenas, mostram-se as instabilidades políticas e sociais do país e da região nas últimas décadas. Vemos conflitos, o rodapé da tela mostra a frase “guerra pela unificação de Egito e Síria. Década de 50“. A união fracassa. Um grande opositor à união, Hafez al-Assad, é nomeado chefe das Forças Aéreas, e o rodapé volta a mostrar “anos 60”. Novos conflitos: “Guerra dos 6 dias”. A Síria é derrotada, perdendo parte de seu território.

“1970”, o Assad dá um golpe de Estado, e assume o poder. Alia-se ao Egito, e começam uma guerra contra Israel. Perdem a guerra. Em Israel, a bandeira americana aparece triunfante balançando ao vento. Vemos cenas do ditador sírio apertando as mãos do ditador soviético, o que remete os telespectadores à Guerra Fria. Outras guerras sucederam-se, como a ocupação do Líbano, ainda na década de 70.

2000″. O presidente sírio tem um ataque cardíaco e morre. Assume a presidência seu filho, Bashar al-Assad. Este aparece em várias cenas discursando e sendo louvado pelo povo. No passar das cenas, entendemos que a euforia do povo havia passado, e volta a instabilidade social.

“2010”. Vemos clima de tensão, dessa vez, no Irã. EUA e aliados ameaçam invadi-los, acusando-lhes de estarem a enriquecer urânio para produzirem bomba nuclear. A interferência diplomática de alguns países evita uma guerra que poderia ser catastrófica. Os anos avançam, no rodapé “2010/2011”. Vemos greves, rebeliões e conflitos militares entre povo e exército. As bandeiras aparecem: Tunísia, Egito, Líbia, entre outras. “Primavera Árabe”. De repente, voltamos à Síria, o presidente discursa dizendo que não será fraco como seus vizinhos, e resistirá com todas as forças à qualquer tentativa de golpe.

A tela escurece, 10 segundos de silêncio. O filme recomeça a rodar em velocidade normal.

“2011/2012”. Vemos intensos conflitos na Síria. Vemos grupos rebeldes de extremistas islâmicos, conspirando e realizando investidas, atentados. A comunidade internacional pede intervenção na Síria, a qual não ocorre. Os conflitos continuam, em ondas, hora mais intensas, hora menos.

“2013”, “arma química lançada contra civis em território sírio”. Vemos cenas fortes, centenas de pessoas mortas, entre elas muitas crianças. A mídia ocidental, mais que depressa, anuncia: Assad usa armas químicas contra civis. Em seguida mencionam que Obama discute a possibilidade de invadir a Síria. Começam pressões internacionais, inclusive da ONU, pedindo que antes de se decidir por uma invasão, seja ao menos investigado quem foi o responsável pela utilização das armas químicas.

Uma equipe da ONU vai até a Síria com o consentimento do governo deste país, e ao chegar ao local onde a arma foi utilizada, são recebidos por tiros. O governo americano acusa o governo sírio. As análises da equipe da ONU prosseguem mesmo assim. Eles confirmam que foi utilizada arma química, mas não conseguem concluir quem a utilizou. Além disso, sugerem que autoria poderia ser dos rebeldes, lembrando que estes já utilizaram armas químicas anteriormente.

O presidente Obama e sua chapa da OTAN ignoram a falta de provas, e buscam apoio em seus legislativos para invadir a Síria. O clima esquenta. Alguns países voltam a se manifestar, dizendo que um ataque à Síria sem provas seria um equívoco e demonstração clara de interesses imperialistas. O Irã diz que se a Síria for atacada, eles (Irã) atacarão Israel, que virará pó! A Rússia diz que auxiliará o Irã, além de atacar a Arábia Saudita (aliado americano). Os rebeldes iraquianos dizem entrar na briga para apoiar a Síria, e que farão ainda mais atentados contra os americanos no Iraque.

E assim, o filme termina.

Não, o filme não acaba, pois não é filme, mas sim, vida real. A história se repete, e a força deixa a história mal contada. Criam-se álibis, a verdade é distorcida, manipula-se a opinião pública, e uma nova guerra se inicia sem que a maior parte do mundo tome conhecimento dos reais motivos da mesma: Dinheiro! Foi assim no Iraque, no Afeganistão, no Irã, e em vários outros conflitos no decorrer da história. Agora, a bola da vez é a Síria.

O discurso da chapa ocidental, liderada pelos EUA, é sempre o mesmo, com ar de “polícia do mundo”, e que querem levar democracia para os outros países. Balela! Aqui estamos a tratar do domínio geográfico do Oriente Médio, maior fonte de petróleo do mundo. Só que desta vez, a guerra pode tomar proporções maiores. Estamos vivendo na iminência de uma Terceira Guerra Mundial.

EUA já controlam, ou têm o apoio da Turquia, Arábia Saudita, Israel, Egito, Jordânia, Qatar, entre outros. Para ter o controle praticamente total de região, resta-lhes controlar a Síria e o Irã, que são os governos mais fortes não aliados.

Enquanto isso, nós cidadãos estamos sentados comendo pipoca e tomando coca-cola, de preferência, com rato. Continuamos nos preocupando com coisas banais de nossas vidas, e damos pouca, ou nenhuma atenção ao fato de que uma Terceira Guerra Mundial pode estar prestes a acontecer, e todos nós, e nosso planeta como um todo, corremos enormes riscos.

por Miguelito Formador

Salvador Allende e Fidel Castro

Salvador Allende e Fidel Castro

Hoje é 11 de setembro.

Dia que lembra à maioria, o ataque às torres gêmeas, episódio que gerou revolta, depois constrangimentos e mais tarde muitos lucros aos EUA e à indústria bélica com “o combate ao terrorismo” e as guerras que se sucederam.

Mas também lembra a alguns poucos, o golpe militar americano no Chile em 1973, que hoje completa 40 anos, que culminou com o “assassinato” do presidente,  Salvador Allende, eleito pelo povo, e com o estabelecimento de um regime militar anti-nacional e pró-americano até 1990, marcado por ser a ditadura militar mais violenta que existiu na América Latina, com cerca de 50 MIL mortos e desaparecidos!

Este post é apenas uma nota, ou, usando um termo ianque, uma short note. Pra quem quiser ler mais a respeito, recomendo esse link.

É justo fazer um minuto de silêncio às vítimas do atentado de 2001. Mas, se colocássemos no papel, todas as vitimas feitas pelo Tio Sam através da promoção da guerra e distribuição de armas, e fizéssemos proporcionalmente minutos de silêncio, quanto seria?

Apenas como reflexão…

por Miguelito Nervoltado e Celsão revoltado

P.S.: A espionagem americana nada mais é que uma ferramenta imperialista, assim como as guerras e golpes militares. Leia nosso artigo sobre a espionagem americana no Brasil aqui

figura daqui

wickedsunshine_unclesam_watchingyou_750x900Sei que o tema já é “antigo”, mas segue recorrente na grande mídia. E eu gostaria de expor minha revolta a respeito…

Me parece que “mexeram” com o jornalista Glenn Greenwald, do “The Guardian”, que fez as primeiras denúncias no início de Junho. (pra quem não viu, mantiveram o companheiro desse jornalista em Londres por quase nove horas “sob investigação”. Esse tempo é o limite estipulado pela lei daquele país, quando há suspeita de associação ou cooperação com terrorismo).

Pois é, parece que a rede Globo “ganhou” a confiança do senhor Greenwald e está divulgando a conta-gotas, documentos confidenciais, disponibilizados pelo ex-agente da NSA, Edward Snowden.

Oras, aí começa minha revolta…

Sou muito pouco inteligente ou esse tipo de espionagem era lógica e esperada? Dado o domínio tecnológico e preocupação em permanecer como hegemonia local e global…

Inúmeras reportagem de meios não-convencionais já haviam explorado esse tema, aqui um vídeo no youtube apresentado pelo Bob Fernandes de uma exposição de reportagens escritas por ele.

Pra mim, pensar em hotmail, google, facebook, yahoo, e mesmo os “aposentados” aol, orkut e altavista, sem crer que havia desde sempre um controle sobre o conteúdo circulante… É muita ingenuidade!

E essa estratégia de “vazar” os documentos ultra-confidenciais um a um?

Primeiro foi a divulgação “geral” das espionagens no Brasil, uma vez que nosso país é classificado como um dos países-ameaça pelo Tio Sam. Esse vazamento “revoltou” a presidente e a alta cúpula do governo, que exigiu inúmeras vezes uma explicação dos americanos. Até que o ex-secretário de Estado, Sr. John Kerry disse que espionaram sim e que foi pro nosso bem (aqui). Cá pra nós, mais típico impossível.

Depois (em reportagem exclusiva do Fantástico), veio a confirmação que a presidente, seu e-mail e ligações telefônicas, bem como o próprio Palácio do Planalto foram alvo do sistema montado pelos gringos.

Agora divulgaram uma nova reportagem exclusiva (contendo figuras e gráficos já utilizadas pelo mesmo canal e mesmo programa) contando que a Petrobrás também foi espionada, sem detalhes sobre as informações obtidas, duração ou época das “escutas”.

Ridículo!

É óbvio que, uma vez iniciado o processo de espionagem, líderes de governo, empresas nacionais e órgãos públicos seriam os primeiros alvos.

Daqui a pouco dirão que os ministérios da Fazenda e Planejamento, o Banco Central, as forças armadas, a Embraer ou as empresas do Eike Batista foram (ou ainda são) espionados. E só falta gerar mais surpresa e indignação.

E não adianta demitir o Patriota… Não creio que ele, o substituto, Luiz Alberto Figueiredo, ou qualquer que entre no posto, vá convencer os americanos de não exercerem indistintamente a invasão tecnológica com a desculpa de terem a obrigação de ser “a polícia do mundo”.

por Celsão revoltado

figura retirada daqui

Evo_Morales

Evo_Morales

A humanidade parece caminhar em busca de mais liberdade e respeito à liberdade do próximo. Parece caminhar em busca de um convívio pacífico e de direitos iguais, com leis mais justas e melhor aplicadas, e que valham para todos.
Alguns mais ingênuos acreditam que hoje em dia, barbáries como o holocausto judaico na Alemanha e outras estórias do século passado, não podem mais acontecer, pois temos uma mídia ampla que garante a velocidade da informação do mundo globalizado, leis mais duras e mais justas, e órgãos como a ONU que são a voz maior sobre o zelo mundial. Doce ilusão.

Prova disso é vermos os EUA invadindo o  Iraque sem aprovação da ONU, e com um pretexto que nunca foi comprovado: presença de armas nucleares. Hoje todos sabem que tudo era questão de petróleo e de imperialismo na região. No Afeganistão, a história é parecida. Do mesmo jeito que se sabe no Brasil, que os EUA sempre estiveram por trás de nossa ditadura militar, sabe-se na região do Afeganistão/Paquistão/Cazaquistão/Índia que a invasão do Afeganistão tem, possivelmente, como principal motivo, o controle da produção e vasão de drogas da região. Para quem não sabe o Afeganistão é o maior produtor de drogas da região e principal abastecedor da Europa e Ásia.
Ainda sobre o Afeganistão, é trágico o incidente no WTC, e isso se agrava pelo fato de haver tantas evidências documentadas, além das lógicas, que nos levam a crer uma trama interna para criar um pretexto de invasão.

Claro que temos outras dezenas de guerras civis e guerras entre países acontecendo no mundo atualmente. Mas essas são desinteressantes o noticiamento, pois acontecem entre povos que não têm valor, por serem pobres; portanto sem nomes, sem alma, sem importância, apenas números. Somente quando há possibilidade de ganhos políticos e financeiros altos, a situação recebe as rajadas dos holofotes midiáticos.

Sabemos também que, por trás de muitas dessas guerras, tanto aquelas onde os EUA são os protagonistas, quanto as outras, um dos principais motivadores é a indústria bélica, que, de alguma forma, precisa fazer negócios. E nada melhor para os seus negócios que uma guerra. Invente motivos para que um povo tenha raiva de outro, e vice-versa, e dissemine isso através da mídia. Daí bastam algumas jogadas políticas e pronto, tem-se uma guerra. Vários grupos têm enormes lucros, enquanto alguns pobres sem nome e sem importância, se matam.
(Cliquem AQUI para assistirem ao documentário de Michael Moore, Bowling for Columbine, sobre o porte de armas/indústria bélica)

Mas por que passei por toda essa introdução? O ocorrido da semana passada me chocou quase tanto quanto a invasão do Iraque. O presidente da Bolívia, Evo Moráles, estava em visita à Rússia, e no caminho de volta para Bolívia, foi forçado a desviar seu voo, parar em Viena, pois havia indícios de que Snowden (que revelou ao mundo que Bush e Obama monitoravam/monitoram a internet e a telefonia do mundo. Clique AQUI para ler mais sobre isso em um outro artigo nosso) poderia estar embarcado na aeronave do presidente, e seria levado para a Bolívia para receber abrigo político.
Daí eu me pergunto: como pode um país impedir que o voo de um presidente prossiga, somente por uma suposição que este, poderia estar levando em seu avião um fugitivo político de outra Nação? Eu nem vou entrar no debate se o tal de Snowden deveria mesmo ser preso ou não. Nem vou entrar em detalhes sobre como funciona a legislação internacional para abrigo político. Nem vou comentar sobre a impenetrabilidade de Embaixadas e veículos oficiais. Mas o fato é que, interceptar a aeronave de um presidente, por causa de uma suposição, me parece um ato quase de guerra!

Mas não faz mal, não é mesmo? Afinal, é o presidente da Bolívia e ele tem tendências socialistas. Já pensaram se fosse o Obama voltando do Brasil para os EUA, impedido de abastecer seu avião no México, obrigado a voltar e pousar na Venezuela, onde sofre um interrogatório feito pelo próprio Maduro? Adivinhem o resultado disso! Será que os EUA depois declarariam guerra à Venezuela? …Se bem que, se tratando de países hegemônicos, cujo melhor exemplo atual são os Estados Unidos, eu apostaria que tudo seria armação, para servir de pretexto para invadir a Venezuela de vez, desbancar o governo de esquerda vigente e então pegar todo o petróleo para si só; marginalizando a sociedade novamente, como bichos, números…

Mas é o Evo Morales, um índio boliviano, presidente de uma país pobre… Então, leis internacionais para quê, né? Diplomacia, para quê? Ela é importante para quem pode oferecer algo em troca.
Engraçado que no facebook, tirando as pessoas extremamente politizadas, ninguém comentou isso. Mas a vinda dos médicos cubanos, aí sim, isso é uma atrocidade e desrespeito à sociedade.
Enquanto as pessoas não perceberem como isso tudo está conectado (consumismo, poluição do meio ambiente, riqueza vs fome, indústria de armas, indústria farmacêutica, bancos, agronegócio, petróleo, capitalismo, demonização de governos sociais, demonização de Fidel Castro, Hugo Chávez, invasão do Iraque, Osama Bin Laden, Sadam Hussein, ataque ao WTC, ditaduras militares, alienação e manipulação do povo através de um ensino falho e uma mídia super manipuladora e geradora de ódio e medo, revelações de Savange no “Wikileaks” e Snowden, intercepção do avião de Evo Morales, desmatamento, superaquecimento do planeta, poluição, pobreza e miséria), continuaremos sendo tão dominados quanto éramos no período do Império Romano; só que de forma mais eficiente, pois naquela época as pessoas tinha consciência da submissão, mas nada se podia fazer, por causa da força bruta dos dominantes. Hoje em dia, não se sabe da submissão, pois os artifícios para nos transformar em seres não-pensantes são tão eficientes, que quase tornam desnecessária a intervenção brutal. Mas quando, em alguns episódios de exceção, essa balança perde o equilíbrio, temos de volta a velha companheira, força bruta!

Para ler uma das notícias sobre a intercepção do voo de Evo Morales, clique AQUI.

por Miguelito Formador

figura do site

Democracia, liberdade, direito de privacidade. Uma ova!!!

Democracia, liberdade, direito de privacidade. Uma ova!!!

Replicando um texto sucinto, mas assertivo.

Big Brother Obama

Jornal Público, 07/06/2013

 A Administração Obama fez tábua rasa do velho princípio traçado no século XVIII por Benjamin Franklin que advertia: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.”
Em nome do combate ao terrorismo, um tribunal especial autorizou a Agência de Segurança Interna a aceder às chamadas telefónicas de qualquer cidadão.

Não se discute o putativo alcance desta medida para se obter informações sobre os contatos de prováveis terroristas. O que se discute é se essa probabilidade justifica que um direito elementar dos cidadãos, a sua privacidade, seja violado. Ou se vale a pena constranger a liberdade básica que confere a cada um o direito de falar com quem entender em nome de uma pretensa política de segurança.

Esta pulsão securitária que trata todos como suspeitos é, ao que se sabe, uma herança de George Bush. Esperava-se que Obama, em coerência com o seu discurso, a revogasse. Não revogou. A sua aura de político diferente voltou a degradar-se.

…….

Comentário 1 do blog: Se fosse Hugo Chávez, ou Fidel Castro, a mídia e a classe média já teriam caído em cima chamando esta ação de ditadura, terrorista, comunistas demonizados, e coisas do tipo não é?
Comentário 2 do blog: Onde estão os tão aclamados direitos e liberdades do cidadão, condimentos básicos e triviais da tal Democracia que tanto se enaltece no mundo contemporâneo. Em tempo: Em breve um post que tratará deste termo democracia, e sua função como parte integrante do controle de massa e bestificação das sociedades.
Comentário 3 do blog: Nos últimos anos, várias informações secretas, não só americanas, mas de vários países, grandes empresas, bancos, etc, têm vindo à tona, principalmente após as divulgações do Wikileaks. Só continua alienado, achando que várias questões absurdas são teoria da conspiração, quem realmente quer se manter alienado. Para evoluir e crescer intelectualmente e como indivíduo, tem que ter vontade e humildade, isso já basta.

por Miguelito Formador

->Figura retirada do link