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Imaginemos um país com mais de 7000km de litoral. Imaginemos que este país possua fronteiras com dez outros países.

Agora imaginemos que este país passou por uma ditadura militar, que deixou, além das sequelas “normais” (colocando obviamente no sentido irônico da palavra) uma paúra em relação às forças armadas. Ou seja, o tolhimento à liberdade de expressão e a perseguição aos que eram contra o regime fez com que tudo o que viesse com o “rótulo” de militar, fosse não somente temido, mas também hostilizado.

Agora pensemos que os anos se passaram e uma bipolaridade bem/mal, direita/esquerda não exista mais. No entanto, embora seja um país pacífico e pacifista, o movimento em seu entorno mudou, os demais países pacíficos, preocupados talvez com seus recursos (Petróleo, Cobre), seu povo e sua independência, começam a se fortalecer militarmente…

Percebe-se então que os anos de descaso e cortes orçamentários prejudicaram não somente a soberania nacional, mas também as aspirações da liderança regional. Sendo mais radical e tomando as palavras de um militar, nesse caso o Gen. Luiz Eduardo Rocha Paiva: “Um forte poder militar confere maior robustez à política exterior, atrai alianças, dissuade ameaças e desagrava afrontas.”

Não pretendo pregar uma corrida armamentista, nem declarar guerra à Bolívia para recuperar as usinas estatizadas por lá… Essa introdução vêm criar uma base para a revoltante (ao menos pra mim) notícia de compra dos tanques alemães.

Ora, um país que teve Engesa e projetos como o Osório, Cascavel, Urutu e AMX, que exportou lança mísseis e veículos para 37 países no passado, que tem (ainda) um núcleo militar na Embraer, não pode pensar em comprar material militar “que seria aposentado” ou caças franceses…

A menos que os planos sejam outros… Mas duvido. As contas não fecham. São 34 Gepards, 8 chegarão para a Copa das Confederações, que terá seis sedes. A “Deutsche Welle” noticía que os oito seriam usados no Rio de Janeiro e em Brasília. Os demais viriam pra Copa do Mundo, Olimpíadas e, acreditem ou não visita do Papa Francisco I ao país!

Mesmo pensando num plano de “engenharia reversa” como o planejado para os Leopards em 2009, 34 peças é um número grande demais!

por Celsão Irônico