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A frase era dita nos tempos da faculdade. Afirmávamos que não tinha.

Agora, Brasil, governo Bolsonaro, me questiono outra vez.
O estopim para o texto foi a declaração sobre o paradeiro do pai do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz: Fernando.

E têm havido tantas declarações, contra políticos da oposição, nordestinos, mulheres…
Negação de fatos e dados, como os do desmatamento, vindos do IPEN…
Tantas mudanças e estórias recontadas sobre outra óptica, diferente do rogado durante a campanha… como os gastos de cartão corporativo (aqui, mostrando que as práticas anteriores não mudaram), o uso de veículos oficiais para transporte de amigos e parentes (aqui, o caso do helicóptero levando parentes ao casamento de Eduardo), e a indicação de parentes, ou nepotismo (dados levantados aqui, com nada menos que 102 pessoas empregadas pelo “clã” Bolsonaro)…
Que eu me pergunto repetidamente se há limite para o nosso governante.

Certamente não há limite para os defensores do “mito”.
No momento do contra-senso da nomeação do filho Eduardo, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Surgiram no WhatsApp muitos textos, de funcionários da embaixada em Washington, relatando com riqueza de detalhes a “pseudo-Venezuela”, a “trincheira de luta da esquerda” lá existente. Muitos dos textos, obviamente, estavam assinados por funcionários, por amigos, por conhecidos dos primos dos amigos dos funcionários. Sem dúvida, todos falsos.
Um ex-colega de empresa, ainda disposto a ler tais disparates, questionou:
– Se é mesmo verdade, por quê não colocar uma pessoa melhor: íntegra, capaz e merecedora?

Para os dados de desmatamento vindos do IPEN, já levantados há mais de vinte anos, solicitou-se que fossem enviados primeiramente aos Ministros ligados ao fato (Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Casa Civil?!?). Como se dados inegavelmente verdadeiros precisassem seguir a pseudo-hierarquia militar, torpe, do Planalto. Como o próprio Ricardo Galvão, hoje ex-diretor do IPEN, colocou: “(…) dados são científicos. Não precisam de aprovação nem obedecem à hierarquia. No meio científico há dignidade na divulgação de dados (…)”.

E no caso do ultraje, da afronta acusatória gratuita do presidente para contra a figura de um desaparecido da ditadura, de forma análoga ao ocorrido quando da nomeação para a embaixada, vídeos com montagens toscas e rudes surgiram.
E foram repassados.
Sequer prestaram atenção nos fatores temporais da montagem. Puseram o William Bonner [ainda] como apresentador do Jornal Nacional, só para citar um exemplo.
Sujo! Lamentável!

Vale a pena mesmo, tudo, se a alma não for pequena?
Sim. Vale. Nesse caso, a alma grande é a de quem reclama e se indigna com o que está errado.
As outras almas, bem… tenho pena delas…

por Celsão irônico

figura retirada daqui, do blog de Lúcio Vaz na Gazeta do Povo. Link já citado no texto.