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wersm-facebook-like-gating-657x360Pessoal, bom dia.

Devidos a diversos fatores, os quais alguns de vocês já conhecem por terem uma relação de amizade mais próxima e íntima comigo, irei desativar minha conta de Facebook por tempo indeterminado.

Não quero aqui descrever os motivos, pois eles são muitos e meus. Mas obviamente, não é preciso eu mencionar que um destes motivos é a minha frustração com os caminhos político-sociais escolhidos por uma grande parcela da sociedade brasileira, incluindo-se nesse grupo a grande maioria dos meus conhecidos de longa data, gente que rodeou minha vida desde de meu nascimento, por pertencermos ao mesmo extrato social. Esses caminhos escolhidos por estas pessoas, legitimaram e culminaram na concretização de uma série de aberrações práticas da política brasileira.

Sempre tentei deixar claro que minha luta ideológica não é por mim, mas sim pelos outros. Afinal, se alguém vê interesse pessoal meu quando eu defende os direitos de negros, pobres, mulheres, homossexuais, umbandistas, muçulmanos, obesos, índios; ou dos palestinos, iraquianos, nigerianos, é porque realmente a pessoa não me conhece ou está delirando. Eu sou um homem, brasileiro, branco, hétero, de classe média alta, agnóstico (mas criado numa família católica), magro… simplesmente, não faz sentido eu agir e lutar por interesse pessoal.

Batalhei muito nos últimos anos para evoluir em caráter e espiritualmente. Esforcei-me de forma descomunal (a maior parte de meu tempo livre dedicado a estudos, busca de informação e busca por debates construtivos, o que significa, 1h a 4h diárias, todos os dias, há anos) para, mesmo sendo um engenheiro da área técnica, me tornar uma pessoa bem informada, atenta às mais complexas e diferentes “verdades” sobre o mundo. Informei-me e formei-me, e compartilhei o conhecimento adquirido com o sonho de trazer um pouco de luz nesta escuridão da alienação, individualismo e irracionalidade que assola a sociedade brasileira. Não que eu seja o dono da verdade, mas me esforcei para estar acima da média do conhecimento da massa, e me aproximar mais das possíveis verdades, o que faz, matematicamente, a minha chance de acerto ser bem maior que a chance de acerto de quem se encontra no “senso comum” (a grande massa), os mal informados, ou alienados pela grande mídia.

Tudo isso foi SEMPRE feito por sonhar com uma sociedade mais igualitária, uma sociedade mais respeitosa com as diferenças culturais, anatômicas e vontades alheias, uma sociedade mais consciente e preocupada com o meio ambiente, uma sociedade menos individualista e mais coletiva, uma sociedade menos hipócrita, uma sociedade menos refém dos meios de comunicação e de um sistema educacional deteriorado.
Sempre sonhando…..

E continuo sonhando.

Mas o momento que vivemos, de ascensão da intolerância, intensificação da alienação/manipulação, avanço do ódio e do fascismo, causa-me uma frustração indescritível. Sinto-me preso dentro de um quarto com “vidro falso”, onde quem tá dentro vê o que está fora, mas quem está fora não vê o que está dentro, e esta sala ainda é acusticamente isolada. Eu lá de dentro, vejo as pessoas lá fora sendo comandadas por cordas de fantoche e sendo guiadas para o caldeirão fervente. Eu tento gritar, esmurro o vidro, me desespero, quebro meus bracos, estouro minhas cordas vocais, tentando ser ouvido… mas sem efeito. E no fim, ainda tenho que assistir um por um, desde as pessoas desconhecidas, até aquelas que mais amo, deixarem-se serem atiradas dentro do caldeirão fervente.
Essa dor é uma das mais doídas que já senti.

Isso não é só pelo Impeachment de Dilma, mas sim pela vista grossa e teimosia em não aceitar que o atual governo interino está desmontando o Brasil, e se ficar 2 anos em vigor, nos retrocederá aos fins da década de 80, quando cessado o período militar, ou talvez pior, pois teremos as áreas estratégicas de nossa economia entregue aos corvos gringos. O desmonte social pode ser recuperado no futuro, em algumas décadas de governos razoavelmente honestos e nacionalistas. Mas o desmonte econômico, esse pode durar séculos para ser recuperado, ou talvez, nunca mais…..

….

A maioria que me conhece superficialmente me chama com frequência de “extremamente racional”, e às vezes até de frio e insensível.
Minha mãe, já me disse que sou 100% sensibilidade e emoção.
Alguns dos meus melhores amigos dizem que sou os dois, 100% razão, 100% emoção, afinal, emoção e razão não são conceitos antagônicos.

O fato é que, com a sensibilidade que tenho, está FODA ver “vocês” cavando suas próprias covas. E o Brasil é só uma ilha do arquipélago. Vejam o que ocorre no mundo! Se não sabem do que estou falando, deem uma lida no “meu” blog para verem as questões que mais me incomodam (e ao Celso) mundo afora.

Além de desativar meu Facebook por tempo indeterminado, também entreguei a administração completa do blog Opiniões em Sintonia Pirata https://www.facebook.com/OpinioesEmSintoniaPirata/?fref=ts ao Celsão. Vez ou outra, se calhar, poderei escrever algo para o blog, mas inicialmente tanto a administração quanto a produção literária do blog está concentrada nas mãos do Celsão.
Espero que meus amigos continuem lendo o excelente e admirável trabalho do Celso, pois eu estarei atento a tudo que ele escreve, afinal, é uma de minhas melhores fontes de informação.

Também já avisei à direção do Jornal Gazeta Regional de Ubá, que não pretendo mais colaborar com minha coluna “Do mundo para Ubá: sem meias palavras”.

Peco perdão e a compreensão, dos leitores do blog e do Jornal.

Abraços fraternos a todos, e os meus mais sinceros desejos de um despertar crítico e de evolução espiritual.

por Miguelito “ele mesmo” – licença poética e paródia a Fernando Pessoa feita por Celsão

 

FacebookQuem acompanhou o caso, viveu o absurdo, o achincalhamento da exposição escancarada e desnecessária das redes sociais.
Quem estava na Lua, ou tem a sorte de só participar de grupos de WhatsApp corporativos ou construtivos e também de ter no Facebook somente pessoas que não compartilham piadas de mau gosto (ou de ter bloqueado da linha do tempo estes)… realmente é sortudo.
Resumindo bem o fato, a Fabíola traiu o marido com a desculpa de ir fazer as unhas. O marido pegou-a em flagrante com o amante, um amigo filmou e divulgou o vídeo. A partir daí, fotos, montagens, outros vídeos, piadas, tudo fazia referência aos personagens, muitas vezes deturpando o caso e expondo (principalmente) a mulher.

Minha opinião começa lamentando o machismo do brasileiro.
O amante sai sempre como herói, não importando a condição social ou estado civil.
O marido traído, quando se indigna e/ou penaliza a mulher, também é herói. É ainda mais enaltecido se abusa da violência, principalmente contra a mulher.
A leitura machista não aceita que os direitos iguais propõe-se para todas as situações, traições incluídas.
“Também, né… a mulher mereceu!” ou “Um homem de verdade não pode aceitar uma traição” ou “É feio a mulher trair” me entristecem profundamente. A mulher pode trair sim, pois tem as mesmas vontades e fraquezas dos homens. Se geralmente não as têm na mesma medida (por serem superiores, eu diria), não implica que devam permanecer castas e ingênuas ante a relacionamentos vazios ou a homens sem escrúpulos.
Chega de usar os adjetivos “vagabunda” quando é ela e “garanhão” quando é ele!

Acredito que a vergonha do flagrante seja suficiente para o exercício interno de pensar e repensar nos atos cometidos, que é bem importante. Aliás, todos os envolvidos direta e indiretamente repensam a vida e podem (devem) avaliar as amizades e a exposição que estão submetidos nas redes sociais.

Voltando rapidamente ao tema da desculpa, que diferença faz?
Uma viagem de negócios, uma visita a um parente, uma cerveja com amigos, futebol a noite com o pessoal da empresa… Tudo serve ou serviria como desculpas para uma traição, ou várias.

Agora falando sobre as redes sociais: o que leva uma pessoa a filmar já pensando em compartilhar esse material com desconhecidos?
E o que leva outros a seguir encaminhando, compartilhando uma humilhação, uma revelação, um segredo?
Creio que isso já é e será por muito tempo tema de estudos e teses de acadêmicos de Sociologia e de estudiosos do comportamento humano. Os porquês, a “nova necessidade” de compartilhar e julgar, as especializações relâmpago do Facebook…
Pra mim, numa análise rasa, primeiro vem a necessidade de fazer-se conhecido, vangloriar-se de ter obtido a informação em primeira mão, de ter vídeos eróticos da funcionária do banco X ou da empresa Y.
O que é péssimo!
Sem medo de errar, digo que carreiras foram comprometidas, famílias se desfizeram e problemas psicológicos surgiram graças a esse bullying cibernético e “anônimo” (pois todos pensam que estamos anônimos na internet). Se nós nos esquecemos dos nomes, empresas e rostos, dificilmente os vizinhos e parentes terão a mesma “sorte” e isso levará a mais provocações e mais bullying.

No site onde encontrei a foto, estavam listados alguns dos pontos-chave da Revolução Francesa. Cito dois: O respeito pela dignidade das pessoas, que estamos ignorando com esses atos anormais; Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei, que esquecemos completamente com o machismo que praticamos e difundimos.

Onde será que isso vai parar? Na suspensão dos softwares de compartilhamento? Na sanção do uso do Facebook a alguns usuários adictos?

Difícil de dizer hoje.
Uma das tristes consequências foi a interrupção, temporária, mas efetiva, das discussões sobre política, sociedade, desenvolvimento da Nação, que poderiam estar ocorrendo nos mesmos meios. (sim, é o Celso utópico falando aqui novamente!)

por Celsão revoltado

figura retirada daqui

P.S.: me nego a divulgar links sobre o caso citado. São acessíveis através de uma rápida busca no google, pra quem não conhece ou não ouviu sobre o assunto.

Colorido_conquista_homossexuaisMuitos de vocês leitores não sabem, mas eu e Celsão temos um acordo democrático: antes da publicação de qualquer artigo nosso, o outro tem que ler, tecer comentários, críticas, e depois aprovar (ou não) para que o outro possa postar. É uma das regras que criamos para melhorar a qualidade de nossos escritos, e evitar que nem um, nem o outro, num deslize, corra o risco de publicar algo que esteja contra os valores e a base ética do outro.

Pois bem, Celsão postou anteontem, no dia 01.07.2015, um artigo sobre os coloridos do facebook em homenagem à conquista dos homossexuais nos EUA (para acessar o post, clique AQUI). Como de costume, li o texto antes de sua publicação, e repliquei ao Celsão por e-mail, fazendo críticas construtivas, e mostrando meus receios quanto ao post. Concordamos então que ele publicaria o texto, e que eu deveria usar o e-mail que lhe enviei para fazer um “post resposta”.

Assim sendo, segue abaixo o e-mail enviado ao Celsão.


Mano, bom dia.

Estamos diante de um assunto complexo, pois está dividido de forma que, de um lado encontram-se posições profundamente progressistas e humanistas, e do outro, a futilidade da sociedade modista e escrava do senso comum.

Os modistas, muitos deles racistas e homofóbicos na prática, colorem suas fotos por ser moda, ou por terem amigos gays que eles gostariam que vissem seu apoio: hipócrita.

Os progressistas e humanistas, em sua maioria colorem suas fotos por verem o país mais poderoso do mundo, de tendência conservadora, extremamente religioso e ortodoxo, e que exerce demasiada influência cultural e ideológica sobre o povo brasileiro, dando um passo democrático e de justiça.

Ora, mas para esses, por que é mais importante os EUA darem um passo, que o Uruguai?
Pois simplesmente é!
Uma coisa é o que idealizamos como mundo ideal, outra coisa é o mundo que existe.

O professor Lopes, meu amigo e meu oráculo, queria um mundo sem igrejas. Assim, ele assume posturas críticas ao Papa e a qualquer membro representante de qualquer igreja, independente do que aconteça. Isso se deve à manipulação ideológica e intelectual que as igrejas exerceram e exercem sobre os povos durante toda a história da humanidade, e por serem elas as maiores responsáveis por guerras e holocaustos no mundo. 
Eu, aprendiz dele, tento passar-lhe meu raciocínio, que, atualmente, pensar em extinguir igrejas é uma utopia impraticável. Por isso, assumindo que o Papa VAI existir, então, melhor que seja um que teça palavras menos radicais e preconceituosas sobre homossexuais, melhor que seja um que ataque o capitalismo e o sistema financeiro, que critique o acúmulo de renda sem controle, e que diga que o problema da pobreza pode ser resolvido entre os homens, e não precise de Deus para tapar o buraco dos pobres.
Ele diz achar meu raciocínio interessante.

Analogamente, se é para haver uma nação imperialista, que domina militar- cultural- e economicamente o mundo, então que essa nação dê cada vez mais exemplos de evolução democrática, nem que seja internamente.

Imagine quantas centenas de milhares, ou milhões de pessoas não foram beneficiadas com esse passo do Governo Americano?!?! Pegando o exemplo onde você, e tantos críticos mencionam o fato de no Brasil já termos desde 2013 o casamento homoafetivo legalizado pelo judiciário, eu preciso te lembrar da simbologia: uma coisa é o pouco conhecido e pouco popular STF se adiantar ao Governo (Legislativo e Executivo) e bater o martelo provisoriamente. Outra coisa é o Presidente da República se pronunciar em nome de toda nação, oficializando uma conquista tanto legalmente quanto ideologicamente. Há aí um abismo, e esse abismo é a distância que existe entre um procedimento burocrático legal e um reconhecimento legal que venha acompanhado de toda a simbologia, coragem e visibilidade que o assunto merece. A simbologia, neste caso, é tão importante quanto a própria conquista, pois somente elas juntas podem levantar a bandeira da conquista. 

Penso que a conquista dos gays americanos deve ser comemorada sim. Tanto por eles, quanto por todos nós. Até porque, mesmo na superpotência há minorias (principalmente lá?), e vitórias como estas devem sempre ser comemoradas.

O seu post é bacana, mas meu medo é o mesmo medo de quase sempre: quem ler, entenderá a crítica seletiva e profunda, ou lerá de forma conservadora e reacionária? Afinal, a maioria das declarações contrárias e críticas à comemoração deste episódio, vieram de reacionários, fascistas, direitistas, e gente que tentou desqualificar essa comemoração, normalmente dizendo que haviam causas mais importantes esperando por nossa comoção, como a fome no mundo (lógico, as pessoas que usaram esses argumentos são classe média ou elite, eleitores de Aécio, e contrários ao Bolsa Família, assim como qualquer programa e ação governamental que visem distribuir renda e trazer dignidade ao povo carente).

Por isso, tenho medo de tais posts. Mas, não acho seu post extremo, nem reacionário. Acho inteligente, e a crítica, se lida da maneira correta, é muito válida. A crítica ao imperialismo e ao quanto algo que acontece nos EUA nos comove, mostrando que somos terreiro destes e precisamos sempre de seu “alvará”, também é super válida e certeira.

Mas….. o meu medo, como de costume, é dos olhos dos leitores, e se estão preparados para “lerem com os olhos certos”, e te entenderem.


por Miguelito Formador

post rarounDeu vontade de manter somente a publicação do colega Raroun como post aqui; tal a sua simplicidade em dar o recado, seu poder de síntese.

Concordamos com a extensão dos direitos civis à comunidade LGBT e com a união legalizada de pessoas do mesmo sexo; Afinal, são pessoas que pagam seus impostos e têm os mesmos deveres de todo cidadão; nada mais justo disfrutar dos mesmos direitos.

Só me espantei, verdadeiramente, com a indisfarçável sincronia entre a aprovação do casamento na terra do Tio Sam (ou “Terra Santa” para os mais alienados) e as cores no Facebook.
Legal. Vamos mostrar que estamos de acordo com o casamento gay, com os direitos civis, que somos contra essa (e outras) discriminações! Nós mesmos colorimos a nossa foto!
Mas… precisava ser após os EUA? Muitos países Europeus possui legislações deste tipo há anos! E a nossa vizinha Argentina garantiu a igualdade de direitos civis a casais do mesmo sexo em 2010 (aqui). E, mesmo nós, tupiniquins e atrasados juridicamente, já extendemos (ao menos) esse direito, já “libertamos” esse grito há algum tempo (achei aqui notícia da aprovação pelo STF no longíncuo 2011)

Essas “ondas” de imitação americana é que me preocupam e entristecem.
Daria para seguir o modelo de desenvolvimento da Coréia, baseado na educação.
Daria para copiar a política de exploração de riquezas naturais do Chile, que privatizou parte da extração, mas guarda uma porcentagem em reservas por saber que as minas de cobre não são eternas.
Daria para se basear no modelo de pequenos financiamentos da Índia, para incentivar pequenos empresários e proprietários de terras, incentivando a agricultura familiar e a pequena propriedade rural.
Daria para buscar no mundo outras referências, menos imperialistas, centralizadoras, nações menos armamentistas e menos racistas (e os Estados Unidos o são, mesmo tendo um presidente negro); nossa referência deveria ser um país mais igualitário!

Sem mais demagogias e delongas, espero de todos os que colorem as fotos não o faça simplesmente por “estar na moda”. Que pratiquem de verdade o exercício da tolerância.

por Celsão correto.

figura retirada do Facebook

rolezinhonoleblonPois é… Rolezinhos. Aquilo que os jovens de férias pelo Brasil têm marcado via redes sociais, quem diria, está virando um problema político e social.

Político, pois alguns já sugerem que os governantes recebam alguns dos organizadores para entender o que eles querem com isso. (!?!)
Parodiando o grande Stanislaw Ponte Preta e sua personagem Tia Zulmira, a filósofa da Boca do Mato: “Mas os meninos só querem encontrar outros meninos, se divertir, conhecer garotas. Pra quê complicar?

Social, pois estamos diante de uma demonstração clara de preconceito e abuso do poder por parte de empresários.

Aqui vão algumas palavras minhas sobre o tema. Como tudo nesse blog, independentes e diretas…

– É fantástico como as redes sociais realmente pulverizam a informação. Um convite que começou com um “vamos dar uma volta no shopping tal” e “curta e compartilhe”, virou meme (pra quem não sabe o que é, segue o significado de meme) e atraiu milhares de confirmações.
– É incrível como existe um senso de competição entre os jovens. Sadio, quando controlado e sem abusos. O primeiro convite gerou outros e frases do tipo “nós aqui da zona norte(-oeste-sul-leste) temos de fazer melhor que eles!”
– Daí vem, claramente, a incapacidade dos centros de compras em receber de uma só vez alguns mil jovens, não há preparação possível. Muito menos treinamento para os seguranças
– Então entendo (só um pouco) o lado dos donos de shoppings. Sem estrutura e sem preparo, melhor tentar prevenir a “invasão” dessa galera, proibindo-os de entrar.

Pra quem acompanhou o pensamento. Até faz sentido…
Se… os jovens não fossem em sua grande maioria da periferia e negros
Se… esses jovens não chegassem ao shopping ouvindo funk ostentação num alto volume
Se… alguns desses jovens não tivessem a consciência do “choque de acessos” que estão causando
Se… a classe média não se sentisse agora acuada e preocupada com essa apropriação do espaço “dela” pelos desfavorecidos

Este choque entre ricos e pobres e, em menor grau, negros e brancos; entre os dois lados da marginal, entre os que têm e os que gostariam de ter, abre a ferida do preconceito velado. Mostra (aos que sabem ler) a mais nua e crua objeção da classe média aos ascendentes ou àqueles que (com muito esforço) usam as marcas badaladas da própria classe média.
Por quererem ser aceitos, ou melhor, para se sentirem incluídos, parte da sociedade, ou mais profundo ainda, para se sentirem GENTE, os jovens pobres lutam para comprar e ostentar as marcas da moda. 

E a resposta da elite é simples: é o “absurdo” de permitir que pessoas “sem cultura” invadam “nosso espaço”, o espaço das patricinhas dos Jardins (-Mooca-Santana-Leblon).
Se entrarmos no detalhe antropológico do movimento, a elite não vê os pobres nos shoppings, logo eles não existem; e os pobres não sabiam que podiam frequentar o shopping, pois aquele “mundo” não é o meu!
Embora eu não creia que haja real consciência disso na maior parte dos organizadores destes “passeios”, tenho visto isso: a invasão e o choque de acessos! Vejo donos de shoppings perdidos, que não querem perder os clientes, mas não sabem o quê fazer.
Todo jovem negro já foi “seguido” por um segurança (também negro) nos shoppings da elite Paulista (Iguatemi, por exemplo). O problema agora tornou-se maior e fora de controle, pois não é um grupo pequeno de garotos negros, mas milhares deles.

Importante salientar também que, em alguns casos, foram registrados roubos, entre correrias. Ninguém informou se as correrias foram provocadas por ação da polícia ou por própria iniciativa de alguns poucos jovens vândalos. Mas, para a elite, os roubos são um prato cheio…

Vejamos o que mais vem por aí.

por Celsão correto.

– Ao invés de colar links diversos da imprensa sobre o assunto, segue um texto de uma antropóloga – aqui.

– Encontrei também um vídeo-paródia hilário que retrata bem as duas interpretações do “fenômeno”, através dos olhos de um político – aqui.

– Se quiserem ler um pouco sobre Tia Zulmira, segue trecho de entrevista com a personagem. (link)

– figura retirada daqui. Rolezinho marcado no Shopping Leblon com mais de 8000 confirmados!

Rumo às 300 curtidas

Posted: December 13, 2013 in Outros
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OESPOntem passamos de 196 “curtidas” no facebook, para 242, ultrapassando a marca dos 200.

Estamos muito felizes com essa etapa, pois significa mais pessoas acompanhando nosso trabalho, dedicado voluntariamente à tentativa de trazer informação de maior confiabilidade, numa visão alternativa à da mídia convencional e das verdades absolutas ensinadas, com frequência, nas escolas e dentro dos lares.

Obrigado a todos os nossos leitores pela força. Continuaremos buscando cada vez mais, com humildade e perseverança, instigar o senso crítico, os questionamentos, ampliar e aprofundar o conhecimento, e abrir os horizontes da “visão” e compreensão de cada um que nos lê. 🙂

@ Divulguem nosso blog entre seus amigos, ajudem-nos a alcançar ainda mais pessoas e tornar nosso trabalho mais impactante. Aqui nossa página no facebook: https://www.facebook.com/OpinioesEmSintoniaPirata

Um abraço fraterno a todos,
Miguelito e Celsão.

Uma forma criativa  e divertida de descrever os bastidores da Segunda Guerra Mundial. Para os usuários, ou não, do Facebook.

http://www.nuvemuniversal.com/segunda-guerra-mundial-facebook/?fb_ref=below-post&fb_source=message

por Miguelito Formador