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americafirst_oesp_v2Caro senhor presidente Donald Trump.
Essa é uma mensagem do blog Opiniões em Sintonia Pirata pra você.

Talvez você esteja se perguntando o porquê um blog do Brasil esteja entrando em contato dessa forma.
A ideia aqui é mostrar o quão próximos somos a você.

Nós também odiamos e disseminamos o ódio. Não através de mascarados da KKK ou de simbolismos pouco claros como bandeiras, confederações e afins.
Nós odiamos a elite e tudo o que ela representa em nosso país fragilizado social e economicamente.
Odiamos a manutenção do status quo e os golpes suaves que nossa elite aplica aqui, juntamente com os seus serviços de inteligência.
Pensando bem, se ainda não foi apresentado à nossa elite e aos nossos partidos de direita, não perca seu tempo!
Você os adorará ainda mais que à Marine Le Pen e aos demais ultranacionalistas europeus. E eles sequer darão trabalho… nada pedirão em troca e aceitarão de bom grado a condição de subalternos e subdesenvolvidos…

Nós odiamos a imprensa também. Nisso estamos de acordo.
Mas não da maneira como você os odeia, por publicarem os fatos maquiando um pouco a verdade. Sabia que publicamos uma estória sua com a imprensa americana aqui?
Nosso problema com a imprensa é um pouco pior. Eles buscam perpetuar o “pão e circo”, conhece isso?
Creio que não. É muito culto e muito “francês” pra você.
Bem… a imprensa brasileira promove acesso difuso à informações de baixo impacto no desenvolvimento do povo. A eles interessa que o povão não leia, não se informe, só reclame. Quem realmente não busca se informar por aqui, vive num universo paralelo, semelhante as “Brumas de Avalon“. Que julgo também que não conheça… É muito “Inglês” e muito “feminino” pra você.
E não é que essa odiada imprensa tem sido censurada pelo atual governo (outro ponto adorável, sob sua ótica, no Brasil). Veja aqui as ordens explícitas de censura sobre uma investigação pública da primeira dama

Voltando às mulheres, você não sabe, mas estamos no Brasil. Onde as mulheres são bonitas e bronzeadas…
Mas diferentemente de você e do que prega, queremos que as mulheres tenham mais liberdade, mesmas oportunidades e condições, tenham salários e benefícios equiparáveis aos dos homens.
E nós somos homens! Não é incrível isso?

Não temos mexicanos aqui. Nem no blog, nem no Brasil.
Corrigindo a informação, no Brasil existem mexicanos, americanos, angolanos, italianos, japoneses, libaneses e pessoas de muitas outras Nações. Nós os recebemos e sabemos de sua importância na construção da nossa Nação.
Ao menos nós aqui no blog reconhecemos isso e sabemos que muitos outros brasileiros também.
Ultimamente, tivemos a imigração de muitos Haitianos para o Brasil. Pessoas que escolheram deixar seu lar, sua família, sua história em busca de melhores alternativas para viver, de novas oportunidades.
Ignorá-los ou expulsá-los é algo impensável para nós. Integrá-los para que se sintam nosso país como um novo “lar” e contribuam para o desenvolvimento nacional é uma sugestão nossa para com os mexicanos, cubanos e demais latinos, bem como para os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos.

Falando em muçulmanos, por que não proibiu a entrada em seu país dos muçulmanos da Arábia Saudita?
Eles cultuam o mesmo “Deus dos terroristas”, bem como os iranianos e sírios. São similares em cultura, possuem até, pasme, reservas de petróleo como os demais!

Enfim… pra terminar gostaria de entrar noutro tema polêmico: voto.
Você adoraria o nosso sistema! Aqui votam inclusive os negros (e negras) desde 1932. Acredite, eles também sofrem bastante aqui, até hoje. Mas podiam votar mais de trinta anos antes dos “afro-descendentes” daí!
Nosso voto é obrigatório. Deixamos opcional para maiores de 70 anos e para os analfabetos. Sim, isso mesmo! Nós temos analfabetos mas tentamos tratá-los como gente!
Nosso sistema é eletrônico, de contagem automática. Mas os derrotados, sobretudo quando semelhantes a você, sempre reclamam e dizem que todo sistema eletrônico é burlável.
E o atual presidente, o mesmo da censura, estava na chapa com aquela “inimiga” que ganhou a eleição, mas foi afastada. Usamos até uma palavra em inglês para isso: impeachment.
Pois bem, esse presidente e o partido dele, fantástico, incrível, “a sua cara”, estão envolvidos até o pescoço com corrupção. Aqui está rolando uma operação federal de combate a corrupção, ou estava… O fato é que a chapa do atual presidente está sendo acusada de receber dinheiro ilegal de campanha. Mas ele conseguiu, aparentemente, desvincular-se da própria eleição. Talvez consiga até desvincular sua imagem do partido. Não é realmente incrível?

Coisas que você, certamente, apoiaria!

Então, entendemos e aceitamos que você busque o “America First”. Mas… poderia (des-)considerar o nosso blog nessa briga?

por Celsão irônico

P.S.: Para quem não viu, a Holanda e outros países europeus lançaram vídeos no youtube satirizando o “America First” de Donald Trump. Eles puseram a maioria numa página (essa). Tem Alemanha, Portugal, Suiça, Namíbia, Austrália… Outros internautas fizeram montagens hilárias também, por exemplo: Marte e Mordor.

figura retirada do vídeo de Mordor no youtube e montada com o “nosso símbolo”. Achamos que Mordor representa bem Donald Trump

foto_miguel_apresentacao_01Ocorreu em Erlangen na Alemanha, de 12 a 15 de outubro de 2016, o IV Encontro Mundial de Escritores Brasileiros no Exterior, coordenado pela Drª Else R. P. Vieira, professora na Queen Mary University de Londres.

O evento reuni há 4 anos escritores brasileiros residentes no exterior. Neste ano tive a honra de ser convidado e participar, expondo o meu trabalho como articulista.

Para minha apresentação, refleti sobre possíveis temas e assuntos que melhor representassem minha linha de abordagem escrita. Escolhi assim como tema: filosofia, sociedade e senso crítico. Como gênero escolhi: texto expositivo e resenha crítica.
O título escolhido foi: A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal.

O amigo Celsão, coincidentemente de passagem por Erlangen, pôde estar presente no último dia do evento, sábado 15 de outubro, dia de minha apresentação. Para quem ainda não leu, clique AQUI para acessar o inspirador artigo dele, que contém uma perfeita dosagem lírica, expondo suas impressões sobre o evento.

Para preparar minha apresentação, redigi um texto base, com o conteúdo que eu desejava expor. Segue abaixo o texto.

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O conteúdo, assim como a mensagem a ser transmitida, estão resumidos no título da apresentação.

O título “A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal”, une algumas ideias, conceitos e compreensões que penso serem de enorme importância para a formação de pessoas mais humanas e cidadãs.
Na medida em que eu for desenvolvendo o raciocínio, explicarei o significado de cada parte do título, e como elas se encontram formando uma proposta mais ampla.

“A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal”

No livro O Mundo de Sofia, a garota Sofia começa a receber cartas de um misterioso “professor”, onde lhes vão sendo apresentadas gradativamente reflexões, perguntas críticas, e um resumo básico da história da filosofia, as principais correntes filosóficas que já existiram e os principais filósofos na perspectiva do professor. O Mundo de Sofia visa despertar o pensamento crítico no leitor, além de fornecer a oportunidade de entrar em contato com as belezas da filosofia. Penso que O Mundo de Sofia deveria ser material obrigatório na formação do caráter de qualquer cidadão. (Leia também AQUI outro artigo onde menciono O Mundo de Sofia e traço comparações entre passagens filosóficas e a situação política do Brasil no começo de 2016)

A palavra “filosofia” (philos = aquele que ama e sophia = sabedoria), tem origem no grego. A junção das duas expressões philos + sophia gera a palavra filosofia, que significa “aquele que ama a sabedoria”.

Portanto, a influência da filosofia nesta apresentação está principalmente, mas não somente, presente no nome Sofia em meu título.

“A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal”

Bruma é o mesmo que nevoeiro, ou cortina de neblina. Como na fábula do Rei Arthur e as sacerdotisas da Ilha de Avalon, as brumas de Avalon, são uma cortina de fumaça que não permitem as pessoas enxergar a ilha de Avalon, escondida atrás das brumas do lago.

As Brumas indicam no título, portanto, a cortina de fumaça, o nevoeiro, que impede que as pessoas enxerguem a realidade. São os fatores que obstruem nossa melhor compreensão do mundo ao nosso redor, e causam uma cegueira interior, uma cegueira para com nosso autoconhecimento. É a alienação, que nos impede de alcançar Sofia, a sabedoria.
Além dos fatores pessoais, como o ego, nossos medos, traumas, inveja, etc, a nossa alienação é fruto de sistemas educacionais degradados e abandonados; fruto da manipulação feita pela grande mídia deteriorada, bandida, antidemocrática e a serviço de uma minoria absoluta da sociedade, mas detentora de todo o Poder, a elite; e fruto da histórica e eterna manipulação da forma de pensar das sociedades através das igrejas, que inserem seus dogmas em detrimento da ciência.
Estes três fatores são os principais responsáveis por uma sociedade alienada e praticamente desprovida de senso crítico. Uma sociedade imersa nas Brumas, e incapaz de alcançar Sofia.

A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal”

Baseado num artigo postado neste blog em junho de 2014, A Era das Opiniões reflete uma sociedade pouco crítica, pouco intelectualizada, e muito alienada, que de repente se depara com um amontoado de informações caóticas de fácil e rápido acesso. Esta sociedade então, tendo disponível muita oferta de informações, valoriza pouco as mesmas, seguindo a lei econômica da Oferta X Demanda. Esta mesma sociedade também é incapaz, devido ao seu baixo senso crítico e baixa carga de conhecimento, de distinguir em meio a tantas informações, quais são valiosas e quais não; quais lhes agregam valor e conhecimento, e quais só lhes confundem e alienam.

Para entender melhor este termo que envolve algumas reflexões, sugiro a leitura do artigo de junho de 2014, “A Era das opiniões: direitos e deveres”, clicando AQUI.

“A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal

Há um documentário que me marcou muito, feito pelo filósofo Roger Scruton, chamado “Why Beauty Matters?” (por que a beleza importa?). Em uma das brilhantes passagens neste documentário, Scruton afirma o seguinte: “…Em nossa cultura democrática, as pessoas frequentemente pensam ser desrespeitoso julgar o gosto ou a opinião de outros. Alguns se sentem até ofendidos com a sugestão de que existe “gosto bom” e “gosto ruim”…”
Clique AQUI para acessar minha resenha sobre este documentário, postado também neste blog.

Tomando a liberdade de abrir o leque do que foi proposto por Scruton, da mesma maneira que é sim possível e prudente definir certas coisas como “bom” ou “ruim”, é também prudente diferenciarmos em muitas situações ou temas, o “certo” do “errado”, o “feio” do “bonito”, o “bem do “mal”.

É claro que nem sempre existe certo e errado, ou feio e bonito, e há muitas questões que são subjetivas, ou até mesmo tão complexas que é possível haver diversos caminhos de pensamento possíveis. Mas temos que analisar cada situação, cada tema, individualmente, para sabermos onde é, ou não, possível definir verdades e certezas.
Usar o argumento clichê de que “não existem verdades, tudo na vida é relativo”, é um sinal de pobreza intelectual e argumentativa, onde busca-se generalizar tudo, negando o conhecimento e valores ético-morais. Isso é ruim para o debate, atrasando o avanço intelectual das sociedades. Com essas generalizações vem a negação à ciência.

Nesta mesma linha, sabendo-se da desvalorização que as opiniões sofreram nos dias de hoje, estando inclusas aqui informações de cunho metodológico e com propriedade; e sabendo-se que existe um senso comum que afirma não existir “certo ou errado”, chegamos a algumas máximas dos tempos atuais: “Respeite minha opinião, pois não existe opinião certa ou errada”. Ou, “todo mundo tem direito de emitir opinião”.

“Eu discordo do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de o continuar dizendo”. Essa frase foi escrita por Evelyn Hall em seu livro biográfico sobre o filósofo francês Voltaire.
Portanto, a proposta não é a censura das opiniões alheias, muito pelo contrário, a liberdade de expressão é um dos bens mais preciosos que uma sociedade pode alcançar.

A proposta é alertar a sociedade sobre a importância de um pensamento coletivo crítico no sentido de que, liberdade vem atrelada a responsabilidades. Se a sociedade, o governo, as leis lhe dão liberdade para agir ou falar como bem entender, isso significa que você, à partir deste momento, tem que conhecer os seus limites, os limites do próximo, e ter noção de cidadania e convivialidade. Senão, alguém vai precisar intervir contra você para garantir a liberdade e os direitos dos outros. Afinal, você tem liberdade sim, mas o que acontece quando ela invade a liberdade de outra pessoa? Quem tem mais direito à liberdade, você ou o outro?

Isso se aplica não só às afirmações que nós fazemos na forma falada, mas também naquilo que escrevemos. Também devemos nos atentar às correntes de e-mail e whatsapp que reenviamos a nossos conhecidos, assim como os posts que curtimos e compartilhamos no facebook, twiter, instagram, pois ao reenviar, curtir ou compartilhar algo, estamos dando nosso atestado de concordância, ou ao menos dando fortes indícios de que achamos aquilo importante, interessante, engraçado, etc.

Lembremos que meu foco é no bombardeio de informações que diluem o conhecimento epistemológico no meio do mar de opiniões; também da incapacidade da sociedade de separar o joio do trigo.
Claro que é importante analisar a importância do ego na sociedade atual, a superficialidade não só das informações, mas também das relações como bem trata o pensador polonês Zygmunt Bauman (nossas vidas são líquidas), o fortalecimento da elite e sua capacidade de manutenção do status quo, a intensificação do sistema capitalista selvagem que suga todo o tempo do ser humano em seus afazeres diários, sobrando pouco tempo para assuntos infelizmente secundários, como a cultura, intelectualidade, a reflexão e crítica do mundo ao seu redor; e tantas outras questões deveriam ser levadas em conta para entendermos melhor a proposta aqui apresentada.

Conclusão:

Resumindo tudo que foi apresentado, pode-se dizer que:

  • Há uma oferta demasiada de informações, e utilizando a lei da procura, oferta alta gera desvalorização do produto, ou seja, as informações perdem valor.
  • A grande quantidade de informações disponíveis, faz com que aquelas estruturadas numa metodologia científica, sejam diluídas no mar de opiniões e pontos de vista subjetivos.
  • A falta de senso crítico presente na sociedade, devido ao péssimo sistema educacional, uma mídia e igrejas manipuladoras, geram não somente mais cidadãos falando “pelos cotovelos” e emitindo suas opiniões aos quatro cantos do mundo, mas também geram uma incapacidade destes cidadãos de separarem o joio do trigo (separar o que é opinião daquilo que é fato/ciência).
  • Clichês se tornam máxima na sociedade: “respeite minha opinião”, “não existe certo e errado”, “isso é questão de opinião”, “isso é questão de gosto”, “tudo depende”. Esses clichês empobrecem o debate e atrasam o avanço e desenvolvimento intelectual das sociedades, pois ignoram e desrespeitam as ciências, o conhecimento epistemológico, a intelectualidade.
  • Não devemos censurar opiniões ou reduzir o direito das pessoas de emitir julgamento e se expressarem. Mas entender a Era das Opiniões, compreendendo e reconhecendo os problemas seríssimos que esta traz para a sociedade atual, é importante para que possamos debater sobre tais questões e adquiramos consciência da importância de um aumento de nosso senso crítico, e para que entendamos os perigos e prejuízos que as nossas opiniões (e as opiniões daqueles ao nosso redor) emitidas sem consciência, podem causar à sociedade e ao próximo.

Portanto, a proposta do trabalho “A Era das Opiniões: As Brumas de Sofia entre o bem e o mal” foi trazer a ideia de que vivemos na “Era das Opiniões”, onde a liberdade de expressão e os meios de comunicação modernos (internet, redes sociais) permitem a qualquer pessoa emitir opinião sobre tudo, tendo ele conhecimento ou não sobre o assunto, o que banaliza a informação, e esta perde seu valor, seguindo a lei da oferta x procura.
Este bombardeio de informações chega a uma sociedade alienada e manipulada, incapaz de enxergar as verdades devido a sua cegueira (as brumas), e por isso impedida de atingir o verdadeiro conhecimento, ou a sabedoria (Sofia). Por consequência, esta sociedade tem uma profunda dificuldade de fazer julgamentos críticos e racionais, e não consegue diferenciar o bom do ruim, a verdade da mentira, a crença da ciência, e “o bem do mal”.

Na Era das Opiniões, a sabedoria fica encoberta por um nevoeiro, dificultando a distinção entre o bem e o mal.

por Miguelito filosófico

figura: foto da própria apresentação

FacebookQuem acompanhou o caso, viveu o absurdo, o achincalhamento da exposição escancarada e desnecessária das redes sociais.
Quem estava na Lua, ou tem a sorte de só participar de grupos de WhatsApp corporativos ou construtivos e também de ter no Facebook somente pessoas que não compartilham piadas de mau gosto (ou de ter bloqueado da linha do tempo estes)… realmente é sortudo.
Resumindo bem o fato, a Fabíola traiu o marido com a desculpa de ir fazer as unhas. O marido pegou-a em flagrante com o amante, um amigo filmou e divulgou o vídeo. A partir daí, fotos, montagens, outros vídeos, piadas, tudo fazia referência aos personagens, muitas vezes deturpando o caso e expondo (principalmente) a mulher.

Minha opinião começa lamentando o machismo do brasileiro.
O amante sai sempre como herói, não importando a condição social ou estado civil.
O marido traído, quando se indigna e/ou penaliza a mulher, também é herói. É ainda mais enaltecido se abusa da violência, principalmente contra a mulher.
A leitura machista não aceita que os direitos iguais propõe-se para todas as situações, traições incluídas.
“Também, né… a mulher mereceu!” ou “Um homem de verdade não pode aceitar uma traição” ou “É feio a mulher trair” me entristecem profundamente. A mulher pode trair sim, pois tem as mesmas vontades e fraquezas dos homens. Se geralmente não as têm na mesma medida (por serem superiores, eu diria), não implica que devam permanecer castas e ingênuas ante a relacionamentos vazios ou a homens sem escrúpulos.
Chega de usar os adjetivos “vagabunda” quando é ela e “garanhão” quando é ele!

Acredito que a vergonha do flagrante seja suficiente para o exercício interno de pensar e repensar nos atos cometidos, que é bem importante. Aliás, todos os envolvidos direta e indiretamente repensam a vida e podem (devem) avaliar as amizades e a exposição que estão submetidos nas redes sociais.

Voltando rapidamente ao tema da desculpa, que diferença faz?
Uma viagem de negócios, uma visita a um parente, uma cerveja com amigos, futebol a noite com o pessoal da empresa… Tudo serve ou serviria como desculpas para uma traição, ou várias.

Agora falando sobre as redes sociais: o que leva uma pessoa a filmar já pensando em compartilhar esse material com desconhecidos?
E o que leva outros a seguir encaminhando, compartilhando uma humilhação, uma revelação, um segredo?
Creio que isso já é e será por muito tempo tema de estudos e teses de acadêmicos de Sociologia e de estudiosos do comportamento humano. Os porquês, a “nova necessidade” de compartilhar e julgar, as especializações relâmpago do Facebook…
Pra mim, numa análise rasa, primeiro vem a necessidade de fazer-se conhecido, vangloriar-se de ter obtido a informação em primeira mão, de ter vídeos eróticos da funcionária do banco X ou da empresa Y.
O que é péssimo!
Sem medo de errar, digo que carreiras foram comprometidas, famílias se desfizeram e problemas psicológicos surgiram graças a esse bullying cibernético e “anônimo” (pois todos pensam que estamos anônimos na internet). Se nós nos esquecemos dos nomes, empresas e rostos, dificilmente os vizinhos e parentes terão a mesma “sorte” e isso levará a mais provocações e mais bullying.

No site onde encontrei a foto, estavam listados alguns dos pontos-chave da Revolução Francesa. Cito dois: O respeito pela dignidade das pessoas, que estamos ignorando com esses atos anormais; Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei, que esquecemos completamente com o machismo que praticamos e difundimos.

Onde será que isso vai parar? Na suspensão dos softwares de compartilhamento? Na sanção do uso do Facebook a alguns usuários adictos?

Difícil de dizer hoje.
Uma das tristes consequências foi a interrupção, temporária, mas efetiva, das discussões sobre política, sociedade, desenvolvimento da Nação, que poderiam estar ocorrendo nos mesmos meios. (sim, é o Celso utópico falando aqui novamente!)

por Celsão revoltado

figura retirada daqui

P.S.: me nego a divulgar links sobre o caso citado. São acessíveis através de uma rápida busca no google, pra quem não conhece ou não ouviu sobre o assunto.

impeachment2Winston Churchill, político britânico, disse certa vez que a democracia é o pior sistema de governo, excluindo todos os outros. E, embora saibamos que a internet difundiu a informação e fundou uma nova “era”… sabemos também que a imensa maioria dos acessos se concentra em redes sociais (falando de Brasil), ausentes de pesquisas ou buscas por informações com conteúdo.

Por que estou escrevendo isso?
Fui, ou melhor, fomos bombardeados nos últimos dias por um “organizado” protesto que pretende como desfecho o impeachment da presidente Dilma. Faço questão de colar neste post um exemplo de texto divulgado (em figura) e um trecho também muito difundido, abaixo:

ATENÇÃO BRASIL
Dia 15/03/2015, domingo, nos reuniremos e sairemos as ruas de TODO O BRASIL pra pedir o IMPEACHMENT de DILMA ROUSSEFF como fizemos em 1992 com o então presidente Fernando COLLOR de melo.
Não pagaremos R$4.00 no litro da gasolina porque roubaram a Petrobras, não aceitaremos R$3.50 pra andar de ônibus ou trem, não aceitaremos aumento nos impostos já absurdos como IOF, ICMS, IPTU, IPVA e etc.. Estamos sem água graças ao Sr. Geraldo Alckmim que está no governo a 20 anos e nenhum reservatório construiu! Apenas roubaram nosso dinheiro!!! Chega dos mesmos, dia 15/03/2015 todos nas ruas pelo IMPEACHMENT!!!! Nosso protesto é pacifico, não será permitido bandeiras e camisas de partidos políticos e vândalos e black blocs serão detidos e entregues a policia pela própria população. Haverá jovens, adultos e idosos na manifestação, pedimos que todos vão de verde e amarelo como em 1992 com as cores do BRASIL e caras pintadas!!!
(trecho de texto obtido da internet)

As páginas do facebook se multiplicam e as pessoas não sabem sequer o que é o impeachment, o que é necessário para que haja o impeachment, etc…
Inclusive a maioria das propagandas em prol do protesto em Março, como o citado acima, inclui o governador Alckmin e a falta d’água em São Paulo, mas não clama pelo impeachment deste governador (que também é elegível para tal).
Me recuso a comentar as afirmações da figura, deixo-as como exemplo tosco e cômico, como piada; pois penso que o texto só pode ter sido feito de má fé.

Voltando aos argumentos do movimento pró-impeachment, há outras afirmações que pressupõe haver novo pleito e nova escolha de candidatos.
Faço questão de desmentir essa afirmação, embora saiba que os leitores deste espaço não creiam em tudo o que leem e recebem: Não! Não haverá uma nova eleição se houver impeachment; o vice Michel Temer assume e só caso este sofra também um processo (necessariamente movido pelo STF ou Senado Federal) no período de dois anos do mandato atual, serão convocadas novas eleições.
Ou seja, para que, digamos, o Aécio (ou qualquer outro) seja eleito antes de 2018, é preciso que o processo de impeachment contra a presidente Dilma seja aceito pelo Congresso, julgado e condenado por dois terços do Senado, assuma o vice-presidente, haja um processo contra ele (também aceito pelos órgãos “maiores” do país), haja também condenação de dois terços e não seja ainda 2017!

Difícil de acontecer, não?
impeachment4-450x386Não quero desanimar o pessoal do protesto “Fora Dilma”. Mesmo desconfiando do processo apartidário do movimento, eu apoio o ato, como apoio toda manifestação, sobretudo pacífica.

Mas, buscando mais informações, descobri que já foram encaminhadas ao Congresso dez denúncias de crime de responsabilidade contra a própria Dilma no primeiro mandato (resonsabilidade e improbidade administrativa são dois dos crimes passíveis de impeachment). E, antes destes, outros 34 foram apresentados contra Lula e 14 contra FHC.
Todos os 58 foram arquivados pelos presidentes do Congresso.

Na época do Collor, as denúncias entregues ao Congresso que desencadearam na renúncia e cassação do político, foram assinadas pelos presidentes da OAB e da Associação Brasileira de Imprensa; mas é interessante colocar que qualquer cidadão poderia e pode protocolar em Brasília uma denúncia de crime contra governantes e ministros, que será analisada pelo presidente do Congresso e pelos deputados, para ser levado a cabo ou não.

Utopicamente, desejo que o povo tome consciência do que quer e… se o processo não seguir adiante, dada a escolha dos representantes de Congresso e Senado; ou demorar pra ser concluído, dada a normal morosidade dos órgãos supremos da nossa democracia… que este mesmo povo engajado hoje, busque apoiar as alternativas “mais viáveis” de reformas ao invés de partir para o “quebra-quebra” e para as críticas vazias nas redes sociais.

por Celsão correto

figuras retiradas do site do catraca livre (aqui

P.S.1: Para os que querem mais informação, um jornalista fez um excelente resumo de 10 pontos sobre o impeachment (aqui). O catraca livre fez um post mais simples, mas igualmente informative (aqui)

P.S.2: Se algo não está bom pra você, ou se foi mal atendido ao contratar um serviço, proteste! Sempre! Nem que seja num site como o “reclame aqui”. É seu direito.

Ainda falando sobre eleições 2014, numa discussão sobre política via WhatsApp fui avisado por um camarada sobre o “Acordei”, aplicativo que prometia ajudar eleitores na escolha, indicando possíveis “roubadas”.
Gostei da ideia, principalmente porque para deputados e, muitas vezes, senadores, pouco é o tempo na TV e não há como saber quem é aquele vizinho do amigo de infância ou cunhado do filho de fulana, que agora é candidato.
E, basta perguntar pra colegas mais próximos que uma verdade cruel aparece: ninguém lembra em quem votou para vereador ou deputado nas últimas eleições. O que dificulta, em muito, cobrar atitude e comprometimento dos mesmos…

Pensando nisso, resolvi fazer um apanhado dos aplicativos mais baixados.

apps_acordei_31-icone-app-acordei-600x600Acordei
A primeira versão era simples demais, mas foi atualizado há algum tempo para se equiparar aos outros. Tem uma breve biografia da maioria dos candidatos, lista os principais processos enfrentados pelo mesmo (não havia na primeira versão), lista de bens, link para download de propostas e certidões negativas direto do TSE.

Na busca por candidatos a deputados, é possível filtrar por partido ou por nome, mas não por número.
Uma vez escolhido o Estado, fica gravado. O que é legal, economiza clics…

Ainda é possível favoritar candidatos e escrever a eles, caso estejam cadastrados no aplicativo.

Os links de processo levam direto ao site do tribunal em que o processo se encontra, seja o TSE, TCE, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, etc., mas as informações estão em Advoguês… É mais fácil buscar a informação no próprio resumo se o processo já foi julgado ou está em recurso do que acompanhar todo o blá-blá-blá.

app_votecerto_unnamedVote Certo
O Vote Certo já traz na primeira aba a mini-biografia, com cargos ocupados e processos daquele candidato, também com link para o tribunal em questão, TJ dos Estados, STF, TSE, etc.

Em outras abas, está a lista de bens, uma lista interessantíssima de doadores (normalmente de campanhas anteriores, o que não deixa de ser interessante), outras candidaturas com número de votos e recursos gastos e uma estatística simples daqueles que estão em exercício na Câmara ou Senado.

Essa estatística mostra faltas, emendas atendidas e evolução patrimonial. Infelizmente depende do ano em que os bens foram declarados ao TSE, ou seja, não reflete em 100% a realidade, principalmente durante o mandato (durante os 4 ou 8 anos dá pra mudar os bens de titularidade ou deixar de declará-los)
Como pontos ruins, dá pra dizer que não há soma de bens e que a base das eleições anteriores não é clara; pois para o senador Suplicy só aparece a eleição de 2006. É como se começasse a contar em 2002.
(Aqui valem aspas, o Suplicy tem falta zero em plenárias)

Mas dá pra saber, por exemplo, que o candidato Aprígio (da minha região) já concorreu e ganhou em dois pleitos para vereador e perdeu em 2012 para prefeito de Taboão da Serra.

Outro fator que poderia ser melhor é a busca: pode ser feita por nome e número, mas sempre com nomes ou números completos, ou seja, não dá pra buscar “apri” para achar o Aprígio, nem “malu” pra chegar ao Maluf; nem colocar os primeiros dígitos para obter uma lista… Tampouco é possível filtrar por partido, ou seja, nesse aspecto o “Acordei” é bem melhor.

Mas sabendo o nome ou número, a aba dos doadores e candidaturas mostra a linha do político, a quantas eleições insistem, quem são as pessoas ou empresas que os apóiam, etc.
Por exemplo, vi que a candidata a Deputada Estadual Analice Fernandes, também da minha região, que já foi eleita três vezes, recebeu cerca de R$36.000 em doações da candidata a Deputada Federal Bruna Furlan. Talvez para aparecerem juntas, “colando” um nome ao outro. Só que Bruna recorre a um processo de 2011 por improbidade administrativa em Barueri, sua cidade.
Outro problema: as doações feitas a Bruna em 2010 foram basicamente construtoras e empresas de Engenharia. Fato que sou bem contra.

app_politbook_proteste_ja_unnamedPolitbook e Proteste Eleições 2014
Ainda fiz mais dois downloads, pensando em programas que representassem um diferencial em relação aos anteriores, mais completos e interessantes.

O “Politbook” é fraco. Tem uma avaliação dos internautas logados no facebook, totalmente tendenciosa e pouco presente. Mostra as pessoas que votaram, como uma avaliação de aplicativo, o que  tolhe a coragem dos mais tímidos…

O mesmo vale para o “Proteste”, onde é possível “curtir” candidato a candidato. Ideia boa e válida, mas deturpada pelos usuários.

O primeiro também tem mini-biografia, histórico de cargos e processos, candidaturas anteriores e estatísticas, como o “Voto Certo”. Mas peca, na minha opinião, exatamente na interação, que poderia ser o diferencial.

Porém, pude ver, graças ao “Politbook” que o candidato Aprígio tinha pouco menos de dois milhões em bens declarados em 2008 e passou de seis milhões em 2014!

app_uol_mzl.ukdijmov.175x175-75App da UOL
O UOL também tem um app, chamado UOL Eleições.

Longe de conter as mesmas informações dos analisados anteriormente, congrega noticias, fotos, vídeos, pesquisas e posts em blogs ligados ao portal.

Na aba candidatos é possível filtrar por nome e número, separando ou não o cargo, estado ou partido. Porém, traz nenhuma informação relevante para a tomada de decisão por parte de eleitores.

O que também me decepcionou foi a inexistência de busca por notícias deste ou daquele candidato, o que não necessariamente seria bom, dado a parcialidade e superficialidade da mídia; mas é uma pena não integrar o serviço de informações dos candidatos com as notícias divulgadas.

app_excelencias-parlamentares1Site da Transparência Brasil
Já havíamos falado sobre esse site, num post do ano passado (aqui).

Não há como dizer que é menos importante que os aplicativos até aqui mostrados. No site há uma a página específica sobre o desempenho dos políticos em exercício, chamada “Excelências” (link aqui).

Nela, com número ou nome e estado é possível consultar rapidamente processos judiciais, histórico de eleições anteriores e verificar os principais doadores de 2014! (disponível também no site, na seção chamada “às claras”)

Medidores de fácil interpretação mostram os principais indicadores de um mandato, como faltas, matérias irrelevantes e emendas atendidas.

 

Fica a dica: um dos apps acima, dando preferência a um dos dois primeiros para pesquisar candidatos e depois faça uma verificação no site do Transparência Brasil!

Lembrando que ainda temos mais de 15 dias para as eleições, muitos ataques e acusações, e muita água por correr “por debaixo da ponte”.

por Celsão correto

figuras retiradas da “loja virtual” da google (aqui) e do portal “Excelências” do Transparência Brasil (aqui).

2014-742976986-2014081799866.jpg_20140817Os posts não são antigos, mas tomados os fatos absurdos que presenciamos nos últimos dias, me senti obrigado a fazer esse adendo, essa atualização.

Parece que, inspirados pelos “puxões de orelha” do post sobre alienação digital (aqui) e da crítica feita à sociedade consumista (aqui) o povo resolveu me provocar.

Meu primeiro destaque negativo vai para o aumento de compartimentos de fotos e vídeos de acidentes e em hospitais.
E, infelizmente, não foram somente selfies feitos pelos próprios enfermos que “vazaram” expondo a fragilidade dos pacientes (famosos ou não) a outros seres humanos. Muitos médicos e plantonistas têm agido da mesma forma. (uma das notícias veiculadas na mídia pode ser lida aqui)

Nessa mesma toada, achei inacreditável como fazer um vídeo do tigre atacando o menino no zoológico ficou mais importante que salvar a vida do menino, quer seja alertando o pai sem noção, quer seja avisando a segurança. Vários dias após o acidente, ainda surgem outros ângulos do mesmo, tomados certamente por pessoas que julgavam ser mais bacana “registrar o momento” que agir!
E não é só isso, brigas de rua, Neymar sendo internado durante a Copa, vídeos caseiros pós acidente aéreo e outras fotos e vídeos absurdos, tornaram-se mais interessantes que cuidar da própria vida, da própria segurança!

Mas o pior mesmo foi ver selfies na internet de acéfalos, que passavam para dar o último adeus, ou prestar a última homenagem a Eduardo Campos (ao menos supunha-se que essa era a intenção).
Como pode uma pessoa entrar numa fila kilométrica para guardar um selfie como recordação? Será que uma foto dessas compartilhada nas redes sociais vale mais que humanidade e humildade?  Esse tipo de comportamento, pra mim, não é SER humano.

por Celsão revoltado

figura retirada do UOL

Video_01Este post apresenta dois vídeos com o intuito de alertar e exemplificar o modo atual de “socialização na solidão” na internet e redes sociais, além de mostrar a vida que se perde a cada tecla e tela…

O primeiro vídeo-tema chama a atenção para o modo como estamos nos desligando do mundo, olhando apenas para baixo em nossos i-phones, tablets, smartphones e outros gadgets interessantes.

É realmente notável, como as pessoas estão se desligando da realidade e se “re-ligando” à outra totalmente distinta, virtual. Basta observar as pessoas em shoppings, nos aeroportos, em consultórios médicos, nos intervalos das escolas e universidades.
Todos estão atualizando status no facebook, compartilhando vídeos via WhatsApp, conversando com amigos nos inúmeros aplicativos para esse fim…

Se por um lado existem os que acreditam ser um comportamento absurdo e um total desperdício de vida, tal “mudança” de abordagem dos contatos sociais, com milhares de interações e ao mesmo tempo nenhuma REAL (como Gary Turk, autor do vídeo); por outro existem pessoas contrárias a esta corrente, enaltecendo os benefícios de estar conectado, como as possibilidades de encontrar amigos que se distanciaram, de pedir taxi sem risco, de encontrar serviços nas cercanias sem risco, GPS, etc.

Na minha opinião, não creio ser o fim da sociedade o uso excessivo de interações na nuvem, mas me preocupa.

A preocupação vem com as novas gerações, que talvez nem curtam as boas e más experiências que os mais velhos tiveram; e nem falo de se sujar brincando na rua, dos carrinhos de rolimã, etc., falo de experiências no sentido de conhecer pessoas, descobrir as boas e más companhias, fazer amizades verdadeiras e separar as que possuem algum interesse, olhar com os próprios olhos e ouvir o som das coisas sem se preocupar em gravar e fotografar aquilo em imagens e vídeos que jamais serão revistos, vivenciar as diferenças e presenciar outras verdades, de outros lugares.

Temo por moldar os jovens cercando e lhes cerceando da possibilidade de descobrir por eles mesmos o certo e o errado, de interagir com as imperfeições de outras famílias, de observar pessoas na feira, no mercado, na padaria pela manhã. Se tudo for resolvido de modo digital e impessoal, perderemos tais interações.
(Os mais velhos ainda se reunirão, marcando via app, um jantar qualquer pra falar do passado e reclamar da modernidade que não entendem…)

Video_02bOutra preocupação, mas séria, vem da nossa insistência em fazer várias coisas ao mesmo tempo…
O segundo vídeo que, creio, todos devam assistir ao menos uma vez, é uma propaganda bem bolada, feita num cinema em Hong Kong. Aqui, de modo brilhante é exposto o risco de dirigir e ao mesmo tempo estar no “mundo virtual 100% conectado”.

Já escrevemos através de um conto (aqui) o que pode vir a ser a influência da interação virtual no ambiente de trabalho.
Minha dica é: aprenda a separar e a dedicar um tempo exclusivo a cada atividade!

Enfim… indico que vejam os dois filmes e repensem o modo em que estão interagindo virtualmente, independente da mudança, vale a reflexão!

por Celsão correto

figuras retiradas dos vídeos indicados

P.S.: os vídeos podem ser acessados nas figuras ou aqui abaixo:
– Look Up – Gary Turk (legendado em Português): http://youtu.be/j2pqn2oQIgU
– Propaganda contra uso de celular ao dirigir: http://youtu.be/SpNooPX7UoQ


Revoltado_Show_2Estou ficando velho. É fato!
E com a idade vêm chegando, ou piorando, a chatice e a rabugice…
Isso posto, compartilho a seguir minha revolta num show de Rock que fui recentemente.

Chegamos com tempo suficiente pra não precisar nos apertar na entrada e também pra assistir ao show de abertura.
Até então estava achando os “selfs” tirados por muitos em meio a caras e bocas, normal. Muita gente tem câmeras compactas e celulares que tiram excelentes fotos, com a vantagem de já estarem conectados à internet.
Pois bem, muitos (muitos mesmo), tiravam diversas fotos e logo após digitavam freneticamente em suas telas “touch”, provavelmente publicando a foto recém tirada no “Face”, “Insta” ou compartilhando via “Whats”.
Segurei minha onda tomando cerveja. Afinal, o show de abertura não havia sequer começado…

Eis que o primeiro show se inicia; e pra minha surpresa o comportamento ao invés de arrefecer, multiplicou-se… Todos estavam com suas câmeras e celulares filmando e tirando fotos, depois digitando e logo em seguida filmando outra vez!

Porra! Eu queria ver o show!
Aliás… EU PAGUEI PRA V-E-R O SHOW!!! E não pra ficar observando malucos com o braço estendido e as câmeras na minha frente.
Deixei passar a primeira e a segunda músicas, imaginando que talvez fosse a empolgação inicial… Mas não! O rito seguiu: braço pra cima, braço pra baixo, digita, foto “self”, digita, mais braço pra cima, mais foto…Será que ninguém mais vê nada? Será que eles acreditam que assistiram àqueles filmes ou verão aquelas fotos muitas vezes depois dali?
Ou ainda… será que é mais importante avisar TODOS os amigos do Facebook que você está no show “x” do que curtir o show?

Me achei um estranho; mas ao mesmo tempo imaginava a qualidade das imagens tiradas em meio a pulos e empurrões e os vídeos, que provavelmente não tinham foco, nem som decentes… Que idiotice!

Show principal. Pouco antes havia acabado a cerveja do local.
Como suportarei mais um martirioso espetáculo de câmeras sem a cerveja?
Eis que sou acometido de outra surpresa: o público cantou todas as músicas! Não somente o refrão ou as músicas mais famosas, mas todas as músicas integralmente…
PQP “véio”!!! Pra quê ir a um show ao vivo senão pra ouvir a banda que você gosta ao vivo? O som dos instrumentos, da voz do vocalista, os pedaços da letra que mais curtimos… Não, nada disso! Hoje vai-se a shows pra cantar mais alto que a pessoa ao lado, provando saber todas as letras de cor!

Estamos realmente mais perto do fim.
Ou realmente sou muito velho. Tinha a ideia absurda de ir a um show pra ver a banda e ouvir as músicas…

por Celsão irônico/revoltado

figura retirada deste vídeo do youtube, que mostra um pouco da minha revolta naquela noite.

Eu odeio correntes!

Posted: May 27, 2013 in Comportamento
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corrente  Com o surgimento e popularização da internet, acreditava-se que pessoas comuns conseguiriam em pouco tempo tornar-se Shakespeares, uma vez que todo o conhecimento humano poderia estar à disposição na rede. Atualmente podemos afirmar que foi um delírio descabido.

Odeio correntes, de todo tipo. Sejam aquelas com apresentações coloridas, foto-montagens e músicas, sempre acompanhadas de “mande de volta se for meu amigo”, que classifico como “auto-ajuda”; passando pelas “mentirosas” que prometiam sortear (e até distribuir) celulares Ericsson, notebooks HP, computadores XYZ para cada e-mail encaminhado; as que alertam para um “novo golpe” aplicado em semáforos, shoppings, prédios em que pessoas com silicone, ácido, gel de cabelo querem seu carro, cartões, etc.;  e mais ainda as “benevolentes” que prometem doações de centavos (ou comida, ou tratamento hospitalar, ou mesmo escolas) para cada e-mail encaminhado ou assinatura num documento Word.

Ora, todas elas querem somente o nosso endereço eletrônico, principalmente se vier acompanhado de outros dados, como nome, ocupação, endereço, número de documentos…

O que muitas têm em comum:

– Apresentam nomes inexistentes, como a funcionária Anna Swelung da Ericsson

– Apresentam emails falsos e números de telefones com 9 dígitos, mesmo antes de haverem números celulares assim em São Paulo

– Pedem para que encaminhe a mensagem para “todos os seus contatos”

– Geralmente as informações presentes nos encaminhamentos anteriores (nome, e-mail) não são apagadas. Às vezes até pedem para que as mantenhamos.

E aí, o que se pretende com essas correntes ou com todos esses e-mails?

Vender para empresas que exploram a ingenuidade e ignorância de outros na internet! Seja para indivíduos/grupos que invadem o computador com vírus e trojans via mensagens do Serasa, Bradesco, Itaú, TAM dizendo que seu nome está sujo ou que é necessária uma atualização de dados ou de sistema ou mesmo para empresas de pirâmide (pra mim, outra forma de corrente), como a Herbalife, Monavie e a nova moda o Telexfree

Isso merece um comentário a parte…

Se fosse mesmo possível obter ganhos de três a dez mil reais trabalhando duas horas por dia, por que ainda existem empresas, escolas, instituições públicas? E por que se preocupar com formação ou capacitação, sendo que tudo o que preciso é usar minha rede de contatos (ou comprar uma) para expandir minha pirâmide/corrente?

É claro que essas empresas são lucrativas… Para os que as criaram ou fazem parte de uma seleta diretoria/coordenação! Os demais investirão muito tempo e dinheiro, perderão amizades, empregos motivados pela ganância do lucro fácil, boa retórica e quirelas jogadas amiúde a fim de manter os tolos empolgados.

Todas as correntes que recebi morrem comigo. Até aquelas criadas pela Madre Teresa e que já circularam a terra 23 vezes!

por Celsão Revoltado

 

Aliás, para os que têm assuntos sérios e precisam de apoio popular, recomendo o Avaaz. Essa rede possui só no Brasil mais de três milhões de membros cadastrados e possui um portal para a criação de campanhas. Pra quem não conhece, segue o link: http://www.avaaz.org/po/petition/