Posts Tagged ‘redes sociais’

Baghdad

Peço a atenção de vocês para este desabafo longo. Penso ser de vital importância, e por isso convido nossos leitores a lê-lo até o fim.

Todos vocês já notaram, pelo menos superficialmente, como funciona propaganda e marketing em cadeia na internet, não é mesmo?

Por exemplo, você abre um site como Amazon, ou Mercado Livre, e olha computadores. Quando você abre o Facebook, tem propaganda de computador na lateral do Face sendo anunciado para você.
Essas empresas, como Amazon, Ebay, Mercado Livre, e qualquer outra de venda online, pagam ao Facebook para que os produtos deles sejam mostrados para os usuários, e claro, com uma inteligência de rastreamento ferrada, que direciona os produtos certos para as pessoas certas.

O mesmo acontece quando você abre o youtube, ou outros diversos sites da internet. Através de um Data Mining eficiente, a maioria dos sites podem te rastrear, analisam seu perfil e fazem chegar até você EXATAMENTE aquilo que você QUER !

Não é crítica, nem elogio. Tampouco é uma análise ideológica, ou de opinião. Estou relatando um fato concreto, matemática e inteligência digital sendo usada para fins de marketing e propaganda, consumo.

Da mesma forma, se você tem um blog ou um site, você pode pagar ao Facebook, ao google, etc, para que seus posts, artigos, fotos, etc, sejam “divulgados” como prioridade. Por exemplo, um blog que não paga pelo serviço, é difícil ser encontrado no google. Este é o caso do meu blog, Opiniões em Sintonia Pirata. Você pode digitar no google várias palavras-chave de algum artigo do meu blog, e com muita sorte, o artigo aparecerá na 4°, 5° página.
Diversos outros artigos, de outros sites, que nem possuem todas aquelas palavras-chave no texto, aparecerão antes do meu artigo, o qual você procura. Isso acontece, principalmente, por eles pagarem o serviço, e assim, o google empurra o site deles na frente da lista.

No Facebook eu posso pagar para aumentar o “alcance” dos meus posts do blog, ou até posts pessoais (nunca o fiz, pois meu blog não tem fins lucrativos, pelo contrário, temos uma despesa de 99 dólares por ano, num perfil “TOP”, que nos permite, basicamente, bloquear anúncios em nossa página, e não ganhamos 1 centavo – só fazemos isso, pois eu e Celsão temos a utopia e esperança de estarmos ajudando a sociedade).
Se eu pagar, o Facebook usará ferramentas inteligentes para que mais pessoas, com interesses parecidos, ou com amigos em comum, ou que curtam as mesmas páginas que eu, ou ou ou, tenham contato com o meu post. De repente, o meu blog começará a aparecer ao lado direito do Facebook alheio, ou o Facebook te sugerirá curtir meu artigo, ou minha página, mesmo você não sendo meu amigo no Face.
Isso se chama “impulsionar”.

Por que estou falando tudo isso?

Bom, na época do atentado em Paris, escrevi uma crítica bem diplomática, onde eu explicava porque as pessoas se comovem, mudam fotos, colocam as cores da bandeira, quando uma tragédia ocorre na França, na Alemanha, na Bélgica, nos EUA, etc…. mas quando a tragédia é na Síria, Iraque, Bangladesh, Nigéria, Venezuela, Afeganistão, etc, ou a pessoa nem fica sabendo, ou, se fica sabendo no máximo diz “nossa, que absurdo, que triste”, e no dia seguinte já esqueceu.

Na época expliquei que, a culpa direta não é do cidadão comum, apesar do cidadão comum também ter sua parcela de culpa indireta (explico no fim do texto). Mas o principal culpado para essa indignação e tristeza seletiva é a alienação, e a manipulação exercida por aqueles que detêm os meios de comunicação, e os usam em interesse próprio.

Explicando melhor.
Assim como quando alguém quer anunciar um produto, ele paga por isso, faz seu marketing, as notícias também precisam de financiamento. Quando terroristas islâmicos invadem um jornal francês e matam quase todos da redação, há centenas de diferentes interesses por trás de tal tragédia, por exemplo:
1) países poderosos e imperialistas veem neste episódio a oportunidade de conseguir comoção popular e assim, enfim, legitimar uma possível invasão militar em algum país de onde, “teoricamente”, vêm os terroristas.
2) Um atentado no metrô de Londres pode ser usado pelos grandes jornais do mundo ocidental para conseguir muito IBOPE. Ao encherem os noticiários com aquelas notícias, cobertura ao vivo, etc, lucrarão ainda mais com as propagandas.
3) Fabricantes de armas podem patrocinar a divulgação intensa de certo atentado, para que as pessoas se sintam inseguras, e comprem armas. E claro, no caso de uma invasão militar (item 1), eles irão vender mundos de armas – dinheiro fácil.
4) Políticos com popularidade baixa podem usar tais tragédias para criar um sentimento de “comoção nacional”, o que gera UNIÃO. O resultado desta união é o desvio do foco, fazendo a população esquecer a insatisfação para com o governo. Isso pode até aumentar sua popularidade.

Eu poderia citar muitos outros exemplos aqui, dos interesses que estão envolvidos por trás de tais episódios.
Outro ponto importantíssimo é que estes políticos, fabricantes de armas, meios de comunicação, empresas, etc, podem eles mesmos, armar, organizar e/ou financiar um atentado terrorista, para atingirem seus objetivos. Neste caso, eles podem fazer um acordo com algum grupo radical terrorista, e facilitar e organizar o atentado; como também podem eles mesmos praticarem o atentado com as próprias mãos, e depois adulterarem as provas e manipularem as informações, fazendo parecer que o atentado foi causado por um grupo de terroristas (por exemplo, islâmico). Isso já deixou de ser teoria da conspiração, afinal documentos do Wikileaks e da NSA mostram que essa prática é real, e corriqueira.

Onde quero chegar?

Se você não muda sua foto de Facebook para as cores da bandeira de Bangladesh. Tampouco escreve diariamente sua revolta para com os ataques à Síria. Nem traz para suas discussões em mesas de bar a guerra do Iraque, que perdura até hoje, justificada por presença de armas químicas, e posteriormente gerando um pedido de desculpas do próprio G. W. Bush dizendo que se enganou e que no Iraque não haviam armas químicas. Se você nunca parou para refletir por que a produção de drogas no Afeganistão quase triplicou desde que os EUA, França e Inglaterra invadiram aquele país, e por que eles até hoje não conseguiram implantar um sistema democrático e gerar paz, nem no Iraque, nem no Afeganistão, nem entre Israel e Palestina, nem, nem nem…..

Nunca parou para refletir que, nos últimos 50 anos, todas as guerras que ocidente iniciou na África e Ásia, sempre com o pretexto de levar “democracia” e “paz” para aqueles países, NUNCA geraram paz, nem democracia naqueles países, mas somente mais dor, mais pobreza, mais caos! (dê-me um exemplo como exceção, eu não conheço.)
Se você sequer toma conhecimento das quantas vezes por semana, grupos terroristas, lutas entre grupos de guerrilha, guerras e massacres (quase sempre financiados por empresas e governos das potências ocidentais), ataques de potências mundiais, geram centenas de mortes semanalmente em países da África, Ásia e América do Sul.

Se você pensa no máximo uma vez por mês, quiçá uma vez por semana, nos milhões de refugiados de guerra, que chegam em condições precárias na Europa, buscando fugir do inferno de suas vidas em seus países. Morrem nas fronteiras, por frio e por fome. Morrem afogados em naufrágios na tentativa de cruzar o mar. E quando alojados, vivem com uma esmola de ajuda de custo, e em muitos países, vivem somente com a ajuda de ONGs e doações.
E se, quando pensa nestes refugiados, logo diz “mas eles tem que resolver o problema nos países deles, Alemanha, Inglaterra, Holanda, França, EUA, não têm nada a ver com isso. A Europa não é OBRIGADA a aceitar essa imigração desenfreada. A Europa conquistou sua estabilidade, eles que conquistem a deles”.

Isso tudo não é culpa direta sua. A culpa disso é do SISTEMA.
O Sistema não se interessa em gerar uma comoção e revolta sua, quando o problema é num país pobre, pouco conhecido, e principalmente, quando este país tem uma política de resistência a este mesmo sistema ocidental. Por isso, os jornais e revistas não dão a devida cobertura. Por isso, o Facebook não disponibiliza aplicativos para você mudar a cor da foto. Por isso, ao procurar no google, os melhores artigos sobre tais fatos não serão listados no topo da lista. Por isso, seus amigos falarão pouco disso, o que gera pouca reação em cadeia, e tal notícia chegará de forma superficial e rala até você, se chegar.
Quem manda na informação e quem detêm o poder do Capital, não está interessado em “Impulsionar” tais verdades.

Tudo isso é assim, pois há motivos e interesses MUITO CLAROS por trás, interesses que determinam o que deve nos revoltar, e o que deve ser esquecido por nós. Determinam o que devemos ter conhecimento, e o que não deve chegar até nós.
E assim, manipulam o nosso saber, e nos fazem pensar exatamente da maneira que ELES querem que pensemos.

E por que temos culpa indireta?
Ora, pois somos seres pensantes. Se você tiver interesse, se você resolver conscientemente ativar o pininho do “humanismo”, da “ética”, da “solidariedade”, do “não-comodismo”, do “pensamento crítico”, da “sensibilidade generalizada”, do “auto-combate” contra o próprio orgulho, da “predisposição para construir novos valores” e “rever opiniões e formas de pensar”, dentro de você, e escolher por ABRIR SEUS OLHOS, você deixará de ser tão facilmente manipulado, e terá mais chances de entender o mundo, e fazer sua pequena parte para que este planeta se torne um lugar melhor no futuro, para nossos filhos, netos, bisnetos, etc…..

Mas enquanto você aceitar passivo que “ah, é assim, não posso mudar nada”, ou disser “ah, não é culpa minha, pelo menos demonstro minha tristeza e revolta com as mortes na França”; você estará abastecendo esse marketing predatório, imperialista, escravagista, que faz com que as riquezas do mundo, que são muitas, sejam concentradas nas mãos de menos de 0,001% da população do mundo, e que mais de 50% do mundo passe fome, ou viva em áreas de guerra.

E sim, junto com nossa falta de interesse, vem a questão do TEMPO. Sempre dizemos que “poxa, até entendo isso que você está dizendo, mas não tenho tempo de me informar a esse ponto”.
Eu digo: No mundo atual, globalizado e digital, ninguém tem tempo! Ninguém. Mas tempo a gente não tem, tempo a gente ARRUMA! Basta definir prioridades em sua vida, e bingo, achou tempo.

Obviamente, a falta de tempo é também um dos mecanismos do sistema para que não nos informemos, não nos preocupemos, não nos interessemos. Te sugam com cargas diárias de trabalho de 8 a 12 horas. Depois temos que malhar, fazer esporte, fazer compras, arrumar o equipamento estragado, visitar o amigo, cuidar da família, cozinhar, pagar impostos, resolver burocracias idiotas, pesquisar não sei o que na internet, programar as próximas férias, etc…. e nunca sobra tempo para pensar nas barbaridades do mundo.
A falta de tempo é uma das estratégias do opressor, para nos alienar. Simples assim!
Então, arrume tempo. Se interesse.
Sem sua participação, o mundo não vai melhorar, pelo contrário.

Sim, sinta-se mal, pois suas mãos estão sujas deste sangue.

* Aqui, um vídeo crítico sobre o ataque em Baghdad, e a ausência de solidariedade e revolta mundo afora com relação ao ocorrido. 
* E Aqui, um experimento muito bacana e didático, mostrando a força da publicidade e do dinheiro nas redes sociais. 

por Miguelito Formador

figura retirada do próprio vídeo do youtube

 

IMG-20160308-WA0035Todos os anos fico “preso” entre a pieguice das mensagens vazias e da lembrança única e a importância histórica da data na luta das mulheres contra o machismo e a desigualdade.
Busquei no histórico dos outros “Marços” desse blog e, como não encontrei menções ou homenagens à data, resolvi fazer essa menção nesse ano de 2016; mesmo que tardiamente.

Mesmo que tenhamos reiteradamente abordado os temas machismo e preconceito contra as mulheres, por exemplo: aqui, aqui e aqui. Nunca é demais lembrar aos homens e à toda a sociedade o quão preconceituosos e machistas eles são.
Por exemplo, durante o dia de ontem, inúmeras foram as mensagens de cunho machista e sexista que circularam nas mídias sociais, como o WhatsApp.
E, infelizmente, não foi com o intuito de refletir sobre a realidade, mas somente para intensificar e perpetuar a discriminação, o status-quo.

O Google, que sempre prepara desenhos e filmes para ocasiões especiais, os chamados doodles, fez um video interessante sobre o desejo das mulheres de hoje (acesso aqui).
Os anseios variam de acordo com o país e poder aquisitivo, naturalmente; mas é impressionante ver que muitas apenas pedem educação ou igualdade!

IMG-20160308-WA0039Como é possível, no século 21, mais de um século após as primeiras celebrações e o grave incêndio na fábrica têxtil americana, seguirmos sem garantir igualdade às mulheres? (mais informações sobre a data no Wikipedia)
Por que vemos mais exemplos de maus tratos no dia-a-dia, que de êxitos de empreendedorismo feminino?
Por que foi necessário criarmos uma delegacia especial para atendimento à mulher e leis como a Maria da Penha, contra a violência doméstica?
E por que nós homens usamos, no dia delas, frases do tipo: “Os outros 364 dias são nossos”?

As mulheres são o motor do Mundo. Só elas são capazes de planejar o todo e atentar aos detalhes. Só elas são realmente “multi-tarefas” e conseguem dar conta de lares e carreiras. Só pra não me alongar demais…

Que sejamos não só piegas em homenagens e romantismo para com as mulheres de nossas vidas…
Que lutemos com elas contra o peso do machismo e do sexismo do dia-a-dia!
Quer um exemplo simples do que fazer? Pare de compartilhar videos e fotos “roubados” ou “vazados”! Sobretudo aqueles que acompanham pedidos desesperados das próprias mulheres, para que não os divulguemos.
IMG-20160308-WA0040Nós devemos isso a elas. E não somente a elas; devemos isso a um mundo mais justo e igualitário!

por Celsão correto

figuras recebidas no WhatsApp no dia de ontem

P.S.: Para quem quiser fazer “mais”, o doodle do Google direcionava ontem para uma página de apoio à causa da igualdade para as mulheres. Além dessa campanha, podem ser encontradas outras reinvidicações e programas de apoio à mulheres de todo o mundo. É possível aderir a campanha e fazer doações, por exemplo. O acesso pode ser feito aqui. (página somente em Inglês)

 

 

FacebookQuem acompanhou o caso, viveu o absurdo, o achincalhamento da exposição escancarada e desnecessária das redes sociais.
Quem estava na Lua, ou tem a sorte de só participar de grupos de WhatsApp corporativos ou construtivos e também de ter no Facebook somente pessoas que não compartilham piadas de mau gosto (ou de ter bloqueado da linha do tempo estes)… realmente é sortudo.
Resumindo bem o fato, a Fabíola traiu o marido com a desculpa de ir fazer as unhas. O marido pegou-a em flagrante com o amante, um amigo filmou e divulgou o vídeo. A partir daí, fotos, montagens, outros vídeos, piadas, tudo fazia referência aos personagens, muitas vezes deturpando o caso e expondo (principalmente) a mulher.

Minha opinião começa lamentando o machismo do brasileiro.
O amante sai sempre como herói, não importando a condição social ou estado civil.
O marido traído, quando se indigna e/ou penaliza a mulher, também é herói. É ainda mais enaltecido se abusa da violência, principalmente contra a mulher.
A leitura machista não aceita que os direitos iguais propõe-se para todas as situações, traições incluídas.
“Também, né… a mulher mereceu!” ou “Um homem de verdade não pode aceitar uma traição” ou “É feio a mulher trair” me entristecem profundamente. A mulher pode trair sim, pois tem as mesmas vontades e fraquezas dos homens. Se geralmente não as têm na mesma medida (por serem superiores, eu diria), não implica que devam permanecer castas e ingênuas ante a relacionamentos vazios ou a homens sem escrúpulos.
Chega de usar os adjetivos “vagabunda” quando é ela e “garanhão” quando é ele!

Acredito que a vergonha do flagrante seja suficiente para o exercício interno de pensar e repensar nos atos cometidos, que é bem importante. Aliás, todos os envolvidos direta e indiretamente repensam a vida e podem (devem) avaliar as amizades e a exposição que estão submetidos nas redes sociais.

Voltando rapidamente ao tema da desculpa, que diferença faz?
Uma viagem de negócios, uma visita a um parente, uma cerveja com amigos, futebol a noite com o pessoal da empresa… Tudo serve ou serviria como desculpas para uma traição, ou várias.

Agora falando sobre as redes sociais: o que leva uma pessoa a filmar já pensando em compartilhar esse material com desconhecidos?
E o que leva outros a seguir encaminhando, compartilhando uma humilhação, uma revelação, um segredo?
Creio que isso já é e será por muito tempo tema de estudos e teses de acadêmicos de Sociologia e de estudiosos do comportamento humano. Os porquês, a “nova necessidade” de compartilhar e julgar, as especializações relâmpago do Facebook…
Pra mim, numa análise rasa, primeiro vem a necessidade de fazer-se conhecido, vangloriar-se de ter obtido a informação em primeira mão, de ter vídeos eróticos da funcionária do banco X ou da empresa Y.
O que é péssimo!
Sem medo de errar, digo que carreiras foram comprometidas, famílias se desfizeram e problemas psicológicos surgiram graças a esse bullying cibernético e “anônimo” (pois todos pensam que estamos anônimos na internet). Se nós nos esquecemos dos nomes, empresas e rostos, dificilmente os vizinhos e parentes terão a mesma “sorte” e isso levará a mais provocações e mais bullying.

No site onde encontrei a foto, estavam listados alguns dos pontos-chave da Revolução Francesa. Cito dois: O respeito pela dignidade das pessoas, que estamos ignorando com esses atos anormais; Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei, que esquecemos completamente com o machismo que praticamos e difundimos.

Onde será que isso vai parar? Na suspensão dos softwares de compartilhamento? Na sanção do uso do Facebook a alguns usuários adictos?

Difícil de dizer hoje.
Uma das tristes consequências foi a interrupção, temporária, mas efetiva, das discussões sobre política, sociedade, desenvolvimento da Nação, que poderiam estar ocorrendo nos mesmos meios. (sim, é o Celso utópico falando aqui novamente!)

por Celsão revoltado

figura retirada daqui

P.S.: me nego a divulgar links sobre o caso citado. São acessíveis através de uma rápida busca no google, pra quem não conhece ou não ouviu sobre o assunto.

Video_01Este post apresenta dois vídeos com o intuito de alertar e exemplificar o modo atual de “socialização na solidão” na internet e redes sociais, além de mostrar a vida que se perde a cada tecla e tela…

O primeiro vídeo-tema chama a atenção para o modo como estamos nos desligando do mundo, olhando apenas para baixo em nossos i-phones, tablets, smartphones e outros gadgets interessantes.

É realmente notável, como as pessoas estão se desligando da realidade e se “re-ligando” à outra totalmente distinta, virtual. Basta observar as pessoas em shoppings, nos aeroportos, em consultórios médicos, nos intervalos das escolas e universidades.
Todos estão atualizando status no facebook, compartilhando vídeos via WhatsApp, conversando com amigos nos inúmeros aplicativos para esse fim…

Se por um lado existem os que acreditam ser um comportamento absurdo e um total desperdício de vida, tal “mudança” de abordagem dos contatos sociais, com milhares de interações e ao mesmo tempo nenhuma REAL (como Gary Turk, autor do vídeo); por outro existem pessoas contrárias a esta corrente, enaltecendo os benefícios de estar conectado, como as possibilidades de encontrar amigos que se distanciaram, de pedir taxi sem risco, de encontrar serviços nas cercanias sem risco, GPS, etc.

Na minha opinião, não creio ser o fim da sociedade o uso excessivo de interações na nuvem, mas me preocupa.

A preocupação vem com as novas gerações, que talvez nem curtam as boas e más experiências que os mais velhos tiveram; e nem falo de se sujar brincando na rua, dos carrinhos de rolimã, etc., falo de experiências no sentido de conhecer pessoas, descobrir as boas e más companhias, fazer amizades verdadeiras e separar as que possuem algum interesse, olhar com os próprios olhos e ouvir o som das coisas sem se preocupar em gravar e fotografar aquilo em imagens e vídeos que jamais serão revistos, vivenciar as diferenças e presenciar outras verdades, de outros lugares.

Temo por moldar os jovens cercando e lhes cerceando da possibilidade de descobrir por eles mesmos o certo e o errado, de interagir com as imperfeições de outras famílias, de observar pessoas na feira, no mercado, na padaria pela manhã. Se tudo for resolvido de modo digital e impessoal, perderemos tais interações.
(Os mais velhos ainda se reunirão, marcando via app, um jantar qualquer pra falar do passado e reclamar da modernidade que não entendem…)

Video_02bOutra preocupação, mas séria, vem da nossa insistência em fazer várias coisas ao mesmo tempo…
O segundo vídeo que, creio, todos devam assistir ao menos uma vez, é uma propaganda bem bolada, feita num cinema em Hong Kong. Aqui, de modo brilhante é exposto o risco de dirigir e ao mesmo tempo estar no “mundo virtual 100% conectado”.

Já escrevemos através de um conto (aqui) o que pode vir a ser a influência da interação virtual no ambiente de trabalho.
Minha dica é: aprenda a separar e a dedicar um tempo exclusivo a cada atividade!

Enfim… indico que vejam os dois filmes e repensem o modo em que estão interagindo virtualmente, independente da mudança, vale a reflexão!

por Celsão correto

figuras retiradas dos vídeos indicados

P.S.: os vídeos podem ser acessados nas figuras ou aqui abaixo:
– Look Up – Gary Turk (legendado em Português): http://youtu.be/j2pqn2oQIgU
– Propaganda contra uso de celular ao dirigir: http://youtu.be/SpNooPX7UoQ


Revoltado_Show_2Estou ficando velho. É fato!
E com a idade vêm chegando, ou piorando, a chatice e a rabugice…
Isso posto, compartilho a seguir minha revolta num show de Rock que fui recentemente.

Chegamos com tempo suficiente pra não precisar nos apertar na entrada e também pra assistir ao show de abertura.
Até então estava achando os “selfs” tirados por muitos em meio a caras e bocas, normal. Muita gente tem câmeras compactas e celulares que tiram excelentes fotos, com a vantagem de já estarem conectados à internet.
Pois bem, muitos (muitos mesmo), tiravam diversas fotos e logo após digitavam freneticamente em suas telas “touch”, provavelmente publicando a foto recém tirada no “Face”, “Insta” ou compartilhando via “Whats”.
Segurei minha onda tomando cerveja. Afinal, o show de abertura não havia sequer começado…

Eis que o primeiro show se inicia; e pra minha surpresa o comportamento ao invés de arrefecer, multiplicou-se… Todos estavam com suas câmeras e celulares filmando e tirando fotos, depois digitando e logo em seguida filmando outra vez!

Porra! Eu queria ver o show!
Aliás… EU PAGUEI PRA V-E-R O SHOW!!! E não pra ficar observando malucos com o braço estendido e as câmeras na minha frente.
Deixei passar a primeira e a segunda músicas, imaginando que talvez fosse a empolgação inicial… Mas não! O rito seguiu: braço pra cima, braço pra baixo, digita, foto “self”, digita, mais braço pra cima, mais foto…Será que ninguém mais vê nada? Será que eles acreditam que assistiram àqueles filmes ou verão aquelas fotos muitas vezes depois dali?
Ou ainda… será que é mais importante avisar TODOS os amigos do Facebook que você está no show “x” do que curtir o show?

Me achei um estranho; mas ao mesmo tempo imaginava a qualidade das imagens tiradas em meio a pulos e empurrões e os vídeos, que provavelmente não tinham foco, nem som decentes… Que idiotice!

Show principal. Pouco antes havia acabado a cerveja do local.
Como suportarei mais um martirioso espetáculo de câmeras sem a cerveja?
Eis que sou acometido de outra surpresa: o público cantou todas as músicas! Não somente o refrão ou as músicas mais famosas, mas todas as músicas integralmente…
PQP “véio”!!! Pra quê ir a um show ao vivo senão pra ouvir a banda que você gosta ao vivo? O som dos instrumentos, da voz do vocalista, os pedaços da letra que mais curtimos… Não, nada disso! Hoje vai-se a shows pra cantar mais alto que a pessoa ao lado, provando saber todas as letras de cor!

Estamos realmente mais perto do fim.
Ou realmente sou muito velho. Tinha a ideia absurda de ir a um show pra ver a banda e ouvir as músicas…

por Celsão irônico/revoltado

figura retirada deste vídeo do youtube, que mostra um pouco da minha revolta naquela noite.

Democracia, liberdade, direito de privacidade. Uma ova!!!

Democracia, liberdade, direito de privacidade. Uma ova!!!

Replicando um texto sucinto, mas assertivo.

Big Brother Obama

Jornal Público, 07/06/2013

 A Administração Obama fez tábua rasa do velho princípio traçado no século XVIII por Benjamin Franklin que advertia: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.”
Em nome do combate ao terrorismo, um tribunal especial autorizou a Agência de Segurança Interna a aceder às chamadas telefónicas de qualquer cidadão.

Não se discute o putativo alcance desta medida para se obter informações sobre os contatos de prováveis terroristas. O que se discute é se essa probabilidade justifica que um direito elementar dos cidadãos, a sua privacidade, seja violado. Ou se vale a pena constranger a liberdade básica que confere a cada um o direito de falar com quem entender em nome de uma pretensa política de segurança.

Esta pulsão securitária que trata todos como suspeitos é, ao que se sabe, uma herança de George Bush. Esperava-se que Obama, em coerência com o seu discurso, a revogasse. Não revogou. A sua aura de político diferente voltou a degradar-se.

…….

Comentário 1 do blog: Se fosse Hugo Chávez, ou Fidel Castro, a mídia e a classe média já teriam caído em cima chamando esta ação de ditadura, terrorista, comunistas demonizados, e coisas do tipo não é?
Comentário 2 do blog: Onde estão os tão aclamados direitos e liberdades do cidadão, condimentos básicos e triviais da tal Democracia que tanto se enaltece no mundo contemporâneo. Em tempo: Em breve um post que tratará deste termo democracia, e sua função como parte integrante do controle de massa e bestificação das sociedades.
Comentário 3 do blog: Nos últimos anos, várias informações secretas, não só americanas, mas de vários países, grandes empresas, bancos, etc, têm vindo à tona, principalmente após as divulgações do Wikileaks. Só continua alienado, achando que várias questões absurdas são teoria da conspiração, quem realmente quer se manter alienado. Para evoluir e crescer intelectualmente e como indivíduo, tem que ter vontade e humildade, isso já basta.

por Miguelito Formador

->Figura retirada do link